Elsa Tamez

Elsa Támez (1950) é uma teóloga mexicana e biblista, associada à teologia da libertação e ao estudo bíblico feminista e contextual. Nascida em Victoria, no México, foi criada na Igreja Presbiteriana e, posteriormente, uniu-se à Igreja Metodista. Sua formação teológica começou na Costa Rica em 1969, onde enfrentou dificuldades por ser mulher ao tentar ingressar no seminário.

Támez graduou-se pela Universidade Nacional da Costa Rica em 1973 e obteve uma Licenciatura em Teologia pela Universidade Bíblica Latino-Americana em 1979. Formou-se também em Literatura e Linguística em 1986 e completou seu Doutorado em Teologia na Universidade de Lausanne, Suíça, em 1990. Sua tese, Contra toda condena: La justificación por la fe desde los excluidos, foi publicada em 1991. Ao longo de sua carreira, atuou como professora na Universidade Bíblica Latino-Americana, onde foi a primeira mulher a assumir a presidência em 1995. Também lecionou na Harvard Divinity School e na Vanderbilt University.

Entre suas principais obras, La Biblia de los oprimidos (1979), traduzida como Bible of the Oppressed (1982), analisa textos bíblicos sob a ótica da opressão e libertação. Outras publicações de destaque incluem The Amnesty of Grace (1993) e Struggles for Power in Early Christianity: A Study of the First Letter of Timothy (2007). Ela também contribuiu para antologias e volumes sobre teologia feminista. Támez teve papel importante na criação de uma comissão de mulheres na Associação Ecumênica de Teólogos do Terceiro Mundo, com o objetivo de promover a contribuição das mulheres na teologia.

Sua atuação teológica foi reconhecida com prêmios como o Prêmio Hans Sigrist em 2000. Atualmente, Elsa Támez reside na Colômbia com sua família e segue sendo uma voz de impacto no debate teológico contemporâneo.

Theodor Zahn

Theodor Zahn (1838–1933) foi um teólogo e biblista alemão, centrado nos estudos sobre o Novo Testamento. Dedicou-se à teologia e à filologia, e atuou como professor na Universidade de Erlangen.

Sua obra mais notável é a extensa Introdução ao Novo Testamento, uma análise sistemática que explora o contexto histórico, a autoria e as implicações teológicas dos textos do Novo Testamento.

Zahn enfatizava a importância de entender os contextos históricos e culturais dos textos bíblicos. Defendia que uma interpretação adequada do Novo Testamento deveria considerar as condições sociopolíticas da comunidade cristã primitiva. Seu método combinava crítica textual com dados históricos e arqueológicos.

Além de seu trabalho histórico, Zahn abordou doutrinas centrais do cristianismo. Em sua obra O Credo Apostólico: Um Esboço de Sua História e um Exame de Seu Conteúdo, discorreu sobre a interseção entre teologia e o desenvolvimento histórico do cristianismo primitivo.

Elisabeth Schüssler Fiorenza

Elizabeth Schüssler Fiorenza (1938-) é uma teóloga e biblista católica, proponente de exame crítico da Bíblia e suas interpretações sob uma perspectiva feminista.

Nascida em Viena, Áustria, Schüssler Fiorenzase mudou para os Estados Unidos, após seu doutorado pela Universidade de Würzburg, na Alemanha. Ocupou cargos acadêmicos em instituições como a Harvard Divinity School e a Universidade de Notre Dame. Seu trabalho influenciou profundamente os debates contemporâneos sobre gênero, poder e a interpretação de textos sagrados. Entre suas publicações, destaca-se “In Memory of Her: A Feminist Theological Reconstruction of Christian Origins”, obra na qual ela critica interpretações tradicionais dos textos cristãos que historicamente marginalizaram as vozes femininas.

Schüssler Fiorenza defende uma hermenêutica feminista, buscando revelar e amplificar as experiências e perspectivas das mulheres nas Escrituras. Argumenta que as interpretações dominantes geralmente refletem preconceitos patriarcais que distorcem ou obscurecem o papel das mulheres no cristianismo primitivo. Para descrever as hierarquias de poder complexas que vão além do gênero, incluindo questões de raça, classe, sexualidade e outras formas de estratificação social, Schüssler Fiorenza introduziu o termo “kiriarquia.” Esse conceito busca mostrar a natureza multifacetada das opressões e chama a atenção para uma compreensão das dinâmicas de poder nos textos religiosos.

Salienta o peso da interpretação comunitária e contextual dos textos bíblicos, defendendo que a leitura e análise das Escrituras devem estar enraizadas nas experiências vividas por comunidades, especialmente aquelas marginalizadas pelas abordagens teológicas dominantes. Um aspecto do trabalho de Schüssler Fiorenza é a recuperação das vozes e histórias de mulheres na Bíblia.

Sua teologia política integra justiça social e libertação como componentes essenciais da prática da fé. Através dessa abordagem, Schüssler Fiorenza propõe uma teologia que não apenas interpreta as Escrituras, mas que também atua em prol de uma sociedade mais justa e inclusiva.

As contribuições de Elizabeth Schüssler Fiorenza foram fundamentais para a teologia feminista, influenciando tanto o discurso acadêmico quanto a prática em comunidades de fé.

Harry Van Loon

Harry Van Loon (1880-1920) foi pioneiro no movimento pentecostal nos Estados Unidos e Canadá no início do século XX, ligado a William Durham.

Em 1907, Van Loon era um dos principais propagadores da mensagem da Missão de North Avenue. Foi um dos primeiros ministros credenciados por Durham.

Acompanhou Durham para Los Angeles, onde após a morte do mentor e amigo em 1912, viria ser um dos pioneiros do movimento de batismo em nome de Jesus. Contudo, Van Loon viria a se associar a denominações trinitarianas.

Em 1913, Van Loon passou a se afiliar à denominação pentecostal afro-americana Churches of God in Christ. Mais tarde, ele se posicionou de forma contundente na reunião do Conselho Geral das Assembleias de Deus de 1916, manifestando-se contra a adoção de uma declaração de doutrinas fundamentais, que visava consolidar uma teologia comum entre os pentecostais.

Clipping: Obituário de Rosina Francescon

Por ocasião da convenção anual da Igreja Cristã da América do Norte (na época, com a sigla CCNA) em 1953, um de seus moderadores, Michele Palma (1884–1963), anunciou o falecimento de Rosina Balzano Francescon. Palma, amigo de longa data de Rosina, redigiu este obituário, que foi publicado no volume 15, número 9, do periódico do movimento pentecostal ítalo-americano Il Faro.

https://zenodo.org/records/13958731