Sumateus

Os sumateus eram os naturais e habitantes da cidade de Quiriate-Jearim, que também era conhecida por outros nomes como Quiriate-Arim, Quiriate-Baal, Baala ou Baale. Esta cidade está ligada à narrativa da Arca da Aliança.

Após a Arca ser devolvida pelos filisteus, ela foi levada para Quiriate-Jearim e permaneceu na casa de Abinadabe por um longo período, até que o rei Davi a transferiu para Jerusalém (1 Samuel 6:21-7:2; 2 Samuel 6:2-4; 1 Crônicas 13:5-6).

A identificação dos habitantes como sumateus estabelece uma ligação direta entre o povo e a cidade. Em 1 Crônicas 2:53, os sumateus aparecem como uma das famílias que habitavam Quiriate-Jearim, juntamente com os itritas, puteus e misraeus, todos descendentes de Salma.

Saalbonita

O termo “saalbonita” era a designação dada a Eliaba, que é mencionado como um dos trinta valentes do rei Davi (2 Samuel 23:31; 1 Crônicas 11:32). A designação “o saalbonita” indica que Eliaba era originário ou estava associado à região ou cidade de Saalbom.

A localização exata de Saalbom não é precisamente identificada nas Escrituras. A terminação “-ita” é comum para indicar naturalidade ou pertencimento a um lugar. Portanto, Eliaba era conhecido por sua conexão com Saalbom, o que o distinguia de outros guerreiros na lista dos valentes de Davi.

Sineus

Os sineus eram um povo descendente de Sin, que era um dos filhos de Canaã (Gênesis 10:17; 1 Crônicas 1:15). Canaã era filho de Cam e neto de Noé. Os sineus, portanto, faziam parte dos povos cananeus que habitavam a região da Terra Prometida antes da chegada dos israelitas.

A menção dos sineus é bastante breve e ocorre principalmente nas listas genealógicas que descrevem a descendência de Canaã e as várias tribos que se estabeleceram na área de Canaã. Além de sua inclusão nessas listas, a Bíblia não fornece detalhes específicos sobre a localização exata do território dos sineus, sua cultura, organização social ou suas interações com os israelitas durante a conquista.

A ausência de informações detalhadas sugere que os sineus podem ter sido uma tribo menor ou que foram assimilados por outros grupos cananeus mais proeminentes ao longo do tempo.

Sufanitas

Os sufanitas eram uma das famílias pertencentes à tribo de Benjamim, descendentes de Sufã. (Números 26:39). A tribo de Benjamim era uma das doze tribos de Israel, com território localizado ao norte de Judá e ao sul de Efraim, uma região central na história bíblica.

A menção de Sufã como um ancestral que deu origem a uma família dentro da tribo de Benjamim é encontrada nas genealogias tribais, que serviam para registrar a organização e o crescimento do povo de Israel. Essas genealogias ajudavam a definir as heranças de terra e as responsabilidades dentro da comunidade.

Embora a Bíblia mencione a existência da família dos sufanitas através de sua ligação a Sufã e à tribo de Benjamim, não há narrativas ou detalhes extensivos sobre suas atividades específicas, seu papel dentro da tribo de Benjamim ou sua participação em eventos significativos na história de Israel.

Summum bonum

O conceito de Summum bonum, em latim para “bem supremo”permeia as narrativas e ensinamentos bíblicos e da teologia cristã refletindo a busca humana por um valor último e transcendente.

A compreensão do Summum bonum no contexto bíblico evolui através do Antigo e Novo Testamento. No Antigo Testamento, a obediência a Deus e a adesão à Sua Lei são frequentemente apresentadas como o caminho para o bem supremo, manifestando-se na aliança e na busca por justiça e retidão. A sabedoria, personificada nos livros sapienciais, também se aproxima do Summum bonum ao identificar o temor do Senhor como o princípio da sabedoria e o caminho para uma vida plena. No Novo Testamento, o conceito se transforma com a centralidade de Jesus Cristo, apresentado como a revelação máxima do amor de Deus e, portanto, o bem supremo. A fé em Cristo e o amor a Deus e ao próximo são destacados como os caminhos para alcançar o Summum bonum, culminando na promessa da vida eterna e da comunhão com Deus. A literatura apocalíptica também contribui, ao apresentar o reino de Deus como o bem supremo, um estado de perfeita justiça e paz. Assim, o Summum bonum aparece como uma busca dinâmica, que se manifesta na obediência, na sabedoria, no amor e na esperança, culminando na união com Deus.

BIBLIOGRAFIA

Kirk, Kenneth E. The vision of God: the Christian doctrine of the summum bonum.Harper torchbooks, 1966.