James William McClendon

James William McClendon Jr. (1924-2000) foi um teólogo batista americano, com contribuições à teologia sistemática, ética e filosofia da religião.

McClendon foi professor de teologia no Seminário Teológico Fuller, na Universidade de Notre Dame e no Seminário Bíblico Menonita. A perspectiva teológica de McClendon foi influenciada por sua herança batista e anabatista.

Foi o autor de várias obras, incluindo “Ética: Teologia Sistemática, Volume 1”, “Doutrina: Teologia Sistemática, Volume 2” e “Testemunha: Teologia Sistemática, Volume 3”. O trabalho combinava ênfases na narrativa, comunidade e tradição no desenvolvimento da teologia cristã. Procurou integrar a teologia com preocupações sociais e éticas.

McClendon Jr. teve um diálogo significativo com a teologia anabatista, tanto na teologia narrativa quanto em seu envolvimento com a tradição menonita. Ele foi inspirado pelos princípios anabatistas do discipulado, comunidade e não-violência, e procurou incorporar esses temas em sua própria teologia. McClendon defendia a reflexão teológica dentro do contexto de uma comunidade específica, que ressoou com a eclesiologia anabatista. Colaborou com teólogos anabatistas como John Howard Yoder, e seu trabalho influenciou o desenvolvimento da teologia neo-anabatista nos Estados Unidos.

Dan Kimball

Dan Kimball (nascido em 1965) é um pastor, autor e palestrante que fez contribuições significativas para o campo do ministério e da teologia.

Nascido na Califórnia, onde cresceu em um lar cristão, mas foi só na adolescência que começou a levar sua fé a sério.

Depois de sua graduação, Kimball começou sua carreira ministerial como pastor de jovens, trabalhando com adolescentes e ajudando-os a entender e viver sua fé. Mais tarde, ele se tornou pastor professor na Vintage Faith Church em Santa Cruz, Califórnia, onde serviu por mais de 20 anos.

Kimball foi pioneiro do movimento da igreja emergente, que surgiu no início dos anos 2000 como uma resposta ao que alguns viram como a estagnação do evangelicalismo tradicional. Em particular, o livro de Kimball de 2003 “The Emerging Church: Vintage Christianity for New Generations” foi amplamente influente na definição e formação do movimento.

Neste livro, Kimball argumentou que a igreja emergente era um retorno ao cristianismo “vintage” da igreja primitiva, caracterizado por um foco na comunidade, na justiça social e nas artes. Enfatizou a importância da contextualização ou adaptação da mensagem do evangelho à cultura em que está sendo pregada e desafiou o foco do evangelicalismo tradicional na salvação individual e na piedade pessoal.

Vincenzo Melodia

Vincenzo Melodia (1883-1953) ministro do evangelho, teólogo, educador, pacifista e ativista social italiano.

Melodia nasceu em Vittoria, Sicília tornou-se membro comungante da Igreja Valdense local com sua família em 1897. Estudou na Faculdade Batista de Teologia e tornou-se pastor batista em Altamura, Floridia e Messina antes de se mudar para Livorno, Pisa, Viareggio e, finalmente, os Estados Unidos.

Melodia foi candidato socialista nas eleições de 1918/1919 para conselheiro comunal (vereador) de Messina. Em 1920 reporta, com certa hostilidade, a atividade dos pentecostais na região.

Em 1920, Melodia liderou o estabelecimento de uma igreja batista em S. Piero a Patti com mais de cinquenta membros. Contudo, esquadrões fascistas destruíram o local de culto e feriram muitos visitantes sem intervenção policial. Apesar dos riscos significativos, Melodia desafiou o fascismo e participou dos Congressos Internacionais dos Resistentes à Guerra na Inglaterra, França e Suíça.

Seu irmão Vito Melodia aceitou a fé pentecostal nos meados dos anos 1920. Provavelmente isso refletiu na mudança de atitude por parte de Vincenzo. Escreveu um livro sobre os anabatistas, Pellegrini di un mondo ignoto. Racconto storico-sociale del sec. XVI, refletindo seus interesses sociais e pacifistas, bem como a teologia de igreja livre.

Como o fascismo continuou a monitorá-lo, Melodia se refugiou nos Estados Unidos em 1940 após a prisão de seu filho Giovanni. Seu filhos Giovanni e Davide seriam deportados para o campo de concentração de Dachau, mas sobreviveriam. Fundou e dirigiu “Il Faro”, a publicação oficial das Igrejas Cristãs Italianas da América do Norte. Em Nova Iorque ministrava aulas bíblicas e teológicas em uma instituição criada por ele, a Scuola Teologica Italiana.

Nessa época, publicou um livro, um dos primeiras obras de teologia chancela denominacional, com o título La Chiesa dei primogeniti scritti nei cieli: il popolo dei riscattati all’alba delle sue origini testimonianze della storia e delle Scritture alla Chiesa Apostolica (1943). Publicaria também um Manuale Biblico, um conciso dicionário das Escrituras (1951).

Retornou à Itália em 1951. Visitou e serviu os crentes na Calábria e Sicília. Faleceu em Reggio Calabria, na oração que fazia em um almoço para comemorar seu aniversário.

Hoje, uma praça em Vittoria, Sicília, leva seu nome em homenagem a suas contribuições à igreja valdense e à fé cristã, suas crenças pacifistas e sua resistência contra o fascismo.