Michael L. Brown

Michael L. Brown é um biblista e apologeta norteamericano.

Nascido em uma família judia, converteu-se a Cristo na Italian Christian Church de Woodhaven, no Queens, Nova Iorque. Doutorou-se em Línguas e Literaturas do Oriente Próximo pela New York University.

Brown fez um tratamento sistemático do tema bíblico de Deus como o divino curador em sua compreensiva obra Israel’s divine healer.

BIBLIOGRAFIA

Brown, Michael L. Israel’s divine healer. Zondervan, 1995.

Nicholas Bhengu

Nicholas Bhengu (1909-1985) foi um pregador, líder e evangelista pentecostal sul-africano de etnia zulu.

Filho de um pastor da Missão Luterana Americana, trabalhou como professor, inspetor de saúde e intérprete judicial, quando decidiu seguir o ministério após seu novo nascimento na Igreja Evangelho Pleno em Kimberley.

Bhengu voltou a Natal em trabalho da Igreja do Evangelho Pleno e tornou-se um líder na nova igreja, Assembleias de Deus da África do Sul. Sua pregação em cruzadas campais formou várias novas igrejas em seu movimento Africa Back to God Crusade nos anos 1950.

Desafiou a segregação na igreja pentecostal e se tornou um líder influente no movimento Assembleias de Deus. As igrejas que ele liderou foram renomeadas em 1990 como uma nova denominação, a International Assemblies of God.

Batistas

Os batistas são um ramo do cristianismo protestante que enfatiza o batismo voluntário e consciente.

Vários separatistas e puritanos ingleses de origens e tendências teológicas diversas aderiram aos princípios batistas e a primeira congregação batista foi fundada pelo exilado inglês John Smyth na Holanda em 1607. Nos Estados Unidos, o pioneiro foi Roger Williams em Providence e os batistas do sétimo dia em Newport, ambos na colônia de Rhode Island.

Em 1792, a sociedade missionária batista foi fundada na Inglaterra por influência de William Carey. Em seguida, em 1814 foi fundada a sociedade missionária estrangeira batista americana, principalmente por meio de Adoniram Judson.

Na esteira do Avivamento Continental, os batistas chegaram à Alemanha pela missão de Johann Gerhard Oncken, que fundou a primeira comunidade batista em Hamburgo em 1834.

Em 1871, batistas emigrados dos Sul dos Estados Unidos organizam a Primeira Igreja Batista no Brasil em Santa Bárbara d’Oeste, no interior paulista.

Na Índia está a maior concentração de batistas no mundo, entre os povos naga e miso, residentes no nordeste do país, onde cerca de 8o-90% da população é batista (2,2 milhões de aderentes). Em números absolutos, os Estados Unidos lideram em membresia e simpatizantes dos batistas, com cerca de 40 milhões de aderentes.

Os batistas em geral são congregacionalistas e não possuem um credo ou confissão comum. Em geral aderem a uma visão zwingliana dos sacramentos (preferem o termo “ordenanças”).

Dada a diversidade dos batistas, é difícil caracterizá-los. Alguns grupos batistas são agrupados em convenções, redes, igrejas multi-campi, ou em alguns casos mais raros, em dioceses, como os batistas episcopais congoleses. Algumas vertentes aderem a confissões de fé batistas, geralmente de expressão reformada, outras rejeitam o confessionalismo. Há batistas de tendências primitivistas, como também há batistas carismáticos ou avivados.

BIBLIOGRAFIA
Bebbington, David. Baptists Through the Centuries: A History of a Global People. Baylor UP, 2010.

Denault, Pascal. The Distinctiveness of Baptist Covenant Theology. Solid Ground Christian Books, 2013.

Early, Joseph Jr. Readings in Baptist History: Four Centuries of Selected Documents. B & H Academic, 2008.

Garrett, James Leo. Baptist Theology: A Four-Century Study. Mercer UP, 2009.

Kidd, Thomas S., and Barry Hankins. Baptists in America: A History. Oxford UP, 2015.

Norman, R. Stanton. The Baptist Way: Distinctives of a Baptist Church. B&H Publishing Group, 2005.

Batistas Primitivos

Os Batistas Primitivos são uma denominação Batista tradicionalista que surgiu nos Estados Unidos no final do século XVIII e início do século XIX.

Os Batistas Primitivos caracterizam-se por suas práticas simples de culto, que frequentemente incluem canto a cappella, oração e pregação extemporâneas. A denominação é descentralizada, com cada congregação sendo independente e auto-governada, com um grupo leigo de anciãos (elders) e diáconos. Praticam o batismo na idade do consentimento e por imersão total. No geral, suas capelas são mantidas por ofertas voluntárias, já que não possuem sociedades missionárias, funcionários em tempo integral ou pastores assalariados. Em comum, rejeitam organizações de serviço fora ou acima da igreja local.

Essas práticas eram comuns a todos os batistas até o final do século XVIII. Depois da Revolução Americana, os batistas americanos começaram a imitar outras denominações. Uma minoria tradicionalista insistiu nessas distintivas até que uma reunião na Igreja Batista de Black Rock em 28 de setembro de 1832 em Butler, Maryland, marcou a separação entre os Batistas Primitivos e outros batistas. As igrejas batistas primitivas predominam nas regiões montanhosas do sul dos Estados Unidos, principalmente nos Apalaches e Ozarks.

As crenças dos Batistas Primitivos podem variar amplamente, com alguns seguindo a teologia calvinista, enquanto outros abraçam o arminianismo ou o universalismo. Apesar dessas diferenças, eles dão grande importância às raízes históricas da tradição Batista e acreditam em manter os “velhos caminhos” e práticas de culto simples e puros dos primeiros cristãos. Eles geralmente são contrários às inovações modernas na teologia e no culto e resistiram a muitas das mudanças que ocorreram em outras denominações Batistas.

Sergei Bulgakov

Sergei Nikolayevich Bulgakov (1871- 1944) economista, filósofo e teólogo ortodoxo russo.

Inicialmente Bulgakov era professor de economia política em Moscou, mas foi ordenado padre na época da Revolução Russa. Apesar de transitar entre o marxismo, socialismo e socialdemocracia, decepcionou-se com o regime soviético. Em 1923 foi expulso da Rússia no “navio dos filósofos”, indo trabalhar por alguns anos na Faculdade Russa de Direito da Universidade de Praga. Em 1925, passou a dirigir um seminário teológico para emigrados russos em Paris, o Instituto Teológico Ortodoxo Saint-Serge. No exílio, esteve ligado ao Patriarca Tikhon de Moscou.

O lócus de sua teologia é a sofiologia, a doutrina da “Santa Sabedoria de Deus”. A Sofia, a revelação divina sem ser o próprio Deus, manifesta a ação Triúna no cosmos. A Sofia providencia uma sinergia que une o céu e a terra, entre o divino e a criação. A Igreja, mediante sua fundação em Cristo e ação do Espírito Santo, é a repositória dessa Sofia. No entanto, não há uma forma de apreensão objetiva ou sinais certos, algo que seria um engano.