Pelatias

O nome Pelatias significa entregue por Yahweh.

  1. Pelatias, filho de Hananias, filho de Zorobabel. (1 Cr 3:21)
  2. Pelatias, um dos chefes dos saqueadores simeonitas que, no reinado de Ezequias, fez uma expedição ao Monte Seir e atacou os amalequitas. (1 Cr 4:42)
  3. Pelatias, um dos chefes do povo e provavelmente o nome de uma família que selou a aliança com Neemias. (Neemias 10:22)
  4. Pelatias, filho de Benaias, um príncipe dos judeus contra quem Ezequiel profetizou e ele morreu imediatamente (Ezequiel 11:5-12).

Joanã

  1. Um dos heróis gaditas que se juntou a Davi no deserto de Judá (1 Cr 12:12).
  2. O primogênito do rei Josias (1 Cr 3:15).
  3. Joanã, filho de Careá, um dos líderes judeus durante o governo de Gedalias, a quem Nabucodonosor havia nomeado governador em Jerusalém (2 Re 25:23; Jr 40:8). Joanã alertou Gedalias sobre os planos de Ismael contra ele, umas foi ignorado (Je 40:13, 16). Atacou o assassino do governador e resgatou os cativos (41: 8, 13, 15, 16). Ele e seus seguidores fugiram para Tapanes, no Egito (43: 2, 4, 5), levando Jeremias .

Cilindro de Ciro

O Cilidro de Ciro é um decreto comemorando a vitória de Ciro, o rei persa, na conquista da Babilônia.

O Cilindro de Ciro é frequentemente relacionado com o decreto de Ciro em Esdras 1. No entanto, a inscrição versa sobre a restituição de objetos de cultos de cidades ao redor da Babilônia, aprendidos por Nabonido. Esta passagem não discorre sobre os judeus ou Jerusalém. Ademais, somente reinado de Cambises, filho de Ciro, que a região de Jerusalém se tornou parte do Império Persa.

O Cilindro de Ciro é um importante documento que identifica a política persa de tentar conquistar as simpatias dos povos sob seu domínio, com ações de tolerância religiosa e auto-governo étnico.

BIBLIOGRAFIA

https://www.livius.org/sources/content/cyrus-cylinder/cyrus-cylinder-translation/

Exílio babilônico

O Exílio na Babilônia ou o Cativeiro Babilônico foi a detenção forçada de judeus na Mesopotâmia após a conquista do reino de Judá entre 598-539 a.C.

As deportações, exílio ou cativeiro eram uma política emigração forçada na antiguidade. Essa política era empregada em larga escala para fins políticos, seja para aniquilar um povo, repovoar alguma região estratégica ou para fundir várias nacionalidades.

A primeira deportação de líderes e povo de Judá ocorreu em 598/7 a.C., mas depois de uma revolta e destruição de Jerusalém ocorreu outra deportação em 587/6 a.C.

Entre 10 mil e 30 mil pessoas foram deportadas e estabeleceram em vários locais ao sul da Mesopotâmia. Esses eventos são registrados em 2 Re 24:8-12 e nas Crônicas de Nabucodonosor.

A literatura bíblica — como muitos salmos, Lamentações, Ezequiel e Daniel — registra o período do exílio, bem como o apócrifo Tobias e os arquivos da comunidade dos judeus em Al-Yahud.

A vida religiosa e cultural dos judeus foi preservada. Surgiu uma reflexão para entender os acontecimentos, além de um apego de muitos exilados a um estrito monoteísmo que interpretava suas sortes como consequência de desobediência coletiva ao culto a Deus. Um santuário existia em Casífia (Ed 8:17), talvez antecedendo a formação das sinagogas.

O cativeiro terminou formalmente em 538 a.C, quando o conquistador persa da Babilônia, Ciro, o Grande, deu aos judeus permissão de retorno. Até então, muitos israelitas tinham ficado no território do antigo Israel e Judá, além dos que deixaram a Babilônia em vários momentos. Apesar do decreto de Ciro (não relacionado com seu famoso cilindro), alguns judeus escolheram permanecer na Babilônia, formando a Diáspora israelita.

