Exílio babilônico

O Exílio na Babilônia ou o Cativeiro Babilônico foi a detenção forçada de judeus na Mesopotâmia após a conquista do reino de Judá entre 598-539 a.C.

As deportações, exílio ou cativeiro eram uma política emigração forçada na antiguidade. Essa política era empregada em larga escala para fins políticos, seja para aniquilar um povo, repovoar alguma região estratégica ou para fundir várias nacionalidades.

A primeira deportação de líderes e povo de Judá ocorreu em 598/7 a.C., mas depois de uma revolta e destruição de Jerusalém ocorreu outra deportação em 587/6 a.C.

Entre 10 mil e 30 mil pessoas foram deportadas e estabeleceram em vários locais ao sul da Mesopotâmia. Esses eventos são registrados em 2 Re 24:8-12 e nas Crônicas de Nabucodonosor.

A literatura bíblica — como muitos salmos, Lamentações, Ezequiel e Daniel — registra o período do exílio, bem como o apócrifo Tobias e os arquivos da comunidade dos judeus em Al-Yahud.

A vida religiosa e cultural dos judeus foi preservada. Surgiu uma reflexão para entender os acontecimentos, além de um apego de muitos exilados a um estrito monoteísmo que interpretava suas sortes como consequência de desobediência coletiva ao culto a Deus. Um santuário existia em Casífia (Ed 8:17), talvez antecedendo a formação das sinagogas.

O cativeiro terminou formalmente em 538 a.C, quando o conquistador persa da Babilônia, Ciro, o Grande, deu aos judeus permissão de retorno. Até então, muitos israelitas tinham ficado no território do antigo Israel e Judá, além dos que deixaram a Babilônia em vários momentos. Apesar do decreto de Ciro (não relacionado com seu famoso cilindro), alguns judeus escolheram permanecer na Babilônia, formando a Diáspora israelita.

FONTES EXTRABÍBLICAS

Crônicas de Nabucodonosor (c550-400)

Tabuletas de Al-Yahudu (572-477)

Tabuletas de Murashu (c530)