Fenícia

A Fenícia é o nome grego da faixa costeira central do Levante, dentro da qual está o moderno estado do Líbano. A Bíblia nunca chama de “Fenícia” a região costeira de Canaã, mas menciona cidades específicas como Sidom e Tiro.

Várias cidades-estados fenícias – Tiro, Sidom, Sarepta, Arvade, Biblos e Beirute – lançaram frotas mercantes ao mar. Os fenícios eram povos cananeus e sua bem atestada língua (foram inventores do alfabeto) é a mesma dos israelitas, constituíndo o hebraico uma mera variante posterior.

 No século X aC, o rei Hiram ou Hirão e Tiro é notoriamente apresentado como um aliado próximo primeiro de Davi (2 Samuel 5:11, 1 Reis 5:1, 1 Crônicas 14:1) e depois de Salomão (1 Reis 9:11), que ajudou o último a construir o templo para o Senhor em Jerusalém. Todavia, Ezequiel 26-28 critica Tiro. Jezabel de Sidom casou-se com o rei Acabe de Samaria, incentivando a adoração de Baal. 

Durante o período assírio, Assurbanípal (668–627 aC) sitiou Tiro, e Nabucodonosor a sitiou por treze anos (586–573 aC; Ezequiel 26:1-28:19). Sidom, ressurgiu como a cidade dominante da Fenícia no período persa (539-330 aC). 

Jesus viajou para esta região (Marcos 7:24; cf. v. 26), bem como primitivos cristãos (Atos 11:19; 15:3; 21:2).

Fariseus

Fariseus (possivelmente do hebraico para “separatistas”) partido associado aos escribas judeus piedosos no período do Segundo Templo dedicados ao estudo detalhado do texto bíblico, especialmente à luz da “lei oral” (tradições de interpretações bíblicas) (cf Mc7: 3).

Os fariseus foram os precursores do judaísmo rabínico. As controvérsias entre os fariseus e Jesus, em vez de refletir grandes diferenças em suas visões religiosas e sociais, na verdade sugerem semelhanças significativas entre os dois lados. Esses tipos de conflitos geralmente ocorrem entre grupos que têm muitas coisas em comum e, portanto, se chocam com as pequenas questões que os separam (ver Mt 23).

Origem dos fariseus

As origens dos fariseus são um tópico de estudo complexo, pois os registros históricos e religiosos da época não oferecem um relato claro de sua fundação. As primeiras menções de um grupo distinto de fariseus, ou Perushim, aparecem em textos da antiguidade que os retratam como uma seita religiosa e uma força política influente, mas não como uma entidade recém-criada. A ausência de um “momento fundador” nos registros antigos levou os historiadores modernos a reconstruir suas origens a partir de menções fragmentadas e contextos sociopolíticos da época.

Os primeiros relatos históricos que nos dão alguma pista sobre os fariseus vêm de Flávio Josefo (c. 37-100 d.C.), historiador judeu e ex-fariseu. Ele introduz os fariseus, saduceus e essênios como as três “escolas filosóficas” do judaísmo durante o reinado do sumo sacerdote hasmoneu Jônatas (c. 160-143 a.C.), em sua obra Antiguidades Judaicas (13.171-173). Josefo observa que os fariseus viviam de forma simples e eram altamente respeitados pelo povo por sua interpretação precisa das leis, e que eles possuíam “regulamentos transmitidos por gerações anteriores e não registrados nas Leis de Moisés”, uma referência à Lei Oral. Embora Josefo não forneça uma história de sua origem, sua menção durante o reinado de Jônatas sugere que eles já eram um grupo estabelecido em meados do século II a.C. Também narra um episódio durante o reinado de João Hircano (135-104 a.C.), onde o fariseu Eleazar confronta o sumo sacerdote (Antiquidades 13.288) por ter assumido o título de rei e sumo sacerdote, o que leva a um conflito e a aliança de Hircano com os saduceus. Mais tarde, os fariseus ascenderiam ao poder político sob a rainha Salomé Alexandra (76-67 a.C.), conforme relatado por Josefo.

Outras fontes contemporâneas também testemunham a presença dos fariseus sem detalhar sua fundação. O Novo Testamento apresenta-os como um grupo proeminente, definido por sua estrita adesão à “tradição dos anciãos” (Lei Oral) e à Torá Escrita (Marcos 7:3, Mateus 15:2), seu foco na pureza ritual, dízimos e observância do sábado, e suas crenças na ressurreição dos mortos, anjos e espíritos (Atos 23:8), que os colocavam em oposição aos saduceus. De maneira similar, o filósofo judeu helenístico Fílon de Alexandria (c. 20 a.C. – 50 d.C.), em sua obra Cada Homem Bom é Livre, descreve as “escolas” filosóficas judaicas, mencionando os essênios e, indiretamente, o grupo que os estudiosos identificam como fariseus. Fílon não se aprofunda na origem histórica deles, mas os apresenta positivamente como judeus devotos e filosóficos. A ausência de uma história de fundação nestas fontes sugere que os fariseus já eram uma presença estabelecida no cenário religioso judaico.

