Benjamim

Benjamim (em hebraico: בִּנְיָמִין, Binyamin, que significa “Filho da Mão Direita” ou “Filho da Felicidade”) foi o décimo segundo e último filho de Jacó e o segundo filho que ele teve com sua esposa Raquel (Gênesis 35:16-18). No entanto, o nome também é atribuído a outros indivíduos nas Escrituras, particularmente em textos pós-exílicos.

  1. Benjamim, filho de Jacó, nasceu na jornada entre Betel e Efrata (Belém), e sua mãe, Raquel, morreu durante o parto, dando-lhe o nome de Benoni (“Filho da Minha Tristeza”). No entanto, Jacó mudou seu nome para Benjamim. (Gênesis 35:18).

Benoni, que significa “Filho da Minha Tristeza”, foi o nome que Raquel deu ao seu último filho no momento de sua morte, durante o parto. No entanto, Jacó, o pai, mudou o nome do menino para Benjamim, que significa “Filho da Mão Direita” ou “Filho da Felicidade”. Essa mudança de nome é registrada em Gênesis 35:18, destacando a transição da dor da perda da mãe para uma perspectiva mais auspiciosa para o futuro do filho. Benjamim se tornou o progenitor de uma das doze tribos de Israel.

A tribo de Benjamim ocupou um território central, nas colinas ao norte de Jerusalém.

O território da tribo de Benjamim fazia fronteira com Judá ao sul, Efraim ao norte, e incluindo cidades importantes como Jericó, Betel (na fronteira) e, posteriormente, Jerusalém (também na fronteira com Judá).

Figuras notáveis da tribo:

  • Paulo (Saulo) de Tarso: um dos apóstolos mais influentes do cristianismo, declarou ser da tribo de Benjamim (Romanos 11:1; Filipenses 3:5).
  • Eúde: um juiz que libertou Israel da opressão moabita (Juízes 3:15-30).
  • Saul: o primeiro rei de Israel (1 Samuel 9-31).
  • Mardoqueu e Ester: Figuras centrais no livro de Ester, que salvaram os judeus do extermínio no Império Persa. Embora o livro não especifique explicitamente suas tribos, a tradição judaica os associa à tribo de Benjamim, pois Mordecai é chamado de “benjamita” (Ester 2:5).

2. Benjamim, o Construtor, que ajudou a reconstruir o muro de Jerusalém (Neemias 3:23; 12:34).

3. Benjamim, descendente de Harim, um membro da família de Harim que se casou com uma mulher estrangeira e a repudiou por ordem de Esdras (Esdras 10:32).

4. Benjamim, filho de Bilã, um descendente de Benjamim, o patriarca (1 Crônicas 7:10).

Simeão

Simeão, em hebraico שמעון, “ouvir”, em grego Συμεών, é nome de vários personagens bíblicos e da história cristã e judaica.

1. Simeão filho de Jacó, seu segundo, cuja mãe foi Lia (Gn 29:33). Simeão e seu irmão Levi massacraram os homens de Siquém para vingar o estupro de Diná (Gn 34). Mais tarde, Simeão ficou refém no Egito quando José enviou os outros irmãos a Canaã para buscar Benjamim (Gn 42:24). Na bênção de Jacó, foi repreendido pelos seus atos em Siquém e que seus descendentes seriam dispersos (Gn 49:5-7).

2. A tribo de Simeão recebeu um lote dentro de Judá, na região mais ao sul de Canaã. Depois de uma menção em Jz 1:3-17, nada é mencionado até o tempo de Ezequias (1 Cr 4:41-43), exceto que era contada entre as dez tribos do Reino do Norte (1Rs 11:30-32; 1Rs 12:20-23; 2Cr 15:9).

3. Um antepassado de Jesus na genealogia de Lucas 3:30.

4. Simeão, o homem pio que esperava “a consolação de Israel” (Lc 2:25-35). A promessa do Espírito Santo que ele veria o messias antes de morrer cumpriu quandoreconheceu o menino Jesus no Templo.

5. Simão Pedro, seu nome hebraico (2Pe 1:1; Atos 15:14).

6. Simão, irmão de Jesus.

7. Simão, o Zelote, um dos doze discí´pulos

6. Simeão, de sobrenome Níger, de Antioquia. Foi um cristão com dons proféticos e de ensino que serviu a igreja junto com Barnabé e Saulo antes de sua primeira viagem missionária (Atos 13:1).

Além da Bíblia, outras pessoas com esse nome foram marcantes na história:

8. Simeão, o Justo ou Simão, o Justo, um Sumo Sacerdote no período do Segundo Templo e um dos últimos membros da Grande Assembleia, com registros na Mishná. Seria um dos dois seguintes:

9. Simão I (310–291 ou 300–273 aC), filho de Onias I e neto de Jádua.

10. Simão II (219–199 aC), filho de Onias II.

11. Simeão de Jerusalém (séc I – c. 107), o segundo bispo de Jerusalém. Frequentemente identificado como um dos setenta emissários enviados por Jesus; Simão, irmão de Jesus; ou com o apóstolo Simão, o Zelote.

