Barzilai

Barzilai (בַּרְזִלַּי, barzillai), cujo nome significa “feito de ferro”, foi um homem de Gileade que demonstrou lealdade e generosidade a Davi durante a rebelião de Absalão (2Sm 17:27). Quando Davi fugia de Jerusalém, Barzilai, já idoso (2Sm 19:32), o abasteceu com mantimentos e provisões em Maanaim (2Sm 17:27-29). Após a morte de Absalão, Davi convidou Barzilai a morar em Jerusalém, oferecendo-lhe honrarias e sustento (2Sm 19:33).

No entanto, Barzilai, reconhecendo sua idade avançada, declina a oferta, enviando seu filho Quimã em seu lugar (2Sm 19:35-37). Davi, tocado pela lealdade de Barzilai, o abençoou e o despediu com honra (2Sm 19:38-39).

Antes de morrer, Davi encomendou a Salomão que cuidasse dos descendentes de Barzilai (1Rs 2:7).

Baurim

Baurim (בַּחֻרִים, bachurim), vilarejo situado a leste do Monte Scopus, próximo a Jerusalém, na estrada para Jericó (2Sm 3:16; 19:16). Foi em Baurim que Simei, o benjamita, amaldiçoou e apedrejou Davi quando este fugia de Jerusalém durante a rebelião de Absalão (2Sm 16:5; 1Rs 2:8).

Baurim também serviu de esconderijo para Jônatas e Aimaás, mensageiros de Davi (2Sm 17:18). Além de Simei, a Bíblia menciona apenas outro morador de Baurim: Azmavete, um dos guerreiros de Davi. Há uma variação na designação dos habitantes de Baurim: em 2 Samuel 23:31, Azmavete é chamado de “barumita”, enquanto em 1 Crônicas 11:33 ele é “baarumita”.

Azmavete

Azmavete, em hebraico עַזְמָוֶת, azmaweth; Βαιτασμων, Baitasmōn, nome que designa tanto indivíduos quanto um local próximo a Jerusalém.

O nome “Azmavete”, que pode significar “forte” ou “ossudo”.

Bete-Azmavete, em hebraico בַּיִת עַזְמָוֶת, bayith azmaweth; e grego Βαιτασμων, Baitasmōn, também chamada de Azmavete (Ed 2:24; Ne 12:29) e Betasmoth (1 Esdras 5:18), era uma cidade reocupada após o exílio babilônico (Ne 7:28). Seus habitantes participaram da dedicação dos muros de Jerusalém (Ne 12:29).

Azmavete, filho de Adiel, era o tesoureiro do rei Davi (1Cr 27:25).

Azmavete, filho de Jeoadada (ou Jara), era descendente de Benjamim (1Cr 8:36; 9:42).

Azmavete, o guerreiro barumita, um dos valentes de Davi (2Sm 23:31; 1Cr 11:33), era pai de Jeziel e Pelete, também guerreiros (1Cr 12:3).

Sábado

O sábado, dia de descanso semanal ordenado por Deus. Aparece como instituído como um sinal da aliança entre Deus e seu povo (Êx 31:13), o sábado comemora a obra da criação (Gn 2:2-3) e a libertação do Egito (Dt 5:15).

A observância do sábado implicava em abster-se de trabalhos rotineiros (Êx 20:10), dedicando o dia à adoração, ao repouso e à convivência familiar. Além do sábado semanal, o sistema sabático incluía outros tipos de sábado, como o sábado anual (Lv 25:4), o ano sabático (Lv 25:1-7), o ano do jubileu (Lv 25:8-17) e vários dias santos associados às festas religiosas (Lv 23).

A transgressão do sábado era considerada uma ofensa grave, punida com a morte (Nm 15:32-36).

A recepção do ciclo sabático no cristianismo também varia. Alguns grupos o veem como uma prática cerimonial que foi abolida com a vinda de Cristo. Outros consideram que seja apenas vinculantes aos isrealitas. Enquanto outros o consideram um princípio a ser aplicado de forma adaptada ao contexto atual.

A observância do sábado semanal é mantida por muitos cristãos, mas a aplicação do ciclo sabático de sete anos e do jubileu é menos comum. Alguns cristãos propõem uma interpretação espiritual do ciclo sabático, como um tempo de descanso e renovação para a alma, enquanto outros o veem como um modelo para a justiça social e a sustentabilidade ambiental.

Sulamita

Sulamita, termo que designa uma habitante ou natural de Sulém (ou Suném), evoca a figura feminina central do Cântico dos Cânticos, um livro poético que celebra o amor e o desejo.

Embora o nome da Sulamita não seja explicitamente mencionado no texto, ela é apresentada como uma jovem bela e apaixonada, que expressa seus sentimentos pelo amado em linguagem poética e sensual.

Alguns intérpretes associam a Sulamita a uma pastora ou camponesa. O nome “Sulamita” ainda pode ser uma variação de “Salomão”, o que sugere uma possível conexão entre a personagem e o rei.