Daniel Berg

Daniel Berg (1877-1963) foi um missionário pentecostal sueco e um dos fundadores das Assembleias de Deus brasileiras.

Originalmente um batista, migrou para os Estados Unidos onde participou do movimento pentecostal. Em 1910, ele deixou a Suécia com Gunnar Vingren para evangelizar no Brasil. Berg viajou as regiões riberinhas amazônicas e depois estabeleceu-se no sul do país. Casou-se com Sarah Berg, também missionária sueca. Estiveram por um tempo em Porto. O casal desempenhou um papel fundamental no estabelecimento das Assembleias de Deus no Brasil e em Portugal. Voltou depois da 2a Guerra à Suécia, onde faleceu aos 86 anos.

Hemerobatistas

Os hemerobatistas (em grego, “imersionistas diários”, em hebraico Tovelei Shaḥarit) eram uma comunidade religiosa no período final do Segundo Templo e Antiguidade tardia que praticava imersões diárias para purificações rituais.

Seriam uma provável divisão de essênios que se banhavam todas as manhãs antes da hora da oração para pronunciar o nome de Deus com o corpo limpo.

As fontes sobre os hemerobatistas são escassas. Aparecem mencionados em escritos judaicos e cristãos a partir do século I e até o século III e IV d.C. Uma das primeiras menções deles seria sobre um hemerobatista, Banus. Ele teria sido professor de Josefo (Vita, § 2). Era um ascético que vivia no deserto e comia o que a natureza providenciava, tendo vivido no início do século I d.C. No tempo de Josué ben Levi no século III d.C. um remanescente ainda existia (Ber. 22a).

No Talmude aparecem os hemerobatistas acusando os fariseus de “errarem ao pronunciar o Nome pela manhã sem ter tomado o banho ritual; ao que os fariseus responderam: ‘Nós os acusamos de erro ao pronunciar o Nome com um corpo impuro por dentro'”.(Tosef., Yad., final)

A literatura clementina identifica de João Batista e seus discípulos como um hemerobatistas, e os discípulos de João são chamados de “Hemerobatistas” (Homilias, 3. 23; Reconhecimentos 1. 54). É possível que haja uma conexão com os mandeus.

Hegésipo, mencionado por Eusébio (História Eclesiástica 4. 22) conta os hemerobatistas como uma das sete seitas ou divisões dos judeus contrárias aos cristãos. Justino Mártir (Diálogo com Trifão § 80) chama-os simplesmente de “batistas”. Epifânio (Panarion 1:11:1:1-11:2:5.) diz que os hemerobatistas negam a salvação futura àquele que não se submete ao batismo diariamente.

A Didascalia (Constituições Apostólicas, 6. 6) diz que os hemerobatistas “não comem antes de tomarem banho, e não fazem uso de suas camas, mesas e pratos antes de limpá-los”. Nessas duas fontes, os hemerobatistas são expressamente diferenciados dos essênios. A descoberta da Comunidade de Qumran e dos Manuscritos do Mar Morto reacendeu o debate sobre a identificação dos hemerobatistas. A Comunidade do Mar Morto praticava abluções rituais frequentes, como atestada pelas piscinas de banhos rituais, mas nada foi encontrado nos manuscritos que os associassem aos hemerobatistas.

BIBLIOGRAFIA
Kohler, Kaufmann. “Hemerobaptists”. Jewish Encyclopedia, 1906. V. 6, p.344.

Henry Drummond

Nome de dois líderes evangélicos britânicos no século XIX.

  1. Henry Drummond (1786 – 1860), banqueiro inglês, parlamentar e um dos fundadores da Igreja Católica Apostólica (irvingitas).

Nascido em uma família da nobreza rural anglicana, Drummond estudou, mas sem graduar-se, em Oxford. Entrou para o Parlamento em 1810. Em 1817 estava em viagem em Genebra quando se encontrou com Robert Haldane. Durante essa estada, contribuiu para o nascimento do réveil – o avivamento continental. Junto com Haldane fundou a Continental Society, uma organização missionária.

De volta à Inglaterra, Drummod envolveu-se com o movimento irvingita. Emtre 1826 e 1830 recebeu em sua propriedade as Conferências Albury Park sobre profecia bíblica. Cerca de 30 a 40 pessoas vinha a Albury Park para oração, cantar hinos, ler e discutir textos proféticos da Bíblia. Tais conferências ajudaram a propagar o pré-milenismo e o moderno sionismo cristão.

No outono de 1833, Drummond e outros do círculo de Irving fundaram a Igreja Católica Apóstolica. Essa denominação considerava-se a restauração da igreja primitiva, com seus dons e cargos. Drummond foi apontado apóstolo para a Escócia e Suíça. Construiu um magnífico templo em sua propriedade em Albury Park 1840, onde viveu até sua morte.

2. Henry Drummond (1851 – 1897) evangelista e biólogo escocês.

Nascido em uma família de classe média, estudou na Universidade de Edinburgh. Influenciado por D. L. Moody e Ira Sankey, entrou para o ministério da Igreja Livre da Escócia.

Como palestrante acadêmico e pregador itinerante viajou pelas Ilhas Britânicas, América do Norte e Austrália. Fez trabalho de campo na África Central.

Drummond conciliava o evolucionismo darwinista com as doutrinas evangélicas. Como biólogo, era um proponente do altruísmo (como Kropotkin) como um dos fatores na evolução das espécies.

Seu ministério evangelístico era voltado principalmente para as juventudes.

Escreveu Natural Law in the Spiritual World (1883) e The Ascent of
Man
(1894).

James Haldane

James Alexander Haldane (1768–1851) foi um pregador escocês e líder do avivamento.

Nascido em Dundee, na pequena nobreza da Escócia, inicialmente seguiu uma vida marítima como capitão. Uma profunda transformação religiosa levou-o a aposentar-se em 1794, dedicando-se aos empreendimentos cristãos, junto com seu irmão Robert Haldane.

Os irmãos haldanes criaram escolas bíblicas dominicais e seguiram em pregação itinerante por toda a Escócia. Servindo como pastor por cinquenta anos, Haldane, juntamente com seu irmão, permaneceram comprometidos com uma concepção primitivista de evangelho e igreja. Esteve associado por um tempo aos glassitas e aos Scotch Baptists, depois seguiu independente no movimento chamado de haldanitas. Faleceu em Edimburgo .

BIBLIOGRAFIA

Haldane, James. A View of the Social Worship of the First Christians. Edinburgh: 1805.

Haldane, James. Exposition of Galatians. Edinburgh: 1848.

Haldane, James. Inspiration of the Scriptures. Edinburgh: 1845.

Haldane, James. Lives of the Brothers Haldane. 1852.

Haldane, James. Man’s Responsibility and the Extent of the Atonement. Edinburgh: 1842.