Naor, filho de Serugue: Pai de Terá e avô de Abraão (Gênesis 11:22-24).
Categoria: N
Naftuim
Naftuim ou naftuítas são alguns dos descendentes de Mizraim, filho de Cam. (Gênesis 10:13)
Sono da alma
O psicopanicismo, psicopaníquia ou sono da alma é a doutrina acerca do estado intermediário de que não há continuidade da consciência entre a morte e a ressureição.
Em vários lugares a Bíblia fala acerca dos que dormem, como em Salmos 6:5, 115:17, 146:4, Eclesiastes 9:5; João 11:11; Atos 7:60; 1 Coríntios 7:39; 11:30; 15:6,18,20; 1 Tessalonicenses 4:14-15. Essas passagens são interpretadas ora como eufemismo para a morte, ora literalmente para descrever o estado humano na morte.
É confundido com o mortalismo cristão e Teoria da Morte Total. Geralmente, a teoria do sono da alma considera a antropologia teológica de que não há existência da alma consciente ou separada do corpo humano.
O sono da alma aparece no período do Segundo Templo. É mencionado em 2 Esdras, 7:61, bem como em obras rabínicas de Abraham Ibn Ezra (1092–1167), Maimonides (1135–1204) e Joseph Albo (1380–1444). No cristianismo foi a percepção de vários teólogos na história do pensamento cristão, como Atenágoras de Atenas (De ressurectione 16), Tyndale, Lutero, Michael Sattler, Dirk Philips, Louis Gaussen, Louis Burnier, Emmanuel Pétavel-Olliff, dentre outros. Grupos denominacionais contemporâneos incluem muitos batistas primitivos, grupos adventistas e milleritas.
Já psicopaníquia é um neologismo grego na Europa renascentista que supostamente significaria “vigília da alma durante toda a noite”. Este é o título primeiro tratado teológico de João Calvino, feito em latim em Orléans, 1534. O tratado se opõe ao mortalismo ou “sono da alma” ensinado pelos anabatistas e por Martinho Lutero. Apareceu pela primeira vez impresso em latim como Vivere apud Christum non dormire animis sanctos, Estrasburgo, 1542, e depois em francês, em uma tradução que não foi feita por Calvino, como Psychopannychie, em Genebra, 1558.
Narsai de Nisibis
Narsai (c.399-502), também conhecido como Narsay, Narseh ou Narses, foi um poeta e teólogo da Igreja do Oriente (Assíria), sendo o fundador da Escola de Nisibis e um dos autores da patrística síria.
Nasceu em ‘Ain Dulba, atual Iraque. Faleceu em Nisibis, parte do Império Sassânida, localizado na atual Nusaybin, Mardin, Turquia.
Órfão aos 16 anos, foi educado pelo tio, abade do mosteiro de Kfar Mari. Depois estudou na Escola de Edessa, mais tarde tornou-se diretor (Rabban). Forçado a deixar Edessa, possivelmente devido a divergências teológicas, fundou a Escola de Nisibis restabelecida com o amigo Barsauma.
A Escola de Nisibis tornou-se um centro intelectual do Cristianismo da Síria Oriental, onde atuou como professor e administrador.
Seus ensinos foram em forma homilias em versos (“memre”), reconhecidas por sua beleza e complexidade.
Desenvolveu uma compreensão cristológica única, enfatizando a união das naturezas de Jesus Cristo. Salientava a relevância dos sacramentos na transformação espiritual. Defendia a vida ascética e a importância da vida ética.
Novíssimo
Na dogmática católica, o termo “novíssimo” refere-se às realidades ou eventos últimos e essenciais da vida humana, especialmente no que diz respeito à morte, ao juízo, ao céu e ao inferno. Esses temas estão relacionadas à escatologia, que é o ramo da teologia que estuda as últimas coisas ou os eventos finais da história e da vida de cada indivíduo.
Os “novíssimos” concentram-se nas experiências últimas de cada pessoa após a morte e seu destino eterno. Os quatro aspectos principais dos novíssimos são:
- Morte: O momento em que a alma se separa do corpo e enfrenta o juízo divino.
- Juízo Particular: Imediatamente após a morte, cada pessoa passa por um julgamento individual diante de Deus. Esse julgamento determina seu destino eterno: céu, purgatório ou inferno.
- Céu: A união definitiva com Deus para aqueles que viveram em graça e responderam à vontade divina.
- Inferno: A separação eterna de Deus para aqueles que conscientemente rejeitaram a graça divina e persistiram no pecado mortal.
Além disso, geralmente se inclui um quinto aspecto chamado “Purgatório”, que para o catolicismo é um estado temporário de purificação para aqueles que morrem em graça, mas que ainda precisam ser purificados de suas imperfeições antes de entrar na plena comunhão com Deus no céu.
Esses temas são cruciais no ensinamento católico sobre a vida após a morte e a necessidade de viver de acordo com os princípios da fé para se preparar adequadamente para o juízo divino. Os novíssimos também destacam a importância da responsabilidade individual na tomada de decisões morais e no arrependimento antes da morte.
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