Levi

Levi é (1) um dos doze filhos de Jacó (Gn 29:34) e ancestral da (2) tribo que se ocupa das atividades rituais.

Levi participou da matança das pessoas de Siquém (Gn 34), recebe uma “bênção” punitiva de Jacó (Gn 49: 5-7).

Os levitas foram “espalhados” dentro de Israel, em vez de alocar um pedaço de terra específico, não são contados com as outras tribos (Nm 1: 17–46), são separados para atividades sacerdotais (Nm 1: 47–53), para ajudar Aarão (Nm 3: 5–9) e permanentemente dedicados a Yahweh (Nm 3: 11–13).

Por não possuírem terras, recebem um dízimo para se sustentar enquanto trabalham como sacerdotes (Nm 18:21, 24), além de várias “cidades levíticas”, (Nm 35: 1-8) entre as tribos restantes (Js 21) .

Em Nm 16, os levitas se opõem a Moisés e Aarão. Em contraste, em Êx 32, os levitas se unem a Moisés na oposição às atividades do povo; e em Dt 33: 8-11, parte da bênção de Moisés, Levi é separado para lidar com o Urim e Tumim.

Os levitas atuavam como sacerdotes subservientes, cantores no santuário e guardiães dos recintos do templo (1 Cr 23–24).

Zebulom

Em hebraico “habitação” זְבוּלֻן / זְבוּלֹן . Um dos doze filhos de Jacó e uma das tribos de Israel (Gn 30:20; Mt 4:13-15; Ap 7:8).

A localização do território de Zebulom remete à benção de Jacó. O patriarca disse que Zebulom viveria à beira-mar e se tornaria um refúgio para os navios;
fazendo limite com os termos de Sidon (Gn 49:13). Foi a terceira tribo a receber seu quinhão na divisão do terriório (Js 19:10). Ocupou a região limítrofe ao norte de Israel, tradicionalmente identificado com uma seção fértil de terra aproximadamente a nordeste da planície de Jezreel dos quais somente uma localidade foi identificada pela geografia bíblica (Belém da Galileia, Js 19:15). Segundo Flávio Josefo, o território Zebulom estaria entre o Monte Carmelo, o mar Mediterrâneo e o lago de Genesaré. Aparece sempre associada com sua tribo vizinha de Issacar.

No Cântico de Débora, Zebulom aparece portando o estilete, um instrumento de escrita, mas nesse contexto como símbolo de comando (Jz 5:14).

A tribo de Zebulom teria sido dispersada após a conquista assíria do Reino de Israel em 722 a.C., embora tenha permanecido um remanescente dos quais alguns teriam participado do renovo da páscoa promovido por Ezequias (2 Cr 30:11). Por mais que haja povos que reivindiquem especulativamente descendência da “tribo perdida” de Zebulom, o provável que a população remanscente tenha sido incorporada aos samaritanos, judeus e povos sírio-fenícios depois helenizados e arabizados.

O território de Zebulom era aludido como nos confins do território israelita. Nesse sentido, Mt 4:12-15, citando Is 9:1-2 (LXX), refere-se a Jesus realizando seu ministério nessa região, que na época era chamada de Galileia.