Ebla

Cidade e cilização na Síria-Palestina. Foi um dos primeios estados dessa civilização, desde sua fundação c. 3500 até seu abandono no século VII a.C.

Localizada em uma aldeia atual próxima a Alepo, a cidade foi escavada a partir de 1964 e tornou-se famosa pelo arquivo de mais de 20.000 tabuletas cuneiformes encontradas, datadas a maioria de entre c.2500 e 2250 a.C.
Trata-se também do mais antigo arquivo conhecido e organizado especificamente com propósito arquivístico. Ainda não foi totalmente processado.

Era uma sociedade complexa, com práticas de contratos, cartas e literatura. Menciona o panteão cananeu como Dagon, Shamash, Reshef, Hadad, Ashtarte, Moloch, Koshar, Asherah, Kemosh, além de mencionar práticas de necromancia (yid’oni) e do Sheol.

Corinto

Uma grande cidade grega economicamente importante na Grécia, na qual Paulo fundou uma igreja.

No período helenista, a cidade era um importante centro cultual a Afrodite. Contudo, a cidade foi destruída pelos romanos em 146 a.C. Apesar de autores romanos dizerem que a cidade teria sido arrasada e despovoada, indícios arqueológicos apontam uma contínua habitação na área até a reconstrução romana. Quase um século depois, em 44 a.C., uma cidade de mesmo nome foi construída nas imediações do sítio da anterior, sendo a capital da região de Acaia.

Tinha uma posição estratégica no istmo que conecta o Peloponeso ao resto da Grécia, bem como meio-caminho entre os golfos de Corinto e Sarônico — servidos pelos portos de Lequeu e Cencrea.

A suposição de que Corinto seria um centro de prostituição durante o período paulino não tem corroboração histórica. O grande templo de Afrodite da era grega já tinha sido destruído na época do Novo Testamento. Um templo menor de Afrodite, junto do santuário de cura dedicado a Asclépio, eram os principais locais de culto greco-romanos nesse período.

BIBLIOGRAFIA

Walters, James C., and Daniel N. Schowalter. “Corinth in context: comparative studies on religion and society.” Supplements to Novum Testamentum 134 (2010).

Tessalônica

Cidade portuária da antiga Macedônia, situada no norte da Grécia moderna com o nome de Salônica. Paulo fundou uma igreja aqui, presumivelmente composta apenas de gentios.

A cidade foi fundada sobre uma vila anterior em c. 316 a.C, pelo general macedônio Cassandro, que lhe deu o nome de sua esposa Tessalônica, filha de Filipe II da Macedônia.

Em 168 aC, meio a conflitos entre estados helenistas, Tessalônica requisitou o protetorado de Roma. A partir disso, Tessalônica passou ser uma cidade controlada pelos romanos, embora com autonomia para seus próprios assuntos. Com status de cidade livre e capital efetiva da Macedônia romana, Tessalônica prosperou, atraíndo pessoas como Cícero para morar nela, como faria mais tarde o imperador Galério.

No Novo Testamento aparece como uma igreja prominente e ligada ao ministério de Paulo (At 17:1-13; 20:4; 27:2; 1Ts, 2Ts, Fp 4:16; 2Tm 4;10).

Em sua segunda viagem missionária Paulo, junto de Silas e Timóteo, vieram de Filipos para Tessalônica (Atos 17). Paulo pregou na sinagoga da cidade e estabeleceu a igreja. Quando Paulo enfrentou uma perseguição popular, fugiu para Bereia (Atos 17: 13-14).

As duas epístolas de Paulo, provavelmente entre os textos mais antigos do Novo Testamento, foram direcionadas à igreja dessa cidade.

VEJA TAMBÉM

1 Tessalonicenses

2 Tessalonicenses

Abismo

O abismo, em hebraico תְּהוֹם tehom, em grego ἀβυσσος, abyssos, ou como poço sem fundo, é um termo usado na Bíblia para se referir a um lugar profundo, escuro e misterioso, frequentemente associado ao mal e ao caos. É mencionado várias vezes no Antigo e no Novo Testamento.

No Antigo Testamento, o abismo está associado às águas primordiais da criação, que foram separadas por Deus para formar o céu e o mar. No livro de Jó, é descrito como um lugar de escuridão e morte, onde habitam as sombras dos mortos. No livro dos Salmos, é retratado como um lugar de caos e turbulência, onde as ondas do mar batem umas nas outras.

Usado no Novo Testamento para se referir à morada dos demônios e/ou dos mortos (Lucas 8:31; Romanos 10:7). Também é mencionado no livro do Apocalipse, onde é descrito como o lugar onde a besta e o falso profeta serão aprisionados no fim dos tempos. Também é mencionado no Evangelho de Lucas, onde Jesus lança um grupo de demônios no abismo depois que eles possuem um homem.