Ballington Booth

Ballington Booth (1857-1940) foi um reformador social britânico-americano e filho de William e Catherine Booth, os fundadores do Exército de Salvação.

Ballington continuou o trabalho de seus pais na prestação de serviços sociais e na defesa da justiça social, ao mesmo tempo em que fez contribuições significativas para o desenvolvimento do Exército de Salvação nos Estados Unidos. Contudo, diferenças com seu irmão e sucessor de seus pais na liderança da organização levaram Ballington Booth fundar os Voluntários da América, de similar escopo, método e teologia.

Compôs a letra e música do hino The cross is not greater than His grace, traduzido ao português como O meu vero Amigo é Jesus (203).

Catherine Booth

Catherine Booth (1829-1890) foi uma reformadora social britânica e co-fundadora do Exército de Salvação, junto com seu marido, William Booth. Catherine foi uma defensora pioneira dos direitos das mulheres e desempenhou um papel significativo na formação da teologia e do trabalho social do Exército de Salvação.

A teologia de Catherine era baseada na ideia de santidade e na crença de que todos os cristãos deveriam se esforçar para viver uma vida que refletisse o amor e a compaixão de Jesus Cristo. Sob o evangelho, todas mulheres deveriam desempenhar um papel ativo na igreja e na sociedade e as encorajava a usar seus talentos e habilidades para servir aos outros.

As atividades sociais de Catherine começaram quando ela e seu marido abriram uma missão cristã no East End de Londres em 1865. Catherine foi fundamental no desenvolvimento dos serviços sociais da missão, que incluíam fornecer comida, abrigo e assistência médica aos pobres e desabrigados. Ela também estabeleceu uma rede de lares de resgate para mulheres e crianças vítimas de abuso ou prostituição.

Catherine era uma oradora dinâmica e viajou extensivamente pelo Reino Unido e pelos Estados Unidos, defendendo a reforma social e os direitos das mulheres. Foi uma figura importante no movimento de temperança e defendeu a proibição do álcool e seus efeitos devastadores nas famílias e comunidades.

O legado de Catherine pode ser visto no compromisso contínuo do Exército de Salvação com a justiça social e a ajuda humanitária. Sua crença na importância da liderança e do empoderamento das mulheres também teve um impacto duradouro na organização, que sempre permitiu que as mulheres ocupassem cargos de autoridade e influência.

William Booth

William Booth (1829-1912) foi um pregador metodista britânico. Junto de sua esposa Catherine fundaram do Exército de Salvação, uma denominação cristã conhecida por seu trabalho social e atividades missionárias em todo o mundo.

As atividades de trabalho social de Booth começaram em 1865, quando ele e sua esposa Catherine abriram uma missão cristã no East End de Londres. A missão ofereceu comida, abrigo e ensino cristão aos sem-teto e indigentes da região. A missão cresceu rapidamente. Apesar de não ser originalmente uma denominação (os Booth eram membros da Nova Conexão Metodista), em 1878 seu trabalho cresceu de tal forma que se tornou o Exército de Salvação. Essa organização mundial que ainda fornece ajuda humanitária e serviços religiosos em mais de 130 países.

A teologia de Booth foi baseada na ideia de salvação pela fé em Jesus Cristo e uma forte ênfase na aplicação prática dos princípios cristãos na vida diária. Movido por uma missão aos membros marginalizados e empobrecidos da sociedade, buscava ajudá-los a alcançar uma vida melhor por meio de educação, saúde e orientação espiritual.

As atividades internacionais do casal Booth foram focadas em expandir a missão do Exército de Salvação para outras partes do mundo. O casal e depois seus filhos viajaram extensivamente, estabelecendo novas missões e recrutando pessoas locais para trabalhar com ele. Em 1880, organização chegou aos Estados Unidos, onde rapidamente se transformou em uma grande força de mudança social e religiosa. A família Booth também viajou para a Índia, onde estabeleceu uma grande rede de escolas e hospitais que funcionam até hoje.

Ao longo de sua vida, Booth permaneceu comprometido com sua teologia e sua crença no poder do trabalho social e do serviço cristão.

Bonoso de Sardica

Bonoso de Sardica foi um bispo e teólogo do século IV.

