Aleivosia

Aleivosia é traição ou perfídia cometido com falsas demonstrações de amizade. perfídia, deslealdade. O adjetivo qualifica quem engana, atraiçoa; comete dolo, fraude. É daí derivado o advérbio aleivosamente.

Traduz a palavra hebraica sheqer ou bodgah e às vezes, o grego, prophasis, pretexto, desculpa.

Paulo condena a pregação aleivosa (Filipenses 1:18). Aparece em Mateus 23:14 e Marcos 12:40 para a oração insincera.

Algumas ocorrências são:

Juízes 9:23
1 Samuel 14:33
Jó 6:15
Salmos 78:57
Jeremias 3:20, 12:1, 6
Lamentações 1:2
Oseias 5:7; 6:7
Habacuque 1:13
Malaquias 2:10, 11

Amoque

Amoque, em hebraico עָמוֹק, é contato entre os sacerdotes retornados do exílio babilônico em Neemias 12:7,20, descendente de um sacerdote do reinado de Joiaquim chamado Éber.

Notoriamente, James Orr em sua edição do International Standard Bible Encyclopedia comete um equívoco no verbete Amok, dizendo-lhe anacronisticamente como um ancestral de Éber, um sacerdote da época de Joiaquim. No entanto, na lista de Ne 12:12-21 está listado o ancestral, no caso Éber para Amoque, e seu correspondente sucessor nos dias de Zorobabel.

Abgta

Abgta, Abagta ou Abagtá, em hebraico אֲבַגְתָא, de significado incerto, era um dos sete oficiais que receberam ordem do rei Assuero para trazer a rainha Vasti a sua festa (Ester 1:10).

É referido como um dos סָרִיס (saris), o qual seria supostamente o título de seu cargo. É traduzido como eunuco, mas a palavra é incerta.

Atos de André

Os Atos de André referem-se a um texto cristão apócrifo que narra os feitos do apóstolo André.

Esta obra atraiu atenção devido aos seus temas teológicos únicos e às controvérsias em torno de sua origem, influência e lugar no espectro da literatura cristã primitiva. Embora o texto original não tenha sobrevivido, as informações sobre os Atos de André derivam principalmente do epítome escrito por Gregório de Tours.

Texto e fragmentos sobreviventes: Os Atos de André são conhecidos principalmente por meio de um epítome de autoria de Gregório de Tours. Infelizmente, o texto completo da obra original não foi preservado. Existem vários fragmentos e referências em textos bizantinos e manuscritos coptas. Alguns desses fragmentos são encontrados no Codex Vaticanus graecus 808, bem como em papiros coptas em Utrecht e Oxford. Outras referências aos Atos de André estão presentes na epístola do pseudo-Tito e nos escritos de Evódio de Uzala.

Conteúdo e Temas: Os Atos de André provavelmente foram os mais longos entre os cinco principais livros de “Atos”. O texto delineava a viagem de André do Ponto à Acaia, enfatizando os milagres e virtudes que realizou ao longo do caminho. A narrativa continha longos discursos e exibia um tom ascético e altamente espiritualizada. A obra explorou temas de desapego do mundo transitório e a busca de uma conexão mais profunda com o divino. Notavelmente, investigou o simbolismo da cruz como uma representação do Logos (o Verbo), inspirando-se em influências filosóficas de Platão e dos estóicos.

Caráter e Influência: Os estudiosos têm debatido o caráter dos Atos de André e seus fundamentos teológicos. Alguns especularam que influências gnósticas podem estar presentes, mas a ausência de traços gnósticos distintos levou outros a considerarem o autor mais influenciado pelo neoplatonismo. A natureza sincrética do texto sugere uma fusão de vários elementos filosóficos e teológicos da época. Notavelmente, os Atos de André compartilham pontos teológicos em comum com as ideias de Taciano, destacando o sincretismo do período.

Data e Autoria: O intervalo de datas sugerido vai da segunda metade do século II ao início do século III. Alguns estudiosos defendem influências neoplatônicas, enquanto outros propõem uma datação anterior. Os Atos de Paulo, que provavelmente foram inspirados nos Atos de André, fornecem um limite máximo aproximado para datação. Consequentemente, um período provável é a segunda metade do século II.

Literatura Relacionada: Os Atos de André fazem parte de uma rede mais ampla de textos e lendas cristãs apócrifas. Os trabalhos relacionados incluem:

  • Atos de André e Matias
  • Atos de André e Paulo
  • Atos de André e Filemom
  • Atos de Pedro e André
  • Lenda Armênia de Poti
  • Diálogo entre Jesus e André
  • Epístola dos Presbíteros e Diáconos da Acaia
  • Hipomnema sobre André, de Simeão Metafrastes
  • Vida de André, de Epifânio, o Monge
  • Martírio de André (Martyrium prius)
  • Milagres de André, de Gregório de Tours
  • Paixão de André
  • História de André

Aará

Aará, em hebraico אַחֲרַח, foi um filho de Benjamim. É forma mencionada em 1 Crônicas 8:1. Talvez seja o mesmo Aer (em hebraico אחר) de 1 Crônicas 7:12; Eí (em hebraico אֵחִי) de Gênesis 46:21; Airão ou Airã (em hebraico אֲחִירָם) de Números 26:38, patriarca epônimo do clã ou família dos airamitas.