12. Simão Gamaliel I, rabino.

13. Simão Gamaliel II, rabino.

14. Simão Bar Kokhba, líder da revolta de Bar Kokhba.

15. Simeão bar Joquai, rabino do período Tannaim.

16. Simeão Estilita (c. 388–459 dC), eremita cristão de Sisã, Síria.

17. Simeão, o Novo Teólogo (949-1022), asceta e teólogo ortodoxo oriental.

Levi

Levi é (1) um dos doze filhos de Jacó (Gn 29:34) e ancestral da (2) tribo que se ocupa das atividades rituais.

Levi participou da matança das pessoas de Siquém (Gn 34), recebe uma “bênção” punitiva de Jacó (Gn 49: 5-7).

Os levitas foram “espalhados” dentro de Israel, em vez de alocar um pedaço de terra específico, não são contados com as outras tribos (Nm 1: 17–46), são separados para atividades sacerdotais (Nm 1: 47–53), para ajudar Aarão (Nm 3: 5–9) e permanentemente dedicados a Yahweh (Nm 3: 11–13).

Por não possuírem terras, recebem um dízimo para se sustentar enquanto trabalham como sacerdotes (Nm 18:21, 24), além de várias “cidades levíticas”, (Nm 35: 1-8) entre as tribos restantes (Js 21) .

Em Nm 16, os levitas se opõem a Moisés e Aarão. Em contraste, em Êx 32, os levitas se unem a Moisés na oposição às atividades do povo; e em Dt 33: 8-11, parte da bênção de Moisés, Levi é separado para lidar com o Urim e Tumim.

Os levitas atuavam como sacerdotes subservientes, cantores no santuário e guardiães dos recintos do templo (1 Cr 23–24).

Sinédrio

Sinédrio, em hebraico סנהדרין sanhedrin; derivado do grego συνέδριον synedrion, “assembleia assentada”, era um conselho de líderes israelitas sob autorização de Roma para tomar decisões legais e administrativas.

A mais antiga menção histórica do Sinédrio seria de 57 a.C. quando Aulus Gabinius dividiu o país em cinco synedria ou synodoi, segundo Flávio Josefo. O tratado Sinédrio no Talmude fala de um grande Sinédrio com 71 membros e um menor com 23 membros.

Os 71 membros eram sacerdotes, anciãos judeus e escribas. Além de alguns escribas fariseus, os membros provavelmente eram saduceus. O sumo sacerdote presidiu, depois de 191 a.C. o Nasi, um príncipe dos judeus.

No Novo Testamento, o termo Sinédrio ocorre 22 vezes nos Evangelhos e Atos.

Após a destruição do Segundo Templo em 70 EC, o Sinédrio foi restabelecido em Yavneh, com autoridade reduzida, por acordo entre Yochanan ben Zakai e o imperador Vespasiano, sendo composto em sua maioria por fariseus.

Após a revolta de Bar Kokhba, o Grande Sinédrio mudou-se para várias localidades, até estabelecer-se em Séforis, sob a presidência de Judá ha-Nasi (165–220). Finalmente, mudou-se para Tiberíades em 220, sob a presidência de Gamaliel III (220–230), filho de Judá ha-Nasi, onde se tornou mais um consistório, mas com poder de excomunhão.

O imperador Teodósio I (r. 379–395 dC) proibiu a reunião do Sinédrio. A reunião final em 358 aC foi a última decisão universal tomada pelo Grande Sinédrio. Gamaliel VI (400–425) foi o último presidente do Sinédrio. Com sua morte em 425, Teodósio II baniu o título de Nasi, os últimos vestígios do antigo Sinédrio.

Judas Iscariotes

Judas Iscariotes, um dos doze discípulos, filho de Simão Iscariotes, o qual traiu Jesus.

Judas Iscariotes (“homem de Cariotes) deve ser distinguido do outro apóstolo chamado Judas (João 14:22). Possuía uma posição privilegiada entre os apóstolos como tesoureiro do grupo (João 12:5-6; 13:29).

A razão da traição é incerta. Há interpretações de que tenha movido pela impressão que Jesus planejava morrer (Mc 14:1-11) ou que o fez por dinheiro (Mt 26:14-16). A traição consistia em indicar às autoridades como Jesus poderia ser preso em particular.

Judas sentiu remorso e procurou reparar seu ato (Mt 27:3-5), mas não foi possível. Assim, enforcou-se. De acordo com Atos, ele caiu de cabeça, seu corpo se abriu e suas entranhas caíram (Atos 1:18).

Papias é a sua versão sobre a morte de Judas. Hoje só sabemos sobre isto graças a Apolinário de Laodiceia que achou importante este ensinamento…

Outra versão da morte de Judas é descrita por Papias de Hierápolis, registrada por Apolinário de Laodiceia. Judas não teria morrido enforcado, mas continuou vivo, pois a corda foi partida antes de ele sufocar. Ficou tão inchado na carne que nem sequer cabia onde uma carroça facilmente passava. Acabou esmagado por uma carroça. Então, suas entranhas explodiram-se.