Amuletos de Arslan Tash

Os Amuletos de Arslan Tash são duas placas de calcário com inscrições em semítico do noroeste, adquiridas em Arslan Tash (antiga H̆adattu), no norte da Síria, em 1933. As inscrições, escritas em um alfabeto aramaico e datadas do início do século VII a.C., contêm encantamentos contra demônios, além de baixos-relevos representando divindades ou demônios. Acredita-se que os amuletos, com cerca de 8 cm por 6 cm e 5 cm por 3 cm, foram feitos para uso doméstico, possivelmente pendurados em portas ou paredes, devido aos orifícios na parte superior.

O primeiro amuleto contém um encantamento contra demônios ladrões de crianças, com imagens de uma esfinge alada, um lobo e uma figura divina. O segundo amuleto apresenta um texto mais curto e obscuro, com a imagem de uma criatura engolindo uma pessoa. Essas imagens são comuns em amuletos mágicos do antigo Oriente Próximo, com o objetivo de assustar ou destruir o demônio. O texto do primeiro amuleto invoca divindades como Assur, Baal e Horon para proteção, e faz referência a demônios voadores e ao “Estrangulador”, um demônio ladrão de crianças. O segundo amuleto é um encantamento contra o “Respingador” de sangue, invocando Baal e El ŠYY.

Os amuletos de Arslan Tash apresentam paralelos com o Antigo Testamento. Ambos começam com a palavra cananeia para “encantamento”, לחשת (lchsht), que aparece como לַחַשׁ (lachash) em Isaías 3:3, 20; Jeremias 8:17; Eclesiastes 10:11. A alegação do dono do primeiro amuleto de ter um pacto com divindades como Assur, Baal e Horon, assemelha-se à teologia da aliança do Antigo Testamento. A referência aos “filhos de Deus” (bn ʾlm) como seres divinos encontra paralelo em Salmos 29:1; Gênesis 6:2; Jó 1:6. O primeiro amuleto também parece mencionar Lilith, um demônio mesopotâmico (linha 20), presente em Isaías 34:14.

A linguagem dos amuletos é incomum, pois, embora utilize um alfabeto aramaico, apresenta características do fenício, o que levanta questões sobre a autenticidade dos artefatos. Alguns estudiosos argumentam que a iconografia e a linguagem são anômalas, enquanto outros defendem sua autenticidade com base na complexidade da linguagem e na dificuldade de falsificação na época.

Apesar do debate sobre sua autenticidade, os Amuletos de Arslan Tash informam sobre as práticas religiosas e mágicas no antigo Oriente Próximo. Retrata as crenças e os medos prevalentes. As inscrições, com seus paralelos bíblicos, contribuem para a compreensão do contexto cultural e religioso do Antigo Testamento.

Avivamento de Brighton

O Avivamento de Brighton, também conhecido como Despertar de Brighton, foi um movimento de efervescência cristã que ocorreu em Brighton, Inglaterra, entre 1830 e 1840. Este foi um dos muitos movimentos de avivamento que ocorreram na Grã-Bretanha durante o século XIX. O movimento salientou a conversão pessoal, o evangelismo e a reforma social.

O Avivamento de Brighton foi liderado por diversos pregadores, incluindo William Huntington, Robert Murray McCheyne e Edward Irving. Estes pregadores utilizaram uma variedade de métodos para disseminar sua mensagem, como a pregação ao ar livre, a realização de reuniões e a distribuição de folhetos.

O Avivamento de Brighton teve um impacto na cidade. Observou-se um aumento na frequência e no número de membros das igrejas locais. O movimento contribuiu para a redução dos índices de criminalidade e pobreza na cidade. O avivamento teve repercussão nacional britânico no século XIX.

Revolta de Absalão

A Revolta de Absalão, narrada em 2 Samuel 13-19, foi um dos episódios mais dramáticos e dolorosos na vida do rei Davi. Absalão (אַבְשָׁלוֹם, ʼAvshalom), terceiro filho de Davi, movido por ambição e desejo de vingança pela violação de sua irmã Tamar, organiza uma conspiração para usurpar o trono de seu pai.

Linha do tempo da revolta:

  • Assassinato de Amnom (2Sm 13:28-29): Após dois anos planejando sua vingança, Absalão manda assassinar Amnom, seu meio-irmão que havia estuprado Tamar.
  • Fuga para Gesur (2Sm 13:37-38): Temendo a reação de Davi, Absalão foge para Gesur, onde permanece por três anos.
  • Retorno a Jerusalém (2Sm 14:21-24): Davi, influenciado por Joabe, permite que Absalão retorne a Jerusalém, mas sem restaurar seu favor imediatamente.
  • Conspiração e conquista do povo (2Sm 15:1-6): Absalão, fingindo interesse pelos problemas do povo, começa a conspirar contra Davi e a ganhar apoio popular.
  • Fuga de Davi (2Sm 15:13-17): Alertado sobre a rebelião, Davi foge de Jerusalém com seus leais, deixando a cidade nas mãos de Absalão.
  • Absalão em Jerusalém (2Sm 15:37; 16:15): Absalão entra em Jerusalém e se estabelece como rei, recebendo conselhos de Aitofel e Husai.
  • Batalha na floresta de Efraim (2Sm 18:6-8): As tropas de Davi, lideradas por Joabe, enfrentam o exército de Absalão na floresta de Efraim. Absalão é morto por Joabe, apesar das ordens de Davi para que sua vida fosse poupada.
  • Luto de Davi (2Sm 18:33; 19:1-8): Davi lamenta profundamente a morte de Absalão, causando descontentamento entre suas tropas.
  • Retorno de Davi a Jerusalém (2Sm 19:9-15): Davi retorna a Jerusalém e retoma seu reinado, mas enfrenta novas tensões e desafios.

Azmavete

Azmavete, em hebraico עַזְמָוֶת, azmaweth; Βαιτασμων, Baitasmōn, nome que designa tanto indivíduos quanto um local próximo a Jerusalém.

O nome “Azmavete”, que pode significar “forte” ou “ossudo”.

Bete-Azmavete, em hebraico בַּיִת עַזְמָוֶת, bayith azmaweth; e grego Βαιτασμων, Baitasmōn, também chamada de Azmavete (Ed 2:24; Ne 12:29) e Betasmoth (1 Esdras 5:18), era uma cidade reocupada após o exílio babilônico (Ne 7:28). Seus habitantes participaram da dedicação dos muros de Jerusalém (Ne 12:29).

Azmavete, filho de Adiel, era o tesoureiro do rei Davi (1Cr 27:25).

Azmavete, filho de Jeoadada (ou Jara), era descendente de Benjamim (1Cr 8:36; 9:42).

Azmavete, o guerreiro barumita, um dos valentes de Davi (2Sm 23:31; 1Cr 11:33), era pai de Jeziel e Pelete, também guerreiros (1Cr 12:3).

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