David W. Congdon

David W. Congdon (nascido em 1985), é um teólogo americano.

Congdon concluiu seu doutorado em teologia sistemática no Princeton Theological Seminary em 2014, com uma dissertação sobre a teologia de Rudolf Bultmann. É autor de diversas obras, incluindo The Mission of Demythologizing: Rudolf Bultmann’s Dialectical Theology, The God Who Saves: A Dogmatic Sketch e Beauty in the Word: Rethinking the Foundations of Theology.

Em The God Who Saves: A Dogmatic Sketch, Congdon apresenta uma teologia sistemática que destaca a obra salvífica de Deus por meio de Jesus Cristo. Ele argumenta que o ato de salvação não é apenas uma resposta ao pecado humano, mas um aspecto intrínseco ao ser de Deus, que escolheu livremente revelar-se por meio da encarnação de Cristo. Por meio de Cristo, Deus reconcilia a humanidade consigo mesmo e promove a restauração de todas as coisas.

Congdon enfatiza a importância de uma compreensão trinitária de Deus, defendendo que a doutrina da Trindade não é um conceito abstrato, mas a forma como Deus se revela no mundo. Ele também critica noções tradicionais de vida após a morte, argumentando que a salvação não se restringe à redenção pessoal, mas abrange a redenção de toda a criação.

Amy Wilson Carmichael

Amy Wilson Carmichael (1867-1951) foi uma missionária cristã protestante amplamente reconhecida por seu serviço na Índia, onde dedicou 55 anos de sua vida sem retornar ao lar. Nascida em Millisle, Irlanda do Norte, em uma família presbiteriana, Carmichael sentiu desde cedo o chamado para o trabalho missionário.

Seu ministério concentrou-se principalmente em Dohnavur, no sul da Índia, onde desempenhou um papel crucial no resgate de crianças, especialmente meninas, de práticas exploratórias. Em resposta a essa necessidade, fundou a Dohnavur Fellowship, uma organização que permanece ativa até hoje, dando continuidade ao legado de cuidado e proteção iniciado por ela.

Além de seu trabalho no campo missionário, Carmichael foi uma autora prolífica, escrevendo numerosos livros e artigos

Glenn A. Cook

Glenn A. Cook (1867–1948) foi pioneiro no movimento pentecostal inicial nos Estados Unidos, contribuindo para a expansão da mensagem pentecostal e, posteriormente, da teologia unicista em várias regiões do país.

Cook atuou como administrador da Azusa Street Mission, em Los Angeles. Durante seu tempo na missão, ele se envolveu profundamente com a disseminação da mensagem pentecostal, tornando-se evangelista e desempenhando um papel importante na propagação do movimento.

Cook levou a mensagem pentecostal para várias localidades, incluindo Indianápolis e a Igreja de Deus em Cristo (Church of God in Christ). Sua pregação e influência ajudaram a fortalecer a presença pentecostal nessas regiões.

Mais tarde, Cook tornou-se associado à mensagem unicista, também conhecida como “Jesus Only.” Ele colaborou com Frank Ewart em Los Angeles e foi responsável por introduzir essa teologia em St. Louis e Indianápolis. Em St. Louis, Cook batizou líderes como Mother Barnes, Mother Moise e Ben Pemberton. Em Indianápolis, ele batizou figuras proeminentes como L.V. Roberts e G.T. Haywood, que se tornaram influentes no movimento unicista.

George A. Chambers

George A. Chambers (1879–1957) foi um líder pioneiro no pentecostalismo canadense e desempenhou um papel crucial na formação e organização das Assembleias de Deus do Canadá (Pentecostal Assemblies of Canada – PAOC).

Chambers foi inicialmente associado às Assembleias Pentecostais do Mundo (Pentecostal Assemblies of the World – PAW) em 1919, durante um período de crescimento do movimento pentecostal na América do Norte. Entretanto, ele posteriormente rejeitou a teologia unicista promovida por essa organização, particularmente a doutrina do batismo em nome de Jesus, e optou por aderir à fé trinitária.

Após sua mudança teológica, Chambers se tornou uma figura central no desenvolvimento do pentecostalismo no Canadá. Ele foi eleito o primeiro presidente geral das Assembleias Pentecostais do Canadá,

Catálogo de Peristasis

O Catálogo de Peristasis ou de Peristase nas cartas paulinas é uma lista ou sumário das adversidades e sofrimentos enfrentados por Paulo e seus colaboradores. A palavra grega “peristasis” (περίστασις) refere-se a “circunstâncias,” particularmente as difíceis ou desafiadoras.

Esses catálogos cumprem algumas funções nas cartas de Paulo:

  1. Autenticação do seu ministério: Ao listar suas lutas, Paulo demonstra ser um apóstolo genuíno que sofreu pelo Evangelho, assim como Jesus. Isso era importante devido às dúvidas levantadas sobre sua autoridade.
  2. Elicitação de simpatia e apoio: Os catálogos podiam evocar empatia de seus leitores e incentivá-los a apoiar sua missão.
  3. Demonstração do poder de Deus: Paulo enfatiza que suportou essas provações pela força de Deus, destacando o poder divino em sua fraqueza.
  4. Encorajamento à perseverança: Ao compartilhar suas experiências, Paulo encoraja seus leitores a permanecerem firmes na fé, mesmo diante de adversidades.

Um exemplo conhecido de Catálogo de Peristasis encontra-se em 2 Coríntios 11:21b-33, onde Paulo descreve diversas dificuldades enfrentadas, incluindo:

  • Prisões
  • Açotes
  • Apedrejamento
  • Naufrágios
  • Noites sem sono
  • Fome e sede
  • Exposição aos elementos
  • Perigos dentro e fora da igreja

Outros catálogos são

  • 2 Coríntios 6:4-10: uma lista várias provações que Paulo suportou, incluindo dificuldades, prisões, espancamentos, trabalhos, insônia e fome, ao mesmo tempo em que destaca virtudes como pureza, conhecimento, paciência, gentileza e o Espírito Santo.
  • 2 Coríntios 4:8-12: Paulo descreve ser afligido, perplexo, perseguido e abatido, mas não esmagado, desesperado, abandonado ou destruído. Este catálogo enfatiza sua perseverança através do sofrimento pelo poder de Deus.
  • 1 Coríntios 4:9-13: Esta passagem retrata os apóstolos como “loucos por Cristo”, enfrentando insultos, perseguição e dificuldades, enquanto suportam e abençoam aqueles que os perseguem.
  • Filipenses 3:4b-11: Embora não seja um “catálogo de dificuldades” típico, Paulo relata seus antigos privilégios e realizações no judaísmo, que ele agora considera perda por causa de Cristo. Ele descreve enfrentar perseguição e sofrimento para ganhar Cristo e ser encontrado nele.

Possíveis elementos de catálogos de peristasia ocorrem em passagens como Romanos 8:35-39 e Colossenses 1:24, onde Paulo fala sobre enfrentar vários desafios e aflições por causa do Evangelho.

Esses catálogos retratam as dificuldades enfrentadas pelos primeiros cristãos e a resiliência demonstrada na propagação do Evangelho. Também lembram que o sofrimento pode fazer parte da vida cristã, mas a graça de Deus é suficiente para sustentar os fiéis em qualquer prova.