Ásia

Ásia hoje refere-se ao continente, mas em contexto bíblico era o nome de uma província romana no que hoje é a Turquia ou Anatólia. 

A Ásia foi uma das primeiras regiões de evangelização intensa (At 13-16). A Revelação a João foi dirigida às “sete igrejas da Ásia”, as cidades costeiras de Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodiceia (Ap 1:4,Ap 1:11). Parte dos destinatários 1 Pedro estavam na Ásia (1Pe 1:1).

Colossos

Colossos ou mais acurada forma Colossas, em grego Κολοσσαί, era uma cidade do interior da Ásia Menor, na região da Frígia.

Localizada perto de cidades maiores e mais importantes. Junto com Hierópolis (Cl 4:13), um centro terapêutico, e Laodiceia (Cl 2: 1; 4: 13-16; Ap 3: 14-22), um centro político e comercial, Colossos constituía uma área de três cidades, mas com menor importância. Foi destruída por um terremoto durante o reinado de Nero (nos anos 60 d.C.).

Embora não haja registro de que Paulo tenha visitado a cidade, há a carta paulina dirigida à igreja em Colossos. Estima-se que houvesse uma significante presença judia na região.

Messias

Messias (do hebraico para “ungido”; em grego, traduzido como “Christos”, originalmente designava um líder judeu ungido com óleo como sinal de legitimidade, especialmente os descendentes do rei Davi.

Mais tarde, a palavra tornou-se ligada às esperanças de um novo governante de Israel. As expectativas messiânicas no final do período do Segundo Templo eram diversas. Por exemplo, alguns judeus esperavam um governante militar, enquanto outros esperavam um profeta ou a manifestação divina em pessoa (Targum de Isaías).

Espanha

A Espanha era chamada nos tempos romanos como Hispania, compreendo toda a penísula ibérica. 

A Espanha é mencionada na Bíblia apenas em Romanos 15:24, 28. Paulo expressa sua intenção de evangelizar lá, mas não registros que tenha cumprido tal desejo.

A Espanha possui uma longa ocupação desde os tempos pré-históricos, atestada principalmente pelas artes estonteantes das cavernas. Colonizada por povos não-indoeuropeus (dos quais os bascos são remanescentes), celtas e fenícios (no século VIII a.C.), o povo da Espanha resulta da junção de diversos povos. Mais tarde vieram os romanos, os visigodos, árabes e bérberes. A partir do século XV, a Espanha e Portugal lançaram-se aos descobrimentos e conquistas ao redor do mundo.

A presença judia na Espanha era pequena, mas ganhou notoriedade durante o período muçulmano, quando virou umas das mais significantes comunidades. Na época o país era chamado em hebraico de Sefarad e os judeus ibéricos ainda hoje são chamados de sefarditas.

O cristianismo provavelmente chegou no século II d.C. Com a virada constantiana, várias vertentes disputaram suas existências: a igreja prisciliana, a igreja gótica (ariana) e os católicos romanos — esses ainda com variantes locais, como o rito moçárabe. Com a Reconquista e a inquisição ganhou-se uma homogeneidade religiosa forçada de expressão católica.

Malta

Ilhas e país ao sul da Sicília, no Mar Mediterrâneo.

De acordo com Atos 27:27-28:11, Paulo naufragou em uma baía de Malta a caminho de Roma, passando ali os três meses de inverno.

A ilha foi inicialmente habitada por uma cultura neolítica cerca de 5000 a.C. Esse povo deixou impressionantes estruturas de pedra, como os Templos Megalíticos de Malta, algumas das construções mais antigas do mundo.

Foi colonizada pelos fenícios de Cartago e depois incorporada ao império romano. Foi invadida sucessivas vezes por gregos, italianos, vândalos, normandos. No século IX, a ilha foi conquistada pelas forças árabes e tornou-se um importante centro comercial e cultural. A influência árabe ainda é visível na língua (em alfabeto latino) e arquitetura maltesa.

Mais tarde, Malta tornou-se um reduto dos Cavaleiros de São João, responsáveis pela defesa da ilha durante os cercos do Império Otomano. Os cavaleiros também reintroduziram o catolicismo, que se tornou uma parte importante da cultura e identidade maltesa. Depois de um período de dominação inglesa, Malta tornou-se uma nação independente.