Robert McAfee Brown

Robert McAfee Brown (1920-2001) foi um teólogo e professor que lecionou no Union Theological Seminary e na Universidade de Stanford.

McAfee Brownfoi uma voz importante no movimento ecumênico e foi ativo na promoção dos direitos civis e na oposição à Guerra do Vietnã. Brown escreveu vários livros influentes, incluindo “Theology in a New Key: Responding to Liberation Themes” (1978), que explora a interseção da teologia e dos movimentos de justiça social.

Carlos Mesters

Frei Carlos Mesters (nome de nascimento Jacobus Gerardus Hubertus Mesters) (1931) é um biblista e teólogo holandês-brasileiro, reponsável pelo desenvolvimento da Leitura Popular da Bíblia (LPB).

Mester veio ao Brasil como missionário em 1948, aos dezessete anos. Tornou-se frade carmelita e estudou em instituições católicas no Brasil, em Roma e Jerusalém. Voltou ao Brasil em 1968, lecionando e promovendo estudos acadêmicos da Bíblia. Mais tarde, dedicou-se à popularização das Escrituras, organizando círculos de leitura popular, dos quais emergiu o CEBI (Centro de Estudos Bíblicos).

A hermenêutica de Mesters revolve em torno de cinco temas. A Bíblia é lida pela perspectiva do povo e mesmo dentro dela apresenta um povo leitor das Escrituras. Isso implica na legitimidade da leitura popular ou vivida, quer no cotidiano, quer na liturgia das leituras populares, em contraposição a uma exclusiva legitimidade de leitura acadêmica ou teológica. As Escrituras são um espelho da vida. Deus permite conhecer melhor a realidade e seus apelos mediante as Escrituras. Portanto, interpretar a Bíblia não é um fim em si mesmo, mas interpretação a vida por meio dela. A Bíblia é um livro escrito pelo povo mediante tradições e memórias populares e destinada para o povo. O povo lê a Bíblia com fé que Deus fala pelas Escrituras e sem essa fé não há luz para penetrar no sentido de suas páginas. A Bíblia move para um engajamento com os oprimidos. Consequentemente, a mensagem da Bíblia provoca a transformação da vida.

A cooperação dos três elementos Realidade (social) – Comunidade – Bíblia ajudam a fazer a interpretação correta.

BIBLIOGRAFIA

Rodrigues, Rafael. “Frei Carlos Mesters: uma Vida dedicada à Leitura Popular da Bíblia e aos pobres.”CEBI, 2020.

MESTERS, Carlos. Por trás das palavras. Um estudo sobre a porta de entrada no mundo da Bíblia. 8ª. edição, Petrópolis: Vozes, 1998.

MESTERS, Carlos. Flor sem defesa: uma explicação da Bíblia a partir do povo. Petrópolis:  Vozes, 1983.

MESTERS, Carlos. Balanço de 20 anos. A Bíblia lida pelo povo na atual renovação da Igreja Católica no Brasil (1964-1984). São Leopoldo: CEBI, 1988.

MESTERS, Carlos. O Projeto Palavra-Vida e a leitura fiel da Bíblia de acordo com a tradição e o magistério da Igreja. Revista de Interpretação Bíblica Latino-Americana, nº 3, Petrópolis: Vozes, São Leopoldo: Sinodal; São Paulo: Imprensa Metodista, 1989, p.90-104.

Douglas J. Moo

Douglas J. Moo (nascido em 1950) é um biblista americano e professor de Novo Testamento no Wheaton College.

Em seus estudos do Novo Testamento, ele se concentrou nos livros de Romanos, Tiago e 2 Pedro e Judas. Em teologia, dedicou-se às doutrinas paulinas e à doutrina da justificação. Dá atenção para a recepção do Antigo Testamento no Novo Testamento. É adepto do complementarismo e do Novo Calvinismo, comentando o livro de Romanos sob essa última perspectiva.

J. Gresham Machen

J. Gresham Machen (1881-1937) foi um teólogo presbiteriano americano, líder do movimento fundamentalista e um oponente do liberalismo teológico.

Machen enfatizou a nerrância da Bíblia, e ele argumentou que o liberalismo teológico era um afastamento da fé cristã histórica. Foi um dos fundadores da Igreja Presbiteriana Ortodoxa (1936), do Conselho Independente para Missões Estrangeiras (1933) e do Seminário Teológico de Westminster (1929).

Ao contrário de muitos dos seus contemporâneos, Machen não era um típico fundamentalista ou evangelical. Em vez disso, sua teologia era enraizada nas tradições da Escola Princeton, aderindo firmemente às interpretações princetonianas da Confissão de Fé de Westminster. Não se alinhando com movimentos fundamentalistas populares, evitou atividades revivalistas e resistiu ao envolvimento na política.

Em 1923 publicou “Cristianismo e Liberalismo”, argumentando que a teologia liberal não era uma mera variação da ortodoxia, mas um sistema religioso inteiramente novo, desprovido da essência do cristianismo. Dizia que a teologia liberal era uma religião sem Jesus. A sua crítica ousada causou repercussões nos círculos teológicos, desafiando as noções prevalecentes e afirmando a necessidade de uma adesão firme às doutrinas cristãs historicamente cridas.

Seu legado perdura. através de sua orientação de figuras influentes como Harold Ockenga, Carl McIntire e Francis Schaeffer.