Nabonido

Registros históricos apontam para Nabonido (555 – 539 a.C.) como o último monarca babilônico. As Crônicas de Nabonido (descobertas em 1884), as Inscrições de Nabonido em Harran (descobertas publicadas em 1956) e a Oração de Nabonido encontrada nos manuscritos do Mar Morto (4QPrNab) apontam para um período de ausência do rei. Nesse período, Nabonido teria ficado em Temã, um oásis no noroeste da Arábia, e seu filho Belsazar (r.550–539 a.C.) permaneceu como regente da Babilônia.

Os interesses de Nabonido pela história motivou-o a escavar em busca de artefatos, escrever uma cronologia da história mesopotâmica e construído um museu. Relegando as deidades babilônicas, teria voltado ao culto do deus Sin (Nanna dos sumérios), representado pela lua crescente e tido como o criador de todas as coisas, pai dos céus e chefe dos deuses. É possível que na narrativa dos capítulos 2 a 4 de Daniel houvesse uma combinação das histórias dos dois reis.

Semelhante a Enkidu, o homem feral do épico de Gilgamesh, Nabucodonosor (ou Nabonido) teria vivido no campo como animal, antes de sua restauração. Por fim, após a sua morte, o Império Babilônico sucumbiu aos persas.

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