FONTES EXTRABÍBLICAS

Crônicas de Nabucodonosor (c550-400)

Tabuletas de Al-Yahudu (572-477)

Tabuletas de Murashu (c530)

Livro de Ezequiel

Quando já não havia mais esperança em meio ao cativeiro babilônico, uma série de profecias e visões anunciam a restauração do povo israelita por obra de Deus.

O sacerdote exilado na primeira deportação da Babilônia (597) Ezequiel recebe um chamado e visões (1-3). Profetiza o julgamento de Judá e Jerusalém (4-25) e oráculo contras as nações (26-32). Depois da queda de Jerusalém em 586, no entanto, também profetiza sobre a futura restauração do povo (33-39), representada pela visão dos ossos secos que ganharam vida (37:1-14) e de um novo reino e templo (40-48). Esta última parte consiste em uma visão apocalíptica, como Dn 7-12 e Zc 9-14.

Ezequiel é mencionado pelo nome somente duas vezes na Bíblia (Ezequiel 1:3; 24:24). Ele morava às margens do canal Quebar, que atravessava a região sul do Império Babilônico, perto da cidade de Nippur. Ezequiel 3:15 nomeia a região como Tel-Abib.

ATOS SIMBÓLICOS

3:22-26: Ezequiel tranca-se amarrado em casa.
4:1-3: Cerca um tijolo com a inscrição do nome de Jerusalém
4:4-6: Ezequiel deita de lado dessa maquete por 390 e 40 dias
4:8. Ezequiel amarra-se
4:9-13: Ezequiel come excremento.
5:1-4: Ezequiel destroi sua barba e seu cabelo de três maneiras
12: 1-16: Cava um buraco na parede da casa e empacota seus pertences todas as noites em um exílio simulado
12: 17-20: comer e beber com temor
21: 6-7 lamenta-se diante do povo com o coração contrito
21: 18-24 marca dos dois caminhos para a espada do rei da Babilônia
24: 15-24: sua esposa morre, mas ele não pode se enlutar e o templo é destruído.
37: 15-28: Escreve os nomes dos dois reinos de Judá e Israel em uma tabuleta que se juntam.

PARÁBOLAS DE EZEQUIEL

  1. Julgamento: a madeira e a vinha 15:1-18
  2. Traição: o exposto e a adúltera 16
  3. Rebelião: a águia e o cedro 17
  4. Purificação: a fornalha: 22:17-22
  5. Traição: as duas prostitutas 23
  6. Pureza: o cozido 24:1-14
  7. Juízo sobre Tiro: naufrágio 27
  8. Líderes inúteis: pastores infiéis 34
  9. Remorso ou restauração: os ossos secos

CRONOLOGIA

DESTAQUES

Uma das visões mais marcantes ​​do livro é o trono de Deus, colocado acima de uma espécie de carruagem em movimento (1:4-28; 10:3-22).

Existem várias expressões peculiares nesse livro. O profeta é consistentemente chamado por Deus de “filho do homem”. É entendido a frase como “mortal”.

As visões de Gog e Magog (38-39) ganharam interpretações escatológicas.

A profecia contra a cidade e o rei de Tiro (26-28) foi interpretada como um tipo ou figura de Satanás ou Lúcifer.

ALUSÃO E EXEGESE INTRA-BÍBLICA

Apesar de Ezequiel não ser citado por outros autores da Bíblia Hebraica (e o nome somente aparece para uma pessoa não relacionada em Crônicas), o livro de Ezequiel alude à várias tradições antecedentes e foi recepcionado no Novo Testamento.

Vários textos de Ezequiel parecem aludir aos textos P, especialmente Levítico. Há vários paralelos entre Lv 26 e Dt 28 com as maldições dos tratados de vassalagens que também aparecem em Ezequiel.

Existem muitas alusões a Ezequiel no Novo Testamento.

  1. João 15 e 10 usa as imagens da videira e do pastor como Ez 15 e 34.
  2. João 20: 19–22 pode referir-se a Ez 37:1–14.
  3. O rolo ou livro (מְגִלָּה, megillah) que Ezequiel e João comeram (Ez 3:1-3; Ap 10:9-11).
  4. Simbolismo em Ez 1 e a visão de João do céu Ap 4:2-7.
  5. Gogue e Magogue (Ap 19: 17–21; 20: 7–10; Ez 38–39)