Os simeatitas eram um subgrupo específico de escribas queneus que residiam em Jabez. São mencionados em 1 Crônicas 2:55 juntos com os tirateus, os simeatitas e os sucatitas.
Categoria: S
Saron
A planície de Saron ou Sarom, em hebraico שָׁרוֹן, é uma faixa costeira fértil que se estende ao longo da costa do Mediterrâneo, entre Jope e o Monte Carmelo, na antiga Israel. Era conhecida por seus pastos ricos e sua produtividade agrícola.
A área se estende por cerca de 90 km ao longo da costa do Mar Mediterrâneo, desde a região do Monte Carmelo ao norte até as proximidades de Jope (atual Tel Aviv) ao sul. Sua largura varia entre 7 e 20 km, entre o mar e as colinas da Samaria e Judá.
A região de Saron é mencionada em algumas passagens bíblicas, sendo conhecida por sua beleza, fertilidade e pastagens:
- Cântico dos Cânticos 2:1: A famosa frase “Eu sou a rosa de Saron, o lírio dos vales” é atribuída à sulamita, descrevendo sua beleza em comparação com as flores abundantes e belas que cresciam na planície de Saron. Essa imagem poética ressalta a fertilidade e o encanto da região.
- Isaías 33:9: O profeta Isaías usa a devastação de Saron como uma imagem da desolação que viria sobre a terra por causa do juízo divino. A menção de Saron “murcha” e “seca” enfatiza a perda de sua conhecida fertilidade.
- Isaías 35:2: Em contraste com a desolação, Isaías profetiza a restauração e a glória futura de Israel, comparando-a à beleza de Saron: “Florescerá abundantemente, e também exultará de alegria e cantará; a glória do Líbano se lhe deu, a excelência do Carmelo e de Saron; eles verão a glória do Senhor, a excelência do nosso Deus.” Aqui, Saron é um símbolo de prosperidade e beleza restaurada.
- 1 Crônicas 27:29: Sitrai, o saronita, é mencionado como o encarregado das manadas de gado do rei Davi que pastavam em Saron, indicando a importância da região para a criação de animais e a economia do reino.
- Atos 9:35: Embora não seja uma referência direta à planície em si, a cidade de Lida (anteriormente chamada Lode), localizada na planície de Saron, é mencionada nos Atos dos Apóstolos como um lugar onde Pedro realizou a cura de Eneias.
O termo “saronita” era uma alcunha dada a Sitrai, que servia como encarregado das manadas de gado do rei Davi que pastavam na região de Sarom (1 Crônicas 27:29). A designação “o saronita” indica que Sitrai era originário da planície de Sarom ou tinha uma associação significativa com essa área.
Sifmita
O termo “sifmita” era uma alcunha dada a Zabdi, que servia como encarregado dos suprimentos de vinho do rei Davi (1 Crônicas 27:27). A designação “o sifmita” sugere que Zabdi era originário ou tinha alguma conexão significativa com um lugar chamado Sifmote ou Sefão.
A Bíblia menciona uma cidade chamada Sifmote na região sul de Judá, para onde Davi enviou parte dos despojos após derrotar os amalequitas (1 Samuel 30:28). Se Zabdi fosse de Sifmote, sua alcunha indicaria sua origem geográfica.
Não há uma menção direta de uma localidade chamada Sefão nos textos bíblicos conhecidos que se encaixe nesse contexto. Portanto, a possibilidade de Zabdi proceder de Sefão é menos certa e pode representar uma variação textual ou uma localidade menos conhecida.
Susã
Susã é o cenário principal do livro de Ester. A história de Ester se desenrola na cidadela de Susã, onde o rei persa Assuero (geralmente identificado como Xerxes I) residia e onde Ester, uma judia que se tornou rainha, desempenhou um papel crucial na salvação de seu povo de um plano de genocídio. Mordecai, primo e pai adotivo de Ester, também era uma figura importante na comunidade judaica de Susã.
Além do livro de Ester, Susã é mencionada no livro de Neemias. Neemias servia como copeiro do rei Artaxerxes I em Susã antes de receber a notícia da difícil situação em Jerusalém e, posteriormente, obter permissão para retornar e reconstruir a cidade (Neemias 1:1; 2:1). O profeta Daniel também teve visões enquanto estava em Susã (Daniel 8:2).
Os susanquitas eram os habitantes ou naturais da cidade persa de Susã (também conhecida como Susa). Susã era uma das cidades mais importantes do antigo Oriente Médio, servindo como uma das capitais do Império Aquemênida persa. Sua relevância histórica e bíblica é significativa, especialmente no período do exílio e pós-exílio do povo judeu.
Silonita
O silonita era o natural da cidade de Siló, localizada aproximadamente 38 km ao norte de Jerusalém, no território da tribo de Efraim. Siló possuía grande importância religiosa na história inicial de Israel, pois abrigou o Tabernáculo e a Arca da Aliança desde a época da conquista sob Josué até o tempo dos juízes (Josué 18:1; Juízes 18:31; 1 Samuel 1:3).
Durante o período em que o Tabernáculo estava em Siló, a cidade se tornou o principal centro de culto para as tribos de Israel, e as festas anuais eram celebradas ali (Juízes 21:19). Famílias como a de Elcana e Ana faziam peregrinações anuais a Siló para adorar e oferecer sacrifícios (1 Samuel 1:3). Foi em Siló que Ana orou fervorosamente por um filho e onde Samuel iniciou seu serviço ao Senhor sob a orientação do sacerdote Eli (1 Samuel 1-3).
No entanto, devido à corrupção dos filhos de Eli e a outros pecados do povo, Deus permitiu que os filisteus derrotassem Israel e capturassem a Arca da Aliança, marcando o fim da proeminência de Siló (1 Samuel 4). Siló foi posteriormente destruída, como profetizado (Jeremias 7:12-15; 26:4-6).
Apesar de sua destruição, a memória de Siló como um importante centro religioso persistiu.
