Beer-Laai-Roi

Beer-Laai-Roi, que significa “o poço daquele que vive e me vê”, é um local de grande significado na história de Agar, serva de Sarai (Gênesis 16:14). Fugindo da ira de sua senhora, Agar encontrou-se sozinha e desesperada no deserto. Foi junto a esse poço que o Anjo do Senhor lhe apareceu, oferecendo-lhe consolo e orientação (Gênesis 16:7-13).

Bartimeu

Bartimeu, cujo nome significa “filho de Timeu”, era um mendigo cego que vivia em Jericó (Mc 10:46). Sua história é marcada por um encontro transformador com Jesus, relatado nos Evangelhos de Marcos, Mateus e Lucas. Ao saber que Jesus passava por ali, Bartimeu clamou em alta voz, implorando por misericórdia (Mc 10:47). Mesmo repreendido pela multidão, ele persistiu em seu pedido, demonstrando sua fé e determinação. Jesus, compadecido, chamou-o e lhe perguntou o que desejava. Bartimeu, sem hesitar, expressou seu anseio por recuperar a visão (Mc 10:51). Jesus, então, declarou que sua fé o havia curado, e imediatamente Bartimeu pôde ver (Mc 10:52). Cheio de gratidão, ele seguiu Jesus pelo caminho (Mc 10:52).

Barnabé

Barnabé, cujo nome significa “filho da consolação” ou “aquele que dá coragem”, era um levita de Chipre conhecido por sua generosidade e fé (Atos 4:36).

Convertido ao cristianismo, Barnabé manifestou compaixão e disposição em acolher os novos crentes, como demonstrou ao apresentar Saulo (o futuro apóstolo Paulo) à comunidade cristã em Jerusalém (Atos 9:27). Barnabé tornou-se um ministro ativo na igreja primitiva, sendo enviado a Antioquia para investigar o crescimento do cristianismo entre os gentios (Atos 11:22-26). Lá, ele reconheceu a obra de Deus e se uniu a Paulo na primeira viagem missionária, evangelizando diversas cidades e estabelecendo igrejas (Atos 13-15). Apesar de posteriormente se separarem devido a um desentendimento, Barnabé continuou seu ministério, deixando um legado de dedicação à expansão do Evangelho. Paulo, em suas cartas, menciona Barnabé com afeto e reconhecimento, como companheiro de trabalho na obra do Senhor (1 Coríntios 9:6; Gálatas 2:1,9,13; Colossenses 4:10).

Barjonas

Barjonas, patronímico aramaico que significa “filho de Jonas” ou “filho de João”, é o sobrenome atribuído a Simão Pedro em Mateus 16:17. Essa designação, que o identifica como filho de Jonas, reforça a importância da linhagem familiar na cultura judaica. Em João 21:15-17, o pai de Pedro é chamado de João, o que pode indicar uma variação no nome ou a utilização de “Jonas” como uma forma abreviada de “João”. A identificação de Pedro como “Simão Barjonas” o distingue de outros personagens chamados Simão, como Simão o Zelote e Simão, irmão de Jesus.

Sivan

Sivan ou Sivã, o terceiro mês do calendário religioso judaico e o nono do calendário civil, corresponde ao período entre maio e junho, marcando o final da primavera no hemisfério norte. Após o exílio babilônico, o nome “Sivan” substituiu a antiga designação numérica “terceiro mês”, como se observa em Ester 8:9. É um mês de transição, com o calor do verão se aproximando e a colheita do trigo em pleno andamento (Rt 1:22). Sivan também marca o início da estação seca em Israel, que se estende até meados de outubro. No dia 6 de Sivan, os judeus celebram Shavuot, a Festa das Semanas, que comemora a entrega da Torá no Monte Sinai (Êx 19:1).