Tel-Harsa

Tel-Melá, Tel-Harsa, Querube, Adom e Imer são cidades mencionadas em Neemias 7:61 como o local de origem de um grupo de pessoas que retornaram a Jerusalém após o exílio babilônico. O texto bíblico não fornece detalhes sobre a localização exata dessas cidades, mas o fato de seus habitantes não poderem comprovar sua linhagem israelita sugere que se tratavam de cidades fora de Judá, possivelmente na Mesopotâmia ou em outras regiões do Império Persa.

É provável que essas pessoas fossem descendentes de grupos que haviam sido deportados para o exílio com os israelitas, ou que se juntaram a eles durante o cativeiro. Ao retornarem a Jerusalém, eles se integraram à comunidade judaica, mesmo sem ter uma clara identidade tribal.

Alguns estudiosos associam esses indivíduos aos netineus, um grupo de servidores do Templo que realizavam tarefas auxiliares no culto.

The New Interpreter’s Dictionary of the Bible

The New Interpreter’s Dictionary of the Bible (NIDB), editado por Katherine Doob Sakenfeld, é uma obra de referência abrangente e atualizada que se tornou indispensável para estudiosos, estudantes e qualquer pessoa interessada em aprofundar seu conhecimento bíblico. Publicado em cinco volumes pela Abingdon Press entre 2006 e 2009, o NIDB oferece uma análise detalhada e contextual do mundo bíblico, abordando uma vasta gama de tópicos cruciais para a compreensão das Escrituras.

Com mais de 7.000 páginas e milhares de verbetes, o NIDB explora temas fundamentais como arqueologia, história, geografia, linguística, teologia e análise literária. Inclui descobertas arqueológicas que iluminam as culturas e eventos mencionados na Bíblia, o contexto histórico de Israel e do antigo Oriente Próximo, bem como descrições detalhadas de locais bíblicos. A obra dedica-se à análise das línguas originais da Bíblia, com atenção especial à semântica e à etimologia, além de explorar temas teológicos centrais e diferentes perspectivas interpretativas. Estuda também os gêneros literários presentes nas Escrituras e discute a recepção e influência da Bíblia ao longo da história, cultura e arte, destacando métodos variados de interpretação.

O diferencial do NIDB está em sua abordagem interdisciplinar, reunindo contribuições de especialistas de diversas áreas, como arqueologia, história e teologia, para proporcionar uma visão ampla e multifacetada dos estudos bíblicos. Incorporando as pesquisas e descobertas mais recentes, o dicionário enfatiza a necessidade de compreender a Bíblia em seus contextos históricos, culturais e literários. Ele reflete a diversidade de perspectivas teológicas e metodológicas, promovendo o diálogo e a reflexão crítica. Além disso, inclui recursos complementares como bibliografias abrangentes, tabelas cronológicas, mapas detalhados e ilustrações que enriquecem a experiência do leitor.

Bibliografia:
The New Interpreter’s Dictionary of the Bible (5 vols.; ed. Katherine Doob Sakenfeld; Nashville: Abingdon Press, 2006-09).

Thamud

Thamud foi uma tribo ou confederação tribal localizada no noroeste da Arábia durante a Antiguidade, permanecendo como entidade cultural e histórica até o surgimento do islamismo. A tribo é mencionada em uma inscrição do rei assírio Sargão II, que governou entre 721 e 705 a.C., na qual ele relata ter derrotado os Thamud juntamente com outras tribos árabes descritas como habitando regiões distantes do deserto. Segundo essa inscrição, os sobreviventes teriam sido reassentados em Samaria. No entanto, não existem evidências arqueológicas, bíblicas ou históricas que corroborem esse relato de relocação forçada.

O Alcorão refere-se aos Thamud em diversas passagens, apresentando-os como habitantes de cavernas. Essas referências se concentram em narrativas que associam a tribo a atos de desobediência divina e à subsequente destruição como forma de punição. O Alcorão descreve um profeta enviado a este povo, identificado como Saleh, que teria exortado os Thamud a abandonar práticas iníquas e reconhecer o monoteísmo.

O termo “thamúdico” é usado para designar aproximadamente 15.000 inscrições encontradas em toda a Arábia, escritas em línguas e dialetos diversos, utilizando sistemas de escrita pré-corânicos. Não existe, contudo, uma conexão necessária ou comprovada entre essas inscrições e o povo histórico de Thamud. A relação entre o Thamud descrito em textos assírios e islâmicos e as inscrições thamúdicas permanece incerta, destacando a complexidade da reconstrução histórica de populações antigas na Península Arábica.

Willem Teelinck

Willem Teelinck (1579-1629) foi um teólogo e pregador reformado neerlandês no período da Reforma.

Teelinck estudou teologia na Universidade de Franeker e tornou-se pastor em Middelburg em 1604. Defendia a teologia reformada e pela ênfase na piedade pessoal. Como seguidor do teólogo neerlandês Gisbertus Voetius, Teelinck esteve envolvido na controvérsia sobre a heresia arminiana, defendendo a posição gomarista. Suas ideias teológicas sublinhavam a necessidade de uma estrita obediência à lei de Deus.

Teelinck valorizava a experiência espiritual pessoal e a piedade interior, aproximando-se de tradições como as dos pietistas e quakers nesse aspecto. Ele argumentava que a fé verdadeira deveria ser acompanhada por um coração transformado e uma vida de santidade. Em sua visão, o Espírito Santo desempenhava um papel central na orientação dos crentes para uma compreensão mais profunda da vontade divina. Seus sermões e escritos buscavam promover uma vida cristã moldada pela devoção e pela observância das doutrinas reformadas, reafirmando os princípios fundamentais da Reforma.

Gilbert Tennent

Gilbert Tennent (1703-1764) foi um pregador presbiteriano e teólogo na América colonial. Nascido na Irlanda, imigrou com sua família para a América em 1718, onde se tornou ministro da Igreja Presbiteriana.

Tennent destacou-se no Grande Despertar, um movimento de avivamento religioso que percorreu as colônias no século XVIII. Era conhecido por seu estilo de pregação enfática e por salientar a necessidade de conversão pessoal e de uma experiência autêntica de fé.

Sua teologia enfatizava a soberania de Deus e a importância de um encontro pessoal com Cristo para a salvação. Para Tennent, a verdadeira fé não consistia apenas em uma aceitação intelectual de doutrinas, mas em uma confiança sincera em Deus, que levava a uma vida transformada.

Tennent também criticava a falta de vitalidade espiritual nas igrejas estabelecidas de sua época, particularmente na Igreja Presbiteriana. Afirmava que muitos ministros estavam mais preocupados em preservar a ortodoxia do que em promover o crescimento espiritual genuíno em suas congregações.