Abismo

O abismo, em hebraico תְּהוֹם tehom, em grego ἀβυσσος, abyssos, ou como poço sem fundo, é um termo usado na Bíblia para se referir a um lugar profundo, escuro e misterioso, frequentemente associado ao mal e ao caos. É mencionado várias vezes no Antigo e no Novo Testamento.

No Antigo Testamento, o abismo está associado às águas primordiais da criação, que foram separadas por Deus para formar o céu e o mar. No livro de Jó, é descrito como um lugar de escuridão e morte, onde habitam as sombras dos mortos. No livro dos Salmos, é retratado como um lugar de caos e turbulência, onde as ondas do mar batem umas nas outras.

Usado no Novo Testamento para se referir à morada dos demônios e/ou dos mortos (Lucas 8:31; Romanos 10:7). Também é mencionado no livro do Apocalipse, onde é descrito como o lugar onde a besta e o falso profeta serão aprisionados no fim dos tempos. Também é mencionado no Evangelho de Lucas, onde Jesus lança um grupo de demônios no abismo depois que eles possuem um homem.

Alexandria

Alexandria foi a mais importante cidade no Delta do Nilo, no Egito, desde sua fundação por Alexandre, o Grande, em erca de 333 a.C.. Não é mencionada no Antigo Testamento, mas aparece incidentalmente no Novo Testamento, no livro de Atos, principalmente. Apolo, eloquente e poderoso nas Escrituras, era natural desta cidade (At 18:24). Muitos judeus de Alexandria viviam em Jerusalém, onde tinham uma sinagoga (At 6:9), na época do martírio de Estêvão.

Uma das maiores cidades da Antiguidade no Mediterrâneo, maior mesmo que Roma por muito tempo, Foi a residência dos reis do Egito por 200 anos durante o período helenista ou ptolomaico.

Tinha cerca de 10.000 judeus residentes nesta cidade. Sua famosa biblioteca de 700.000 volumes, também foi importante centro editorial. Nela foram desenvolvidas técnicas e práticas editorais. A cidade seria o local para a tradução da Bíblia hebraica para o grego, na versão da Septuaginta.

Ararate

Ararate, o local onde a arca de Noé pousou após o dilúvio (Gênesis 8:4), é um maciço montanhoso situado na atual Turquia, na região histórica da Armênia. O monte Ararate, com seus dois picos principais (Grande Ararate e Pequeno Ararate), é a montanha mais alta da Turquia e um símbolo nacional da Armênia.

A Bíblia não especifica qual dos picos foi o local de pouso da arca, mas a tradição e a interpretação posterior associaram o evento ao Grande Ararate. A região também é mencionada em 2 Reis 19:37 como o local para onde fugiram os filhos de Senaqueribe após assassinarem seu pai, o rei da Assíria.

Ararate, além de sua importância bíblica, possui um significado cultural e histórico profundo para os armênios, que o consideram um símbolo de sua identidade nacional. A montanha é frequentemente retratada na arte e na literatura armênia, e seu nome está presente em diversos topônimos e instituições do país.

Ver Armênia

Armênia

A Armênia não aparece com esse nome na Bíblia. Porém, a designação de Terra de Ararate, a região montanhosa parece indicar a região nos arredores do Lago Van (leste da Turquia, oeste do Irã, sul da Geórgia e Azerbaijão, o país atual da Armênia).

A Armênia, localizada na região do Cáucaso, na Eurásia, tem uma história longa e rica que remonta aos tempos pré -históricos. Os armênios são considerados uma das civilizações mais antigas do mundo, com uma linguagem e cultura distintas, de origem indoeuropeia.

Em Gn 8:4 a arca pousa nas montanhas de Ararate. Os assassinos de Senaqueribe fugiram de Nínive para lá (2Rs 19:37; Is 37:38). Mais tarde, após o colapso da Assíria, em Jr 51:27-28 Ararate e outras nações do norte são convocadas para atacar a Babilônia.

A primeira menção à Armênia nos registros históricos remonta ao século VI aC e, com o tempo, a região foi governada por vários impérios, incluindo persas, gregos, romanos e bizantinos.

No início do século IV, a Armênia se tornou a primeira nação a adotar o cristianismo como sua religião oficial sob o rei Tiridates III. Esse evento significativo levou ao estabelecimento da Igreja Armênia, que desempenhou um papel crucial na preservação da identidade e cultura armênia ao longo dos séculos de dominação estrangeira.

Durante o período medieval, a Armênia foi dividida em vários estados independentes, incluindo o Reino Bagratídeo e o Reino da Cilícia. Esses estados eram conhecidos por suas ricas tradições culturais e artísticas, incluindo a criação de belos manuscritos iluminados.

No início do século XX, a Armênia sofreu um genocídio nas mãos do Império Otomano, resultando na morte de cerca de 1,5 milhão de armênios. Este evento teve um profundo impacto na história e na cultura armênia e ainda é lembrado hoje como uma tragédia nacional. Em 1991, a Armênia declarou sua independência da União Soviética.

A Igreja Ortodoxa Armênia é uma das denominações cristãs mais antigas do mundo, com raízes que remontam aos primeiros dias do cristianismo. Mantém práticas litúrgicas e artes religiosas distintas. Teologicamente, pertencente às igrejas ortodoxas não-calcedonianas. A Igreja Armênia desempenhou um papel crucial na preservação da identidade e cultura armênia durante séculos de dominação estrangeira e continua sendo uma parte vital da vida armênia atual. Os católicos de todos os armênios, o chefe da Igreja Armênia, são considerados o líder espiritual do povo armênio e desempenha um papel significativo na vida nacional.

A literatura sagrada armênia é um importante testemunho para a crítica textual bíblica.

Há uma igreja católica uniata armênia, especialmente na Diáspora, além de comunidades protestantes armênias desde o século XIX.

A diáspora é ampla, com grandes comunidades na Rússia, Estados Unidos, França, Líbano e outros países.

Ásia

Ásia hoje refere-se ao continente, mas em contexto bíblico era o nome de uma província romana no que hoje é a Turquia ou Anatólia. 

A Ásia foi uma das primeiras regiões de evangelização intensa (At 13-16). A Revelação a João foi dirigida às “sete igrejas da Ásia”, as cidades costeiras de Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodiceia (Ap 1:4,Ap 1:11). Parte dos destinatários 1 Pedro estavam na Ásia (1Pe 1:1).