Steven Studebaker

Steven M. Studebaker é um teólogo pentecostal.

É catedrático de Pensamento Evangélico e professor associado de teologia sistemática e histórica no McMaster Divinity College em Hamilton, Ontário, Canadá.

Sua educação levou-o à Northwest University em Seattle; Trinity Evangelical Divinity School e Marquette University, nessa última obteve seu doutorado.

Obras:

  • A Pentecostal Political Theology for American Renewal: Spirit of the Kingdoms, Citizens of the Cities (2016).
  • From Pentecost to the Triune God: A Pentecostal Trinitarian Theology (2012).
  • The Trinitarian Vision of Jonathan Edwards and David Coffey (2011).
  • Como editor: Pentecostalism and Globalization (2010).
  • Defining Issues in Pentecostalism: Classical and Emergent (2008).
  • junto de Robert Caldwell, The Trinitarian Theology of Jonathan Edwards (2016).

Óstracos de Samaria

Os óstracos de Samaria, óstraca samaritana ou as óstracas de Samaria são um conjunto de 102 óstracas (63 legíveis) descobertas em 1910 por G.A. Reisner nas escavações de Samaria, capital do Reino de Israel, estando entre os textos mais antigos do Hebraico Arcaico.

Consistem de recibos para lotes de vinho e azeite enviados das aldeias vizinhas para a capital Samaria.

Registram as datas pelo ano de reinado, provalvemente dos reinados de Jeroboão II e Joás, uma geração antes da destruição da cidade pelos assírios em 722 a.C.

Mencionam localidades israelitas não registradas na Bíblia ou pouco atestadas. Por exemplo, Beer, para a qual Jotão fugiu é provavelmente a
Beerim da óstraca de Samaria (Jz 9:21). Também, aparecem nomes de clãs presentes nas listas genealógicas da tribo de Manassés (Êx 26:30-33; Js 17:2-3; 1 Cr 7:14-19).

Atestam um crescimento da alfabetização condizente com surgimento dos profetas literários.

Dez clãs de Manassés se estabeleceram em Canaã e receberam porções de terra (Josué 17:1-13), onde depois viria ser a região de Samaria. Esses clãs eram Abiezer, Asriel, Heleque, Siquém e Semida, filhos de Gileade (Josué 17:1-2); e Macla, Noa, Hogla, Milca e Tirza, filhas de Zelofeade (Josué 17:3-4). Todos os clãs com nomes dos filhos de Gileade, junto com dois dos cinco clãs com nomes das filhas de Zelofeade (Hogl e Noa), aparecem nas óstracas..

As óstracas são documentais. Provavelmente eram borrões de registros antes de sere lançados em outros suportes, como papiros. São registros de tributos enviados das aldeias locais para a capital. Essas provisões enviadas aos funcionários reais possivelmente refletiam um sistema de concessão de terras em detrimento ao regime das herdades atestadas pelas linhagens genealógicas (como na desapropriação e redestribuição das terras de Nabote em 1 Reis 21). Possivelmente atestam tráfico de influência, quando os mais ricos obtinham vantagens como jantar à mesa do rei, mas eram obrigados a fornecer comida para a festa (cf. 2Sm 9:7). Esse acúmulo de poder e riquezas seriam denunciados pelos profetas, como Amós e Oseias.

Registram vários nomes com alusão divina, como Baal ou Yahweh, mas esse último com uma ortografia diferente daquela usada em Judá.

BIBLIOGRAFIA

Faigenbaum-Golovin, Shira, Arie Shaus, Barak Sober, Yana Gerber, Eli Turkel, Eli Piasetzky, and Israel Finkelstein. “Literacy in Judah and Israel Algorithmic and Forensic Examination of the Arad and Samaria Ostraca.” Near Eastern Archaeology 84, no. 2 (2021): 148-58.

Niemann, Hermann Michael. “A New Look at the Samaria Ostraca.” Tel Aviv (1974) 35, no. 2 (2008): 249-66.

Rainey, Anson F. “Toward a Precise Date for the Samaria Ostraca.” Bulletin of the American Schools of Oriental Research 272, no. 272 (1988): 69-74.

Rainey, Anson F. “The sitz im leben of the Samaria Ostraca.” Tel Aviv 6.1-2 (1979): 91-94.

Suriano, Matthew. “A Fresh Reading for ‘Aged Wine’ in the Samaria Ostraca.” Palestine Exploration Quarterly 139, no. 1 (2007): 27-33.

Shea, William H. “The Date and Significance of the Samaria Ostraca.” Israel Exploration Journal 27, no. 1 (1977): 16-27.

Sarah Fuller Flower Adams

Sarah Fuller Flower Adams ou Sally Adams (1805-1848) poetisa, hinista e pioneira do feminismo cristão britânica. É a autora do hino Nearer, my god, to thee (Hinos de Súplicas e Louvores a Deus 454 – Cidadão Dos Céus; Cantor Cristão 283 –Mais perto quero estar meu Deus de Ti).

Filha caçula do editor Benjamin Flower, cresceu em círculos progressistas. Sua irmã mais velha, Eliza Flowers, era uma talentosa musicista e compositora. Depois da morte da mãe em 1810, Benjamin Flower criou e educou suas filhas. Apesar de possuir algum grau de surdez, teve uma breve carreira como atriz, representando Lady Macbeth em 1837.

Em 1820 a familia Flowers mudou-se para Londres, onde seu círculo social incluíam Harriet Martineau, Harriet Taylor, Robert Browning e John Stuart Mill. Casou-se, em 1834, com o engenheiro civil William B. Adams.

Em 1841 Flower Adams publicou Vivia Perpetua. Esse poema alegórico retrata o conflito entre paganismo e cristianismo, bem como defende o livre pensamento, a autonomia espiritual e intelectual feminina. No poema dramático, Vivia Perpétua é uma jovem esposa que se recusa a se submeter ao controle masculino e renunciar às suas crenças cristãs. E por isso, é condenada à morte.

Preparou um catecismo e hinário infantil, The Flock at the Fountain, publicado 1845.

Era membro da congregação unitariana de South Place Chapel em Londres, onde era ministro William J. Fox. Aconselhada por Fox, para sanar suas dúvidas espirituais levantadas em conversas com Browning, dedicou-se à leitura e escrita, compondo o hino Nearer my God to Thee, inspirada no sonho de Jacó (Gn 28:11-12). Mais tarde o hino seria associado à melodia Bethany de Lowell Mason.

BIBLIOGRAFIA

https://hymnary.org/person/Adams_Sarah

Hulcoop, Stephen. Memoirs of the family of Benjamin Flower of Harlow. Compiled from various sources including a transcript of the hymn «Nearer my God to Thee» by Sarah Flower Adams. S. H. Publishing, Harlow, 2003.

Stephenson, H. W. : The Author of Nearer, My God, to Thee, 1922.