As fontes rabínicas, como o Talmude (séculos III-VI d.C.), que se veem como herdeiros intelectuais e espirituais dos fariseus (Perushim), também não narram sua origem histórica. O Talmude assume a existência deles e, no tratado Avot (1:1-16), estabelece uma cadeia de transmissão da Lei Oral desde Moisés até uma série de “pares” de líderes (os Zugot, como Hillel e Shammai), que são entendidos como sábios farisaicos. Esta genealogia rabínica estabelece sua autoridade, rastreando-a até o Monte Sinai, e não a um evento histórico específico. Textos posteriores, como Avot de-Rabbi Natan (c. século X d.C.), contêm lendas sobre o conflito entre os fariseus e os saduceus, mas essas narrativas são consideradas fábulas morais e não registros históricos confiáveis. A patrística doséculos II-IV d.C., como Orígenes e Jerônimo, também não oferecem informações novas sobre as origens dos fariseus, reiterando o que leram em Josefo e no Novo Testamento.

Dada a falta de um relato claro nas fontes primárias, os historiadores modernos sintetizam as evidências para formular uma origem plausível. A maioria dos estudiosos sugere que a emergência formal dos fariseus como um grupo distinto ocorreu durante a Revolta Hasmoneana (meados do século II a.C.). Eles são frequentemente vistos como os descendentes espirituais dos Hasidim (“os Piedosos”), um grupo que inicialmente apoiou a revolta dos macabeus por liberdade religiosa, mas que mais tarde se retirou quando os hasmoneus assumiram o reinado político e o sumo sacerdócio, o que eles consideravam uma violação da tradição.

Sobrevivência e desenvolvimento do judaísmo rabínico

Dos principais grupos judaicos da época do Segundo Templo — os saduceus, os essênios e os zelotes —, os fariseus foram os mais bem posicionados para sobreviver. Os saduceus, cuja base de poder era o Templo e o sacerdócio, desapareceram com a destruição de seu centro de culto e poder político. Os essênios, isolados em Qumran, foram provavelmente aniquilados pelos romanos, e sua visão de mundo apocalíptica era inadequada à nova realidade. Já os zelotes foram militar e ideologicamente dizimados, pois sua rebelião contra Roma havia resultado em desastre. A sobrevivência dos fariseus se deu porque não dependiam do Templo; sua autoridade se baseava no conhecimento da Lei Oral e Escrita, não na linhagem sacerdotal. Suas práticas, como a oração, o estudo e a observância dos mandamentos (mitzvot), podiam ser realizadas em qualquer lugar, na sinagoga ou em casa. Além disso, eles já eram um movimento descentralizado, com líderes (rabbis) e discípulos espalhados por toda a Judeia e Galileia.

Após 70 d.C., a designação “fariseu” (Perushim, que significa “separados”) perdeu o sentido, já que seus principais concorrentes haviam desaparecido. Eles então adotaram o termo mais genérico e honorífico “Rabino” (“Meu Mestre” ou “Meu Professor”), sinalizando seu novo papel como líderes. O evento central para essa transformação foi o estabelecimento de um centro de estudos judaicos em Yavneh (Jamnia). Segundo a lenda talmúdica (Guittin 56b), o líder farisaico Rabban Yohanan ben Zakkai foi contrabandeado para fora de Jerusalém sitiada e, ao profetizar que o general romano Vespasiano se tornaria imperador, obteve dele a permissão para fundar um centro de ensino em Yavneh. Embora os detalhes possam ser lendários, a verdade histórica é que os romanos permitiram a criação de um conselho acadêmico e judicial em Yavneh, que se tornou a nova capital espiritual do judaísmo.

Em Yavneh, os sábios, liderados por ben Zakkai e, posteriormente, por Rabban Gamaliel II, empreenderam a monumental tarefa de redefinir o judaísmo sem o Templo. Eles padronizaram as orações, como a Amidá, que passou a substituir os sacrifícios, e formalizaram a lei judaica (Halakha) para a nova realidade. A canonização da Bíblia Hebraica também foi finalizada nesse período. A partir de Yavneh, o modelo do líder comunitário passou a ser o rabino, cuja autoridade derivava do aprendizado e da piedade, e não do nascimento. O que antes era uma prática farisaica se tornou o padrão para todos os judeus, e o judaísmo rabínico se apresentou não como uma seita, mas como a continuação autêntica do judaísmo bíblico. O trabalho iniciado em Yavneh resultou na codificação dos debates e das opiniões legais dos rabinos, conhecidos como Tannaim (“professores”), na Mishná (c. 200 d.C.), o texto legal fundamental do judaísmo rabínico. Os debates sobre a Mixná, por sua vez, levaram à criação dos Talmudes de Jerusalém (c. 400 d.C.) e Babilônico (c. 500 d.C.)

Fórmula batismal

A fórmula batismal refere-se às palavras empregadas e a autoridade invocada no ato do batismo cristão.

Nos judaísmos do Segundo Templo e da Antiguidade Tardia, o batismo também era empregado como rito iniciático dos prosélitos convertidos. Porém, era algo impensável invocar a autoridade de alguém (um rabino ou um sacerdote) para tal ato, sendo ministrado somente sob a autoridade (em nome de) divina.

Na língua original do Novo Testamento, o grego, o uso da autoridade – o nome – possui nuances definidas principalmente pela regência das preposições que se perdem na tradução ao português. Por essa razão, há variações de sentidos da frase “em nome de” conforme diferentes contextos do Novo Testamento:

Mateus 28:19 eis to onoma: “Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”. Também em Atos 8:16; 19:5.

Esta construção gramatical (eