Erik Pontoppidan

Erik Ludvigsen Pontoppidan (1698 – 1764) foi um bispo luterano da Igreja Dano-Norueguesa, historiador, antiquário e teólogo.

Pontoppidan escreveu um Catecismo que influenciou o pensamento e a prática religiosa dinamarquesa e norueguesa. Propôs uma síntese entre a espiritualidade pietista e o confessionalismo da Igreja Estatal luterana.

Mikael Agricola

Mikael Agricola (c. 1510-1557) foi um bispo finlandês, reformador e autor pai da literatura finlandesa.

Nascido na cidade de Pernå, onde hoje é a Finlândia, Agricola foi educado na Universidade de Turku e mais tarde estudou teologia em Wittenberg, Alemanha.

Inspirado pelos ensinamentos de Martinho Lutero, Agricola se tornou uma figura chave na Reforma Protestante na Finlândia e trabalhou para traduzir a Bíblia e outros textos religiosos para o finlandês.

Publicou sua tradução do Novo Testamento para o finlandês em 1548. Esse trabalho foi um marco na literatura finlandesa e desempenhou um papel importante no desenvolvimento da língua finlandesa. Agricola também escreveu uma série de outras obras, incluindo catecismos e hinos.

Johannes Scharpius

Johannes Scharpius ou  John Sharp (1572-1629) foi um teólogo escocês do século XVI.

Scharpius estudou em St. Andrews antes de se tornar pastor em Kilmany, Fife. Devido à sua oposição à repressão de James VI, ele foi exilado e acabou se tornando professor de teologia em Die, no Delfinato. Mais tarde, voltou para a Grã-Bretanha e tornou-se professor de teologia em Edimburgo.

Sua obra “Cursus Theologicus”, um tratado teológico sistemático que cobre tópicos como Deus, a Trindade, a criação, o pecado, a redenção e os sacramentos foi empregada em vários cursos na época.

BIBLIOGRAFIA

https://www.prdl.org/author_view.php?a_id=492

Fausto Socino

Faustus Socinus, Sozzini ou Socino (1539 -1604) teólogo e reformador radical ítalo-polonês.

Originário de Siena, estudou em Lyon, e em outras universidades. Até 1574 fazia parte da corte dos Medici em Florença, Itália. Aderindo ao protestantismo, passou a viver em Basel, onde se aprofundou em teologia.

Fausto aprofundou e sistematizou o pensamento de seu tio, Lélio Socino. Em 1578 foi para a Transilvânia para resolver a controvérsia dos Nonadorantes (seguidores Ferenc Dávid que não adoravam a Jesus). No ano seguninte, mudou-se para a Polônia, onde permaneceu até sua morte.

No sínodo de Rakov (Polônia) em 1603 foi formalizada a Igreja dos Irmãos Polacos (Igreja Reformada Menor), para a qual Fausto redigiu uma confissão e o catecismo Racoviano. Ironicamente, Fausto nunca se tornou membro da Igreja dos Irmãos Polacos.

O pensamento socianiano foi caracterizado pela rejeição das doutrinas cristãs tradicionais, como a Trindade e a divindade de Jesus, enfatizando a unidade de Deus e a humanidade de Jesus. Os socinianos faziam parte de uma tendência mais ampla da Reforma radical de questionar e criticar o dogma religioso tradicional.

O racionalismo, a crença de que o conhecimento deveria ser baseado na razão e na evidência, e não na fé ou na tradição, era um elemento importante do pensamento sociniano. Por isso, a razão e a investigação crítica deveriam ser usadas para interpretar as escrituras e compreender a natureza de Deus, em vez de confiar na aceitação cega da doutrina estabelecida.

Valores iluministas como liberdade, democracia e individualismo também foram centrais para o socinianismo. Socino defendia a tolerância religiosa e rejeitava a perseguição religiosa.

Lélio Socino

Lelio Francesco Maria Sozzini ou Lélio Socino (1525-1562) foi um teólogo italiano e fundador do movimento sociniano, um grupo da Reforma radical que rejeitou muitas doutrinas cristãs que não houvesse uma formulação bíblica explícita.

Socinus nasceu em Siena, na Itália, mas passou grande parte de sua vida viajando pela Europa para divulgar suas ideias. Treinado como jurista, em 1546 entrou com o grupo de reformadores evangélicos de Veneza e, depois de aderir a Reforma, passou a morar na Suíça, principalmente em Zurique depois de 1550. Visitou Basel, onde conheceu vários estudiosos humanistas, incluindo Sebastian Castellio, além de fazer conferências com Calvino (1548) e Melânchthon (1550). Viajou pela Polônia e Transilvânia e trabalhou em estreita colaboração com outros pensadores radicais, como seu sobrino Fausto Sozzini e Johannes Crellius.

Socino acreditava que o cristianismo deveria ser baseado na razão e na investigação racional, e não em crença cega. Argumentou que a Bíblia deveria ser interpretada com base racional e literária e que o verdadeiro significado de seus ensinamentos só poderia ser discernido por meio de estudo e análise cuidadosos.

Embora não fosse explicitamente antitrinitário, suas ideias foram levadas a uma conclusão unitária por seu sobrino Fausto. Apesar de seus esforços, as ideias de Socino foram amplamente rejeitadas pelas igrejas de seu tempo. Seus ensinamentos foram vistos como heréticos e ele foi frequentemente perseguido e exilado. No entanto, suas ideias continuaram a influenciar pensadores e movimentos posteriores, como o Unitarismo e o Iluminismo.