Apocalipse de Pedro

O Apocalipse de Pedro é um relato pseudoepígrafo (atribuído falsamente) de uma visão que o apóstolo Pedro teria tido. Sua origem provável é no Egito, por volta 135. Provavelmente associado com comunidades gnósticas, é uma das mais antigas descrições cristãs das punições do inferno.

O Apocalipse de Pedro concentra-se na descrição de diferentes classes de pecadores e suas respectivas punições.

O livro deixou influências no cristianismo. Foi citado por Teófilo de Antioquia (c. 180), Clemente de Alexandria (c. 215), Metódio de Olimpo (c. 311) e Macário Magno (c. 400). Ainda a Divina Comédia de Dante e os testemunhos atuais de visitações ao inferno atestam a influência dessa obra.

Parte da literatura petrina, aparece como canônico para Clemente de Alexandria e Cânone Muratoriano. Eusébio considerava-o como espúrio.

O texto completo foi descoberto no inverno de 1887 no cemitério A em al-Hawawis na necrópole do deserto de Akhmim. Consiste em folhas de pergaminho da versão grega escritos no século VIII ou IX. Uma tradução etíope é conhecida desde 1910, com divergências com o texto grego.

Em sua descrição do céu e do inferno, o Apocalipse se baseia nas religiões de mistério órfico-pitagóricas. O inferno desse apocalipse remete ao tártaro dos gregos. A figura do rio de fogo certamente remonta ao antigo Egito. Deve-se à apocalíptica judaica os temas do juízo final, a ressurreição dos mortos e a destruição do mundo pelo fogo.

Geena

Gehenna ou Geena, em hebraico גֵיא בֶן-הִנֹּם, Geh Ben-Hinom, literalmente “Vale do Filho de Hinom”. Em grego Gehenna é uma transliteração.

É também chamado de vale dos ​​filhos de Hinom (2 Reis 23:10), do filho de Hinom’ (Jr 19:2), ou simplesmente de Hinom (Ne 11:30).

Está localizado ao sudoeste, fora das muralhas, de Jerusalém, contíguo ao vale do Cedron. Descia a mais de 180 metros de sua fonte original. Hoje é conhecido como Wadi er-Rababi.

Aparece como um termo puramente geográfico (Js. 15:8; 18:16; Neh. 11:30); ou para eventos históricos que aconteceram lá (2 Rs. 23:10; 2 Cr. 28:3; 33:6; Jr 32:35); e profecias sobre uma guerra no vale em que Deus punirá os apóstatas de Judá (Jr 7:31,32; 19:2,6).

No Novo Testamento aparece em Mt 5:22, 29, 30; 10:28; 18:9; 23:15, :33 Marcos 9:43, 45, 47; Lucas 12:5 Tiago 3:6. Não há bases históricas, bíblicas ou arqueológicas a suposição de que seria local de queima de corpos, principalmente de condenados, ou de lixo.