Teologia mujerista

A teologia mujerista é uma vertente teológica que surgiu entre as mulheres latino-americanas no contexto da teologia da libertação, movimento de missão integral e iniciativas periféricas não organizadas.

A teologia mujerista enfatiza as experiências das mulheres latino-americanas, particularmente no contexto da pobreza e da opressão política. Contribuiu para firmar uma hermenêutica situada em contexto latino-americano, feminino e cristão.

Figuras-chave no desenvolvimento da teologia mujerista incluem Ada Maria Isasi-Diaz, Maria Pilar Aquino e Elsa Tamez. Essas teólogas buscaram integrar o feminismo e da teologia da libertação e criar uma estrutura teológica que falasse das experiências de mulheres marginalizadas na América Latina.

O movimento colabora, porém critica pautas e métodos do feminismo do norte Global, feministas seculares, movimentos da teologia da libertação, dentre outros.

Mãe do Rei Lemuel

A Mãe do Rei Lemuel foi quem lhe deu a instrução que se tornou Provérbios 31:1-9. Fora essa passagem, não é mencionada na Bíblia. Tudo o que sabe sobre ela e seu filho resume a essas instruções.

A mãe de Lemuel fornece uma lista de características que uma mulher ideal incorporaria, incluindo sobriedade, sabedoria, trabalho árduo e preocupação com os pobres.

O versículo 1 identifica a passagem como uma “profecia” ou “oráculo” que foi proferida pela mãe do rei Lemuel. A identidade dessa mulher é desconhecida.

Os versículos 2-3 exortam Lemuel a evitar ceder aos seus desejos de álcool e mulheres, que eram vistos como vícios que poderiam levar à corrupção moral e instabilidade política. A menção de “reis” e “governantes” nesses versículos sugere que a passagem foi escrita para uma audiência de líderes políticos.

O versículo 8 instrui Lemuel a defender os direitos dos pobres e marginalizados, para defendê-los contra a opressão e a exploração. Isso reflete a preocupação com a justiça social evidente ao longo do livro de Provérbios.

O versículo 9 adverte contra o abuso de poder, exortando Lemuel a usar sua autoridade para defender a justiça e a retidão, em vez de oprimir e explorar seus súditos. Este versículo enfatiza a importância do bom governo e da liderança moral, qualidades essenciais para a estabilidade e prosperidade do antigo Israel.

A Mãe faz um retrato de uma mulher virtuosa e oferece conselhos aos líderes políticos sobre como governar com justiça e sabedoria.

O livro de Provérbios como um todo reflete uma tradição de literatura de sabedoria que era comum em todo o antigo Oriente Próximo, inclusive nas regiões aramaica e do sul do Levante. Muitos dos temas e motivos encontrados em Provérbios também estão presentes em outros textos de sabedoria do antigo Oriente Próximo, como a Instrução Egípcia de Amenemope, os Conselhos de Sabedoria da Babilônia e as Instruções Cananeias de Ahiqar.

A Mãe do Rei Lemuel, bem como toda a passagem de Provérbios 30-31, em um conjunto canônico com o livro de Provérbios representa a Senhora Sabedoria dando seus conselhos.

BIBLIOGRAFIA

Apple, Raymond. “The two wise women of proverbs chapter 31.” Jewish Bible Quarterly 39.3 (2011): 175-180.

Nzimande, Makhosazana Keith. Postcolonial biblical interpretation in post-apartheid South Africa: The gvirah in the Hebrew Bible in the light of Queen Jezebel and the Queen Mother of Lemuel. Diss. Texas Christian University, 2005.

James William McClendon

James William McClendon Jr. (1924-2000) foi um teólogo batista americano, com contribuições à teologia sistemática, ética e filosofia da religião.

McClendon foi professor de teologia no Seminário Teológico Fuller, na Universidade de Notre Dame e no Seminário Bíblico Menonita. A perspectiva teológica de McClendon foi influenciada por sua herança batista e anabatista.

Foi o autor de várias obras, incluindo “Ética: Teologia Sistemática, Volume 1”, “Doutrina: Teologia Sistemática, Volume 2” e “Testemunha: Teologia Sistemática, Volume 3”. O trabalho combinava ênfases na narrativa, comunidade e tradição no desenvolvimento da teologia cristã. Procurou integrar a teologia com preocupações sociais e éticas.

McClendon Jr. teve um diálogo significativo com a teologia anabatista, tanto na teologia narrativa quanto em seu envolvimento com a tradição menonita. Ele foi inspirado pelos princípios anabatistas do discipulado, comunidade e não-violência, e procurou incorporar esses temas em sua própria teologia. McClendon defendia a reflexão teológica dentro do contexto de uma comunidade específica, que ressoou com a eclesiologia anabatista. Colaborou com teólogos anabatistas como John Howard Yoder, e seu trabalho influenciou o desenvolvimento da teologia neo-anabatista nos Estados Unidos.

Assunção de Moisés

A Assunção de Moisés ou Ascenção de Moisés é um livro apócrifo que conta a história da morte de Moisés e sua ascensão ao céu. Inclui profecias sobre o futuro de Israel e a vinda do Messias. O texto enfatiza a importância da obediência à lei de Deus e os perigos dos falsos profetas e da apostasia.

Teria sido escrito entre c.100 aC e c.50 dC.

Oração de Manassés

A Oração de Manassés é uma oração curta atribuída ao rei Manassés de Judá. Este pequeno livro apócrifo é uma confissão de pecados e um pedido de perdão. Expressa um profundo sentimento de arrependimento e remorso por ações passadas e um desejo de se reconciliar com Deus. A oração é um exemplo de arrependimento e um lembrete da misericórdia e compaixão de Deus.