Estado pós-morte

O estado pós-morte ou pós-vida é uma área da escatologia que discute o destino pessoal dos seres humanos ao final da vida.

Do período pré-exílico ao final do período persa havia uma vaga noção da existência após a morte. O sheol seria o local dos mortos.

No Judaísmo da Antiguidade Tardia, surgiram diversas perspectivas sobre a vida após a morte. Quatro pontos de vista principais sobre a existência depois da morte ganharam destaque.

A primeira perspectiva, “Ressurreição do Corpo”, destaca o reavivamento físico. Textos como Daniel e 2 Macabeus enfatizam a restauração da vida do corpo, concentrando-se na existência corporal e não na jornada independente da alma.

Por outro lado, o segundo ponto de vista, “Imortalidade da Alma”, enfatiza a existência eterna da alma, independentemente do destino do corpo. A Sabedoria de Salomão e 4 Macabeus pressupõem esta perspectiva, sugerindo uma forma de vida contínua sem necessariamente depender da ressurreição corporal.

A terceira perspectiva, uma “Síntese de Corpo e Alma”, busca uma integração harmoniosa de ambos os elementos. Pseudo-Focilides e 4 Esdras representam esta visão, propondo um estado futuro onde a imortalidade da alma coexiste com a ressurreição do corpo, prevendo uma vida após a morte holística.

Contrastando estas perspectivas, a quarta visão nega qualquer existência post-mortem, defendendo o esquecimento ou o nada após a morte. Textos como Eclesiastes e Siraque, juntamente com certas inscrições dispersas, não apresentam a ideia de uma vida após a morte tanto para o corpo como para a alma, algo chamado de mortalismo.

O cristianismo aparentemente desde o início defendeu a ressurreição do corpo, com algumas perspectivas de síntese do corpo e da alma. Contudo, houve casos de mortalismo, como bispo Sinésio de Cirene. O estado intermediário ficou sem alguma precisão teológica no primeiro milênio da cristandade.

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