Wolfhart Pannenberg

Wolfhart Pannenberg (1928-2014) foi um teólogo luterano alemão e professor de teologia sistemática.

Refletia sobre relação entre a teologia e as ciências naturais, e argumentou que a teologia cristã era compatível com o pensamento científico. Pannenberg salientava a importância da história para a teologia cristã, fundamentada na ressurreição de Jesus como um evento histórico que forneceu evidências para a verdade da fé cristã. Seus trabalhos influentes incluem “Teologia e a Filosofia da Ciência”, “Jesus – Deus e o Homem” e “Teologia Sistemática”.

Pannenberg construiu uma teologia com um escopo amplo que buscava reconciliar fé e razão, história e escatologia, teologia e ciência.

Pannenberg argumentava que a ressurreição de Jesus é um evento histórico factual, fundamental para a fé cristã e acessível à investigação racional. Ele defendia que a história é o horizonte mais abrangente da realidade e o palco da revelação de Deus. Ao contrário de teólogos como Karl Barth, que enfatizavam a revelação na Palavra, Pannenberg via a história como o lugar onde Deus se manifesta de forma universal, culminando na ressurreição.

Pannenberg defendia que a teologia deve ser entendida como uma disciplina racional, sujeita à verificação e falsificação, assim como as ciências. Ele introduziu o conceito de “antecipação” para explicar como o futuro escatológico, o Reino de Deus, já se faz presente na história de forma proléptica. A ressurreição de Jesus é a antecipação definitiva da ressurreição geral e do fim dos tempos, e essa antecipação influencia o presente, dando sentido à história e direcionando-a para sua consumação.

Pannenberg estava envolvido no diálogo com as correntes filosóficas e científicas de sua época. Buscou integrar conceitos da filosofia, especialmente de Hegel, e das ciências naturais em sua teologia, buscando mostrar a compatibilidade entre fé e razão. Via a teologia como uma disciplina que dialoga com outras áreas do saber, contribuindo para a compreensão da realidade como um todo.

Pannenberg desenvolveu uma antropologia teológica, entendendo o ser humano como uma criatura aberta ao infinito e em busca de sentido. Essa busca encontra sua resposta na revelação de Deus na história, culminando na pessoa de Jesus Cristo.

BIBLIOGRAFIA

Whapham, T.J. 2010Pannenberg on Divine Personhood. The Irish Theological Quarterly 75(4): 373-387 

Dietrich Bonhoeffer

Dietrich Bonhoeffer (1906-1945) foi um pastor e teólogo luterano alemão. Participante do movimento de resistência alemão contra o regime nazista, foi preso em 1943 e executado em 1945 poucos dias antes do término da Segunda Guerra Mundial.

A teologia de Bonhoeffer enfatizou a centralidade de Cristo e a importância da igreja como uma comunidade de discipulado. A verdadeira fé exigia um compromisso com a ação social e política. Sendo um eticista e defensor da paz e da justiça, optou pela resitência ativa na conspiração para matar Hitler.

As obras de Bonhoeffer incluem “O custo do Discipulado”, Cartas e papéis da prisão.

Albrecht Ritschl

Albrecht Ritschl (1822-1889) foi um teólogo liberal alemão e professor de teologia.

Ritschl enfatizou a importância da fé como um compromisso pessoal com a mensagem cristã e argumentou que a missão da igreja era espalhar a mensagem do amor e da graça de Deus. Por isso, para ele era basilar uma ética social, argumentando que o cristianismo exigia um compromisso com a justiça social.

Ernst Troeltsch

Ernst Troeltsch (1865-1923) foi um teólogo, historiador das religiões e filósofo da Igreja Evangélica Alemã.

Para Troeltscho cristianismo deve ser entendido em seu contexto histórico e cultural e que deve estar aberto ao diálogo com outras religiões e cosmovisões. Por isso, a doutrina e a prática cristãs deveriam ser adaptadas às mudanças nas circunstâncias sociais e culturais. Entre suas obras estão The Social Teachings of the Christian Churches e The Absoluteness of Christianity and the History of Religions.

A abordagem de Troeltsch à teologia usando o método histórico, que leva à sua compreensão particular da crença cristã e da cristologia. Troeltsch não afirma uma necessidade de crença em milagres específicos ou as crenças cristãs tradicionais sobre a natureza de Jesus, mas usa a teoria social para explicar o impacto de Jesus em seus contemporâneos e o surgimento da Igreja primitiva. Troeltsch vê Jesus como o catalisador para a formação da comunidade cristã, mas não o vê como Deus encarnado ou sua morte na cruz como tendo valor salvífico universal e absoluto. Ele também reconhece que o significado de Jesus varia em diferentes culturas e tradições religiosas.

Foi colega e vizinho de Max Weber (1864-1920), amigo de Georg Jellinek (1851-1911) e Abraham Kuyper (1837-1920).