Seria oriundo da cidade de Sardica ou Sárdica (atual Sofia, Bulgária). Pouco se sabe sobre sua vida, salvo por seus controversos ensinamentos sobre a Virgem Maria e sua oposição à prática do jejum.

Bonoso acreditava que Maria não era virgem antes do nascimento de Jesus e que ela teve filhos subsequentes com José. Também ensinou que o jejum era desnecessário e que o corpo deveria ser cuidado e nutrido, em vez de negado.

Esses ensinamentos foram vistos como heréticos por muitos. Um concílio em Roma em 374 excomungou Bonoso, mas continuou em seu ofício episcopal e a ter seguidores.

Seu legado continua a ser debatido. Alguns o veem como um defensor da liberdade individual e um crítico do ascetismo, enquanto outros o veem como um herege perigoso cujos ensinamentos ameaçavam a unidade da Igreja. Também é visto como um precursor do protestantismo.

Bíblia, suporte textual

A Bíblia foi escrita diversos suportes materiais ao longo do tempo.

Um dos primeiros materiais utilizados para escrever a Bíblia foi em superfícies sólidas, como a pedra. Na antiguidade, era comum gravar leis e outras informações importantes em pedras, como pode ser visto em Jó 19:23-24 e Js 8:32. Além da pedra, também foram utilizados materiais mais simples, como a óstraca — conchas, cacos de pedra e fragmentos de cerâmica —onde se escrevia com tinta ou riscava-se sobre a superfície lisa. Esses materiais eram comuns na época em que a Bíblia foi escrita e podem ser vistos em textos como Jr 17:13 e Ez 4:1. O estudo desses escritos é pela epigráfica.

O registro em suporte material flexível inclui o papiro e o pergaminho.

O junco ou papiro era uma planta multiuso nativa do Egito, utilizada para folhas escritas, roupas e barcos (cf. Ex 2:3; Is 18:2). Era comercializado pelos fenícios de Biblos (Is 23:3), de onde veio o termo biblos “rolo” e depois “Bíblia”. Durava cerca de 30 anos de uso, mas o clima seco do Egito permitiu a sobrevivência excepcional de vários papiros. Era um dos mais versáteis e baratos materiais para a escrita. “Peguei o livrinho (biblaridion) da mão do anjo e o comi. Em minha boca, era doce como mel, mas, quando o engoli, tornou-se amargo em meu estômago”. Ap 10:10

Outro material foi o pergaminho. O pergaminho (latim membrana) é um couro finíssimo e curtido, popularizado a partir do século III a.C. Às vezes eram raspados e reutilizados: os palimpsestos. “Quando vier, não se esqueça de trazer a capa que deixei com Carpo, em Trôade. Traga também meus livros e especialmente meus pergaminhos.” 2 Tm 4:13

Mais tarde foi utilizado o papel. O material surgiu na China por volta do ano 200 a.C. e produzido em massa a partir das melhorias de Cai Lun. No século VIII a produção chega a Damasco e a partir do século XII tornam-se mais comuns manuscritos da Bíblia em papel. O manuscrito mais antigo nesse suporte é uma bíblia armênia data de 1121. A Bíblia de Gutenberg teve 135 exemplares impressos em papel e 45 impresso em velo (um tipo de pergaminho). A partir do século XVI o papel passou a ser mais utilizado que o pergaminho para a confecção da Bíblia.

Com o advento da tecnologia, também surgiram suportes materiais digitais para a Bíblia. Em 1957, John Ellison criou a primeira concordância gerada por computador do mundo, e a partir dos anos 1980 surgiram as primeiras Bíblias em formato digital no mercado. Em 2008, o aplicativo YourVersion popularizou a Bíblia para celulares, e suas ferramentas de anotação e compartilhamento a transformaram em uma rede social de leitura coletiva.

Embora os suportes materiais tenham mudado ao longo do tempo, a recitação oral era o ideal para a fixação do texto na memória. A escrita em suporte material era secundária e auxiliar, conforme podemos ver em textos como 2 Co 3:3 e Sl 78:2-4. “Escrever no coração” é um idiomatismo presente mesmo no português: o verbo decorar. Cf. Êx 13:8-9, 14-16; Dt 6:20-23; Pv 3:3; 7:3; 25:1; Jr 17:1; 25:3,7-8.