Betel

Betel, cujo nome significa “Casa de Deus”, são duas cidades no Antigo Testamento, além de uma possível designação para Deus. (veja El-Betel). Os betelitas eram os habitantes de Betel, uma cidade de grande importância histórica e religiosa na Bíblia Hebraica, sendo a segunda mais citada, superada apenas por Jerusalém. Localizada na região de Samaria, aproximadamente 20 km ao norte de Jerusalém, Betel possuía um significado ancestral como um santuário.

  1. Betel, originalmente chamada Luz (Gn 28:19), Betel está localizada a cerca de 20 km ao norte de Jerusalém. É o local onde Jacó teve um sonho com uma escada que ia até o céu e recebeu a confirmação da aliança de Deus com ele e seus descendentes (Gn 28:10-22). O nome Betel, que significa “casa de Deus” em hebraico, deriva do relato da visão de Jacó de uma escada que ligava o céu à terra e do seu encontro com Deus naquele local (Gênesis 28:10-22). Em memória desse evento, Jacó ergueu uma coluna e chamou o lugar de Betel. Conquistada pelas tribos de José, Betel tornou-se parte do território de Efraim e um importante centro religioso e político, chegando a abrigar a Arca da Aliança (Jz 20:18-28). Séculos depois, Jeroboão, o primeiro rei do Reino do Norte (Israel), construiu um templo em Betel, na tentativa de rivalizar com o templo de Jerusalém e consolidar seu poder (1 Reis 12:29-33). Esse ato foi condenado pelos profetas como uma forma de idolatria. Após a divisão do reino, Jeroboão I transformou Betel em um santuário rival ao de Jerusalém, erigindo um bezerro de ouro (1 Reis 12:26-33), ato condenado como idolatria. Durante o reinado de Josias, o santuário de Betel foi destruído (2 Reis 23:15-20), mas a cidade continuou existindo. Profetas como Amós e Oseias denunciaram as práticas idólatras em Betel (Amós 5:5-6; Oseias 10:15). Apesar de sua história complexa, Betel manteve sua identidade como um local de significado religioso e é mencionada em diversos outros contextos bíblicos, como em Josué 7:2; 12:16; 18:13; Juízes 4:5; 1 Samuel 7:16; 10:3; 2 Reis 2:2-3, 23; 17:28; 23:4, 15, 19; 1 Crônicas 7:28; Esdras 2:28; Neemias 7:32; 11:31; Jeremias 48:13.As ruínas da antiga Betel, localizadas na moderna Beitin. Betel é mencionada diversas vezes no Antigo Testamento em contextos variados, desde narrativas sobre os patriarcas até relatos de guerras e reformas religiosas.
  2. Betel no sul de Judá (1Sm 30:27), mencionada em Josué 19:4 como Betul e em 1 Crônicas 4:30 como Betuel.

Beer-Laai-Roi

Beer-Laai-Roi, que significa “o poço daquele que vive e me vê”, é um local de grande significado na história de Agar, serva de Sarai (Gênesis 16:14). Fugindo da ira de sua senhora, Agar encontrou-se sozinha e desesperada no deserto. Foi junto a esse poço que o Anjo do Senhor lhe apareceu, oferecendo-lhe consolo e orientação (Gênesis 16:7-13).

Bartimeu

Bartimeu, cujo nome significa “filho de Timeu”, era um mendigo cego que vivia em Jericó (Mc 10:46). Sua história é marcada por um encontro transformador com Jesus, relatado nos Evangelhos de Marcos, Mateus e Lucas. Ao saber que Jesus passava por ali, Bartimeu clamou em alta voz, implorando por misericórdia (Mc 10:47). Mesmo repreendido pela multidão, ele persistiu em seu pedido, demonstrando sua fé e determinação. Jesus, compadecido, chamou-o e lhe perguntou o que desejava. Bartimeu, sem hesitar, expressou seu anseio por recuperar a visão (Mc 10:51). Jesus, então, declarou que sua fé o havia curado, e imediatamente Bartimeu pôde ver (Mc 10:52). Cheio de gratidão, ele seguiu Jesus pelo caminho (Mc 10:52).

Barnabé

Barnabé, cujo nome significa “filho da consolação” ou “aquele que dá coragem”, era um levita de Chipre conhecido por sua generosidade e fé (Atos 4:36).

Convertido ao cristianismo, Barnabé manifestou compaixão e disposição em acolher os novos crentes, como demonstrou ao apresentar Saulo (o futuro apóstolo Paulo) à comunidade cristã em Jerusalém (Atos 9:27). Barnabé tornou-se um ministro ativo na igreja primitiva, sendo enviado a Antioquia para investigar o crescimento do cristianismo entre os gentios (Atos 11:22-26). Lá, ele reconheceu a obra de Deus e se uniu a Paulo na primeira viagem missionária, evangelizando diversas cidades e estabelecendo igrejas (Atos 13-15). Apesar de posteriormente se separarem devido a um desentendimento, Barnabé continuou seu ministério, deixando um legado de dedicação à expansão do Evangelho. Paulo, em suas cartas, menciona Barnabé com afeto e reconhecimento, como companheiro de trabalho na obra do Senhor (1 Coríntios 9:6; Gálatas 2:1,9,13; Colossenses 4:10).

Barjonas

Barjonas, patronímico aramaico que significa “filho de Jonas” ou “filho de João”, é o sobrenome atribuído a Simão Pedro em Mateus 16:17. Essa designação, que o identifica como filho de Jonas, reforça a importância da linhagem familiar na cultura judaica. Em João 21:15-17, o pai de Pedro é chamado de João, o que pode indicar uma variação no nome ou a utilização de “Jonas” como uma forma abreviada de “João”. A identificação de Pedro como “Simão Barjonas” o distingue de outros personagens chamados Simão, como Simão o Zelote e Simão, irmão de Jesus.