Epístola a Tito

Essa epístola paulina é uma das três “Epístolas Pastorais”. Apregoa que a mudança pelo poder do evangelho transforma vidas, assim encoraja o exercício das funções ministeriais, inclusive na correção dos enganos de falsos mestres e e legitimiza a autoridade do ministério da igreja em coibir erros morais e doutrinários.

Epístola aos Filipenses

Uma apresentação da beleza da vida no evangelho, nessa epístola paulina destinada aos cristãos de Filipos, na Macedônia, possui um notório tom de alegria e regozijo, apesar de ter sido escrito por Paulo da prisão.

A epístola contém fragmentos de antigos hinos cristãos antigo. O mais reconhecido é o sobre a Kenosis, (Fp 2:6-11), a humildade de Cristo em tornar-se servo.

Epístola aos Colossenses

Nessa epístola paulina a identificação do crente com a morte em Cristo serve de advertência contra erros legalistas (Colossenses 2:8) .

Não há registros que Paulo tenha então estado em Colossos. É provável que a autoridade do apóstolo foi requisitada para resolver problemas doutrinários.

Há semelhanças notáveis ​​com a epístola aos Efésios. Ambas cartas foram direcionadas à mesma região na Ásia menor (Colossos está cerca de 100 km de Éfeso). Ambas enfocam o senhorio de Cristo e já retratam os crentes com co-participantes de seu domínio e ambas possuem a Haustafeln (regras de convívio familiar).

Em uma leitura sob a perspectiva da Hausftafeln de ambas epístolas dá a entender que a comunidade de cristãos seria a Casa de Cristo. No Mediterrâneo da Antiguidade Clássica, um pater familias ou patrono morava em vilas e tinha um séquito de clientes, servos e parentes. Sua autoridade (domínio) sobre sua casa era absoluta na esfera doméstica.

Em Roma os clientes (pessoas livres, mas com obrigações morais ou econômicas), não importava o quanto rico ou poderoso fosse, tinha que prestar homenagem, se possível diariamente, na casa do patrono. A amicitia (amizade) era um tipo de relacionamento que somente ocorria entre iguais, nunca entre um patrono e cliente, senhor e servo. As relações eram tensas quando os clientes e servos por vezes tinham mais meios que os senhores. E muitos senhores tinham comportamentos não muito apreciáveis.

Tanto Colossenses e Efésios retratam uma relação de amor e fé dentre os membros da Casa de Cristo. Portanto, a relação interna da Casa não deveria ser por obrigação, aparência, como sicofantas (fazer obras para ganhar favor do Senhor), mas centrada em uma fé livre.

A recepção teológica dessa epístola varia. A leitura tradicional dos sistemas teológicos agostinianos (luteranos e reformados principalmente) enfocam nessas epístolas o ínicio da Ordo Salutis (a justificação). Já a leitura anabatista enfoca depois da justificação, Cristo como cabeça e a Igreja como corpo. Assim, os crentes são chamados à santificação, fidelidade a Deus, dissipação de falsas doutrinas e práticas entre os já convertidos.