Baasa

Baasa (בַּעְשָׁא, baʿasha), cujo nome possivelmente significa “ousadia”, foi o terceiro rei de Israel, reinando por 24 anos (909-886 a.C.) após assassinar Nadabe, filho de Jeroboão I (1Rs 15:27-28). Originário da tribo de Issacar e de origem humilde (1Rs 15:27), Baasa exterminou toda a família de Jeroboão I, cumprindo a profecia de Aías (1Rs 14:10).

Apesar de usurpar o trono, Baasa manteve a idolatria do bezerro de ouro instituída por Jeroboão I, incorrendo na condenação divina (1Rs 16:1-4). Seu reinado foi marcado por conflitos com Asa, rei de Judá (1Rs 15:16,32). Para conter a ameaça de Baasa, Asa aliou-se a Ben-Hadad I, rei da Síria, que invadiu Israel e conquistou várias cidades (1Rs 15:18-20).

Baasa morreu e foi sepultado em Tirza, sua capital (1Rs 16:6). Seu filho Elá o sucedeu, mas foi assassinado por Zimri, que exterminou toda a dinastia de Baasa, cumprindo a profecia de Jeú (1Rs 16:8-14).

Concubina

Concubina (פִּילֶגֶשׁ, pilegesh; παλλακίς, pallakis), no contexto bíblico, refere-se a uma mulher que, embora não fosse esposa legal, mantinha um relacionamento reconhecido e estável com um homem. O concubinato (פִּילֶגֶשׁ, pilegesh), embora não conferisse à mulher o mesmo status social e legal da esposa, era uma prática aceita na sociedade israelita, regulamentada por leis e costumes específicos.

As concubinas tinham direitos e proteções legais, e seus filhos, embora não fossem herdeiros primários, eram reconhecidos e tinham direito à herança (Gn 25:6). Abraão (Gn 25:1), Jacó (Gn 35:22), Gideão (Jz 8:31) e Salomão (1Rs 11:3) são exemplos de personagens bíblicos que tiveram concubinas.

O concubinato desempenhava diversas funções sociais, como garantir descendência em casos de infertilidade da esposa, fortalecer alianças familiares e oferecer companhia e suporte doméstico. No entanto, o concubinato também podia ser fonte de conflitos e rivalidades, como ilustra a história de Agar e Sara (Gn 16).

A prática do concubinato foi gradualmente desaparecendo com o tempo, à medida que a sociedade israelita se desenvolvia e os valores monogâmicos se fortaleciam.

Gomorra

Gomorra (עֲמֹרָה, ʿAmora; Γόμορρα, Gomorra), cidade situada na planície do Jordão (Gn 13:10), marcada por sua destruição juntamente com Sodoma, em um evento cataclísmico que serve como exemplo do juízo divino contra a iniquidade (Gn 19:24-25). A narrativa bíblica descreve Gomorra como uma cidade corrompida pela imoralidade e pela perversão, cujos habitantes desdenharam a hospitalidade e a justiça (Gn 19:4-9).

A destruição de Gomorra, com fogo e enxofre vindos do céu, tornou-se um símbolo da consequência do pecado e da ira de Deus contra o mal. Profetas como Isaías (Is 1:9-10) e Jeremias (Jr 23:14) usaram Gomorra como exemplo para alertar o povo de Israel sobre as consequências da desobediência e da corrupção moral

Mandrágora

Mandrágora (דּוּדָאִים, dudha’im; μανδραγόρας, mandragoras), planta conhecida por suas raízes bifurcadas que lembram a forma humana, é mencionada em Gênesis 30:14-16 e Cântico dos Cânticos 7:13, em contextos que evocam fertilidade e sensualidade.

Em Gênesis, Raquel, esposa de Jacó, deseja as mandrágoras encontradas por Rúben, crendo em seus poderes para ajudá-la a conceber. Essa passagem revela a importância da fertilidade na cultura antiga e o papel atribuído às plantas com propriedades medicinais.

No Cântico dos Cânticos, a mandrágora é associada ao amor e ao desejo, com seu perfume despertando a paixão. A menção da mandrágora nesse livro poético ressalta a beleza e a sensualidade da criação, refletindo a bondade de Deus em todos os aspectos da vida.

Querubim

Querubim (כְּרוּבִים, keruvim; χερουβιμ, cheroubim), seres angelicais mencionados diversas vezes na Bíblia, desempenhando papéis na relação entre Deus e a humanidade.

Descritos como guardiões da santidade divina, os querubins aparecem pela primeira vez em Gênesis 3:24, guardando o caminho para a árvore da vida no jardim do Éden, após a expulsão de Adão e Eva.

No tabernáculo e no templo de Salomão, imagens de querubins adornavam a arca da aliança (Êx 25:18-22) e o véu do Santo dos Santos (Êx 26:31), simbolizando a presença de Deus e a proteção do lugar sagrado.

Ezequiel 1 e 10 descrevem os querubins com grande detalhe, com quatro rostos (homem, leão, boi e águia), quatro asas e mãos humanas sob as asas. Eles se moviam com rapidez e agilidade, transportando o trono de Deus e cumprindo suas ordens.

Em Salmos 18:10 e 99:1, os querubins são associados às nuvens e às tempestades, representando o poder e a majestade divinos.