Sergei Bulgakov

Sergei Nikolayevich Bulgakov (1871- 1944) economista, filósofo e teólogo ortodoxo russo.

Inicialmente Bulgakov era professor de economia política em Moscou, mas foi ordenado padre na época da Revolução Russa. Apesar de transitar entre o marxismo, socialismo e socialdemocracia, decepcionou-se com o regime soviético. Em 1923 foi expulso da Rússia no “navio dos filósofos”, indo trabalhar por alguns anos na Faculdade Russa de Direito da Universidade de Praga. Em 1925, passou a dirigir um seminário teológico para emigrados russos em Paris, o Instituto Teológico Ortodoxo Saint-Serge. No exílio, esteve ligado ao Patriarca Tikhon de Moscou.

O lócus de sua teologia é a sofiologia, a doutrina da “Santa Sabedoria de Deus”. A Sofia, a revelação divina sem ser o próprio Deus, manifesta a ação Triúna no cosmos. A Sofia providencia uma sinergia que une o céu e a terra, entre o divino e a criação. A Igreja, mediante sua fundação em Cristo e ação do Espírito Santo, é a repositória dessa Sofia. No entanto, não há uma forma de apreensão objetiva ou sinais certos, algo que seria um engano.

David Bentley Hart

David Bentley Hart (nascido em 1965) é um polímata, escritor, filósofo e teólogo ortodoxo americano.

Nascido em uma família anglicana, seus irmãos Addison Hodges Hart e Robert Hart também são teólogos e autores.

Hart investiga metafísica cristã, filosofia da mente, clássicos, teologia sistemática, línguas asiáticas e literatura.

Um autor prolífico, Hart discute sobre arte, beisebol, literatura, consciência, problema do mal, apocatástase, teose, cinema e política. Como biblista, fez uma tradução do Novo Testamento publicada pela Yale em 2017. Produz várias críticas ao neoateísmo, materialismo, integralismo, neotomismo e calvinismo.

Johannis Zizioulas

Johannis Zizioulas ou John Zizioulas (nascido em 1931) é um teólogo ortodoxo grego, bispo de Pérgamo.

Desenvolveu uma eclesiologia baseada na liturgia, considerando a Igreja como uma comunidade eucarística. Discute a pessoalidade, articulando esse conceito com as teologias de Irineu e de Máximo, o confessor. Para ele, a humanidade plena somente ocorre pela comunhão participativa em vida com Deus. Propõe com base na patrística uma teologia relacional a respeito de Deus, discutindo a liberdade e existência humana.

É um expositor da teologia ortodoxa grega para um público ocidental.