Zafon

Safom, Zafom, Zafon ou Zaphon é um nome que aparece na Bíblia Hebraica, tanto como um local geográfico quanto com um significado simbólico, ligado a crenças culturais da época.

Zafom é mencionada como uma cidade localizada a leste do rio Jordão, no território da tribo de Gade (Josué 13:27; Juízes 12:1). Nesses trechos, Zaphon é apresentada como um ponto de referência geográfico.

O termo Zafom é usado em algumas passagens bíblicas, especialmente em contextos poéticos ou proféticos, onde pode carregar conotações de poder divino ou autoridade.

Além de sua localização, Zafom é a palavra hebraica para “norte”.

No contexto das culturas antigas do Oriente Médio, o Monte Zafon (ou Ṣapānu) era uma montanha considerada sagrada, habitação do deus El e Baal em algumas mitologias cananeias e ugaríticas. Era vista como sua morada e um lugar de grande poder.

Isbaque

Isbaque (יִשְׁבָּק, Yishbaq) foi o quinto dos seis filhos que Abraão teve com Quetura, sua esposa após a morte de Sara (Gênesis 25:2; 1 Crônicas 1:32). Seus irmãos eram Zinrã, Jocsã, Medã, Midiã e Suá.

Assim como seus irmãos nascidos de Quetura, a Bíblia não oferece detalhes significativos sobre a vida de Isbaque ou seus descendentes. Gênesis 25:5-6 relata que Abraão deu presentes a todos os seus filhos com suas concubinas (incluindo Quetura) e os enviou para longe de seu filho Isaque, o herdeiro principal, para a “terra do Oriente”. Esse ato visava evitar conflitos sobre a herança.

Josefo, o historiador judeu do primeiro século, em suas “Antiguidades Judaicas”, menciona que Abraão estabeleceu esses filhos em colônias, e que eles tomaram posse da “Trogloditis” (uma região na costa do Mar Vermelho) e da Arábia Feliz. No entanto, essa informação não é encontrada no texto bíblico.

Alguns estudiosos sugerem que os descendentes de Isbaque poderiam estar ligados a tribos árabes antigas, possivelmente identificadas em inscrições seculares. Uma dessas sugestões é a possível conexão com um povo mencionado em uma inscrição cuneiforme conhecido como “Jasbuqu”. No entanto, essas identificações permanecem conjecturas, dada a escassez de informações bíblicas e a dificuldade em correlacionar evidências arqueológicas com esses nomes bíblicos.

O significado do nome “Isbaque” em hebraico é incerto, mas algumas sugestões incluem “ele deixará” ou “ele esvaziará”.

Jocsã

ocsã (יָקְשָׁן, Yoqshan) é o segundo filho de Abraão com Quetura, com quem ele se casou após a morte de Sara (Gênesis 25:2; 1 Crônicas 1:32). Seus irmãos eram Zinrã, Medã, Midiã, Isbaque e Suá.

A Bíblia fornece poucas informações sobre Jocsã além de sua genealogia. Gênesis 25:3 e 1 Crônicas 1:32 mencionam que Jocsã foi o pai de Sebá e Dedã.

Os descendentes de Dedã são posteriormente listados como Assurim, Letusim e Leumim (Gênesis 25:3).

A localização exata dos descendentes de Jocsã é incerta, mas algumas teorias e fontes seculares sugerem possíveis ligações com tribos árabes no norte da Arábia ou até mesmo conexões com regiões da Anatólia. No entanto, essas associações permanecem em grande parte especulativas, dada a falta de detalhes específicos na narrativa bíblica.

O nome Jocsã pode ter o significado de “caçador” ou “apanhador” em hebraico.

Zinrã

Zinrã ou Zimran (זִמְרָן) é um nome que aparece na Bíblia Hebraica como um dos filhos de Abraão com Quetura, com quem ele se casou após a morte de Sara (Gênesis 25:2; 1 Crônicas 1:32). Zinrã é listado ao lado de seus irmãos: Jocsã, Medã, Midiã, Isbaque e Suá.

A Bíblia não oferece muitos detalhes sobre a vida de Zimran ou seus descendentes.

Uma teoria, baseada em fontes seculares como o geógrafo Ptolomeu, identifica os descendentes de Zimran com uma tribo árabe chamada “Zabram”, localizada a oeste de Meca. Outras sugestões o ligam a regiões da Arábia. No entanto, essas identificações permanecem especulativas, pois a Bíblia em si não fornece informações concretas sobre o destino ou os feitos dos descendentes de Zimran.

O nome “Zimran” em hebraico pode estar relacionado à raiz zamar, que significa “cantar” ou “fazer música”. Isso poderia sugerir que o nome significa algo como “músico” ou “celebrado em canções”.

Zife

Zife ou Ziph (זיף) é o nome de duas cidades distintas mencionadas na Bíblia Hebraica , ambas localizadas no território da tribo de Judá, além de se referir a indivíduos:

1. Zife, uma cidade na região montanhosa de Judá: Esta é a Zife mais conhecida, principalmente por sua associação com a história de Davi fugindo do rei Saul. Ela é mencionada em Josué 15:55 entre outras cidades da região montanhosa, como Maom, Carmel e Jutá.

Foi nesta região, no “deserto de Zife ” (um terreno baldio ou pastagem selvagem perto da cidade), que Davi se escondeu de Saul (1 Samuel 23:14-15). Os habitantes de Zife , conhecidos como zifitas ou zifeus, traíram a localização de Davi a Saul em duas ocasiões (1 Samuel 23:19-20; 26:1-2). O Salmo 54 tem como título uma referência a quando os zifitas foram a Saul e disseram: “Porventura Davi não está escondido entre nós?”. Zife foi uma das cidades fortificadas por Roboão, filho de Salomão (2 Crônicas 11:8). Esta cidade é geralmente identificada com as ruínas de Tell ez-Zif, localizadas a cerca de 5 quilômetros a sudeste de Hebrom.

2. Zife Uma cidade na Sefelá (planície baixa) de Judá: Uma outra cidade chamada Zife é listada em Josué 15:24 entre as cidades da planície, juntamente com Telem e Bealote. Esta Zife não é mencionada em outros eventos históricos e sua localização exata é desconhecida, embora alguns estudiosos a situem na região sul de Judá, perto da fronteira com Edom, possivelmente identificada com a moderna Khirbet ez-Zeifeh.

Além das cidades, Zife também se refere a:

  1. Zife, um descendente de Calebe: Mencionado em 1 Crônicas 2:42 como o “pai” de Ziph, o que pode indicar que ele foi o fundador ou ancestral dos habitantes de uma das cidades de Zife
  • Zife, um filho de Jealelel: Listado em 1 Crônicas 4:16 como um membro da tribo de Judá.