Jordão

Rio Jordão, em hebraico יַרְדֵּן, jarda; em grego Ἰορδάνης, Iordanēs, é um rio que flui do Monte Hermom, atravessa o Mar da Galileia e depois até o Mar Morto.

O vale do Jordão separa as Planícies Costeiras e a Cordilheira Central, a oeste, das Terras Altas da Transjordânia e as Planícies da Jordânia, a leste.

É o maior rio de Israel, forma-se a partir de três afluentes perto do Monte Hermom. Esses afluentes – Bareighit, Hasbani e Banias – encontram-se no Lago de Hula. Daí são 215 quilômetros até o Mar Morto. Seus afluentes principais sãos o rios Jarmuque e Jaboque.

O Jordão é mencionado mais de 180 vezes no Antigo Testamento e 15 vezes no Novo Testamento. Apesar das tribos transjordânicas, marcava a fronteiras entre terras prometidas e territórios estrangeiros. A travessia do Jordão por Josué simbolizou o fim do êxodo e o início da conquista, marcado por pedras memoriais em Gilgal. Elias e Eliseu igualmente atravessaram miraculosamente o Jordão.

Seu vale fértil sustentou povoações ao longo da história, defendidas pelas suas muralhas naturais e localizações estratégicas. Entre essas localidades estão Dã, Hazor,Betsaida, Cafarnaum, Gilgal e Jericó. A atual nação Jordânia herdou-lhe o nome.

Aava

Aava, em hebraico אַהֲוָא, foi um corpo d’água — rio ou canal — onde Esdras reuniu uma leva de retornantes a Jerusalém (Ed 8:21, 31). A recensão grega de 1 Esdras 8:41, 61 chama-o de Tera (Θέρα, Thera). Ficava na Mesopotâmia, mas sua localização atual é desconhecida.

Rio Ulai

O rio Ulai, mencionado nos livros de Daniel 8:2 e 8:16, foi local para as visões proféticas de Daniel. O nome Ulai deriva do hebraico אולי (Ulay) e, em grego, é conhecido como Eulaios (Εὔλαιος). O rio Ulai fluía na região de Elão, próximo à cidade de Susã, um importante centro administrativo do antigo Império Persa.

A localização do rio Ulai, em um contexto histórico e geográfico relevante, reforça a importância das visões de Daniel. O rio foi cenário da visão do carneiro e do bode, que simbolizam os impérios Medo-Persa e Grego.