Baalate

Baalate, em hebraico בַּעֲלַת, designação de duas localidades incertas, talvez fossem as mesmas.

  1. Baalate, cidade atribuída à tribo de Dã (Josué 19:44).
  1. Baalate, cidade-armazém construída por Salomão, a oeste de Gezer, no território de Dã (1 Reis 9:18; 2 Crônicas 8:6).

Rita Nakashima Brock

Rita Nakashima Brock (nascida em 1950) é uma teóloga e estudiosa da religião americana. Nakashima Brock discorre sobre a interseção entre cristianismo e violência.

Nasceu em Fukuoka, Japão, filha de pai americano e mãe japonesa. Sua família se mudou para os Estados Unidos quando ela era criança e cresceu na Califórnia.

Brock obteve seu diploma de graduação na Universidade da Califórnia, em Santa Cruz, e passou a estudar na Pacific School of Religion em Berkeley, onde recebeu seu título de Mestre em Divindade. Obteve seu Ph.D. em teologia pela Graduate Theological Union, também em Berkeley.

Brock ocupou vários cargos acadêmicos ao longo de sua carreira, inclusive atuando como professor na Universidade da Califórnia, Riverside e na Escola de Religião da Universidade Hamline em St. Paul, Minnesota. Ela também atuou como diretora do Programa de Bolsas no Instituto Radcliffe de Estudos Avançados da Universidade de Harvard.

Brock é autora ou co-autora de vários livros, incluindo “Soul Repair: Recovering from Moral Injury after War”, que ela co-escreveu com Gabriella Lettini, e “Saving Paradise: How Christianity Traded Love of This World for Crucifixion and Empire ”, que ela co-escreveu com Rebecca Ann Parker. Seu trabalho foi reconhecido com inúmeros prêmios e honrarias, incluindo uma bolsa Guggenheim e uma residência no Bellagio Center da Fundação Rockefeller, na Itália.

Em Saving Paradise: How Christianity Traded Love of this World for Crucifixion and Empire, as autoras Rita Nakashima Brock e Rebecca Ann Parker exploram a evolução histórica da teologia e da iconografia cristã. Elas relatam sua busca para compreender a proeminência da cruz na tradição cristã, inspiradas pela história das mulheres que foram lamentar a morte de Jesus. Surpreendentemente, sua pesquisa revelou que a arte cristã primitiva raramente enfatizava a cruz. Quando ela aparecia, era representada em meio a imagens exuberantes de um paraíso, simbolizando vida e renovação, em vez de sofrimento.

Essa ausência de um tema dominante de crucificação levou as autoras a questionar como o foco do cristianismo mudou de uma visão de paraíso para uma ênfase na cruz e sua associação com violência e redenção. Elas traçam essa transformação à crescente aliança do cristianismo com os poderes imperiais, argumentando que essa mudança teve implicações profundas para a teologia e a prática cristãs. Brock e Parker convidam os leitores, especialmente as mulheres, a refletirem sobre o potencial de um cristianismo centrado no paraíso para a fé e a vida contemporâneas.

BIBLIOGRAFIA

Brock, Rita Nakashima. Journeys by Heart : A Christology of Erotic Power. New York , 1988.

Brock, Rita Nakashima, and Gabriella Lettini. Soul repair: Recovering from moral injury after war. Beacon Press, 2012.

Brock, Rita Nakashima, and Rebecca Ann Parker. Saving paradise: How Christianity traded love of this world for crucifixion and empire. Beacon Press, 2008.

Hivi al-Balkhi

Hivi al-Balkhi (820-893 EC) foi um médico, filósofo e poeta judeu que viveu no mundo islâmico medieval. Sua posição cética influenciou o racionalismo judaico.

Hivi al-Balki nasceu na cidade de Balkh, no atual Afeganistão, e passou a maior parte de sua vida no Califado Abássida, onde ganhou fama como médico e como membro proeminente da elite intelectual e cultural. Fazia parte de uma viva comunidade intelectual e cultural judaica no mundo islâmico. Seu trabalho reflete a influência das tradições intelectuais judaicas e muçulmanas.

Além de seu trabalho médico, Hivi al-Balkhi também foi filósofo e poeta. Escreveu livros sobre filosofia, entre eles um tratado sobre ética chamado “Kitab al-Mahasin” e um trabalho sobre metafísica chamado “Kitab al-Talim”.

Como médico, Hivi al-Balkhi fez avanços em farmacologia e abordagens inovadoras para o tratamento médico. Escreveu vários livros sobre medicina, incluindo uma enciclopédia médica abrangente chamada “Kitab al-Musta’ini”, amplamente usada por médicos em todo o mundo islâmico.

Em 875 al-Balkhi escreveu um livro com duzentas objeções à origem divina da Bíblia. Assim, foi considerado um epikoros (apóstata). Saadia Gaon escreveu um livro para refutá-lo, mas ambas as obras foram perdidas.

Menahem ben Saruq

Menahem ben Saruq (c. 920-c. 970) foi um gramático, lexicógrafo e poeta judeu que viveu na Espanha islâmica. Foi pioneiro da gramática e lexicografia hebraica.

A principal contribuição de Menahem ben Saruq para os estudos hebraicos foi o desenvolvimento de uma abordagem sistemática para o estudo da lexicografia hebraica. Sua obra mais importante, o “Mahberet” (Thesaurus), foi um dicionário abrangente da língua hebraica que incluiu mais de 4.000 verbetes.

Hasan Bar Bahlul

Hasan Bar Bahlul, também conhecido como Olaph-Dolath, foi um poeta e filólogo que viveu no século X dC.

Bar Bahlul realizou seus extensos trabalhos no campo da língua e literatura árabe, incluindo o léxico, Al-Kamel fi al-Lughah (O [livro] completo sobre a linguagem).

Este léxico é um dicionário abrangente da língua árabe, contendo mais de 30.000 verbetes. Cobre uma ampla área de tópicos, incluindo gramática, sintaxe, semântica e etimologia. Também inclui exemplos de uso e explicações dos significados e contextos de várias palavras e frases.

O léxico inclui verbetes para muitas palavras e frases encontradas na Bíblia e em outros textos religiosos. É um recurso para entender o significado e o contexto dessas palavras.

Hasan Bar Bahlul era bem versado em língua e literatura siríaca, e seu léxico inclui muitas entradas relacionadas ao vocabulário e gramática siríaco. Isso torna o léxico um recurso valioso para estudiosos que estudam textos siríacos, pois fornece informações sobre os significados e o uso de palavras e frases siríacas.

O léxico de Hasan Bar Bahlul é uma das obras mais importantes sobre a língua árabe . Foi traduzido para vários idiomas, incluindo persa e turco, e teve um impacto significativo no desenvolvimento e padronização do árabe como língua escrita e falada.