Mar de Sufe

O Mar de Sufe (יַם סוּף, Yam Suf), expressão hebraica que significa “Mar de Juncos”, é o corpo d’água que os israelitas atravessaram durante o Êxodo, libertos da escravidão no Egito. Embora tradicionalmente traduzido como “Mar Vermelho” (ἐρυθρὰ θάλασσα, erythrà thálassa), a localização exata e a natureza do Mar de Sufe são debatidas.

Algumas hipóteses o identificam com o Golfo de Suez, enquanto outras sugerem lagos ou pântanos no norte do Egito. Foi o cenário da passagem dos israelitas em terra seca, e se fecharam sobre o exército egípcio em perseguição (Êx 14:21-29).

Sefaivitas

Os sefaivitas, mencionados em 2 Reis 17:24 e 18:34, eram provenientes de Sefarvaim, uma cidade localizada na Assíria. Após a conquista do Reino do Norte (Israel) pelos assírios em 722 a.C., o rei Sargão II deportou os israelitas e repovoou a região com pessoas de outras nações, incluindo os sefaivitas (2Rs 17:24).

Esses novos habitantes, trazendo consigo suas próprias crenças e práticas religiosas, foram assolados por leões, o que interpretaram como uma manifestação da ira do deus local (2Rs 17:25).

Para apaziguar a divindade, o rei assírio enviou de volta um sacerdote israelita para ensiná-los a adorar o Deus de Israel (2Rs 17:27-28).

Safira

Safira (סַפִּיר, sappir; σάπφειρος, sappheiros), pedra preciosa de grande valor e beleza, é mencionada diversas vezes na Bíblia como símbolo de preciosidade, sabedoria e divindade. Em Êxodo 24:10, a safira é descrita como parte do pavimento celestial que Moisés contemplou no Monte Sinai, representando a glória e a transcendência de Deus.

No livro de Jó, a safira é mencionada como um tesouro de grande valor (Jó 28:16), e em Ezequiel 28:13, ela faz parte da vestimenta do rei de Tiro, simbolizando riqueza e poder.

O apóstolo João, em sua visão da Nova Jerusalém (Ap 21:19), descreve a safira como uma das pedras preciosas que adornam os fundamentos da cidade santa, representando a beleza e a perfeição do Reino de Deus.

O termo hebraico traduzido como “safira” é סַפִּיר (sappir) (Êxodo 24:10; 28:18; 39:11; Jó 28:6, 16; Cânticos 5:14; Isaías 54:11; Lamentações 4:7; Ezequiel 1:26; 10:1; 28:13). A Septuaginta traduz sappir como σάπφειρος (sappheiros), e a Vulgata como sapphirus. A “safira” moderna (uma variedade de coríndon) é geralmente transparente e de cor azul clara, características que não se encaixam nas descrições bíblicas.

As descrições de sappir na Bíblia sugerem uma pedra opaca, de cor azul escura, frequentemente com inclusões douradas de pirita, que se assemelham a estrelas. Por exemplo, em Jó 28:6, é dito que a sappir contém “pó de ouro”. Essa descrição é consistente com o lápis-lazúli, não com a safira. Além disso, o lápis-lazúli era amplamente utilizado no antigo Oriente Médio, sendo importado do Afeganistão, a principal fonte conhecida na época.

As principais passagens bíblicas que mencionam sappir (“safira”, mas provavelmente lápis-lazúli) incluem:

  • Êxodo 28:18 e 39:11: Sappir é uma das pedras preciosas no peitoral do sumo sacerdote.
  • Jó 28:6, 16: Sappir é associada à sabedoria e ao valor inestimável.
  • Ezequiel 1:26 e 10:1: A aparência do trono de Deus é comparada a sappir.
  • Isaías 54:11 e Lamentações 4:7: Sappir é mencionada como material de construção, e, por comparação, ao brilho e formosura.

No Novo Testamento, a palavra grega σάπφειρος (sappheiros) aparece em Apocalipse 21:19 como a segunda pedra fundamental da Nova Jerusalém. Embora a tradução usual seja “safira”, a referência histórica aponta para o lápis-lazúli.

Embora a Bíblia não especifique a cor das safiras mencionadas, é provável que se trate da variedade azul, a mais conhecida e apreciada na antiguidade.

Sábado

O sábado, dia de descanso semanal ordenado por Deus. Aparece como instituído como um sinal da aliança entre Deus e seu povo (Êx 31:13), o sábado comemora a obra da criação (Gn 2:2-3) e a libertação do Egito (Dt 5:15).

A observância do sábado implicava em abster-se de trabalhos rotineiros (Êx 20:10), dedicando o dia à adoração, ao repouso e à convivência familiar. Além do sábado semanal, o sistema sabático incluía outros tipos de sábado, como o sábado anual (Lv 25:4), o ano sabático (Lv 25:1-7), o ano do jubileu (Lv 25:8-17) e vários dias santos associados às festas religiosas (Lv 23).

A transgressão do sábado era considerada uma ofensa grave, punida com a morte (Nm 15:32-36).

A recepção do ciclo sabático no cristianismo também varia. Alguns grupos o veem como uma prática cerimonial que foi abolida com a vinda de Cristo. Outros consideram que seja apenas vinculantes aos isrealitas. Enquanto outros o consideram um princípio a ser aplicado de forma adaptada ao contexto atual.

A observância do sábado semanal é mantida por muitos cristãos, mas a aplicação do ciclo sabático de sete anos e do jubileu é menos comum. Alguns cristãos propõem uma interpretação espiritual do ciclo sabático, como um tempo de descanso e renovação para a alma, enquanto outros o veem como um modelo para a justiça social e a sustentabilidade ambiental.

Sulamita

Sulamita, termo que designa uma habitante ou natural de Sulém (ou Suném), evoca a figura feminina central do Cântico dos Cânticos, um livro poético que celebra o amor e o desejo.

Embora o nome da Sulamita não seja explicitamente mencionado no texto, ela é apresentada como uma jovem bela e apaixonada, que expressa seus sentimentos pelo amado em linguagem poética e sensual.

Alguns intérpretes associam a Sulamita a uma pastora ou camponesa. O nome “Sulamita” ainda pode ser uma variação de “Salomão”, o que sugere uma possível conexão entre a personagem e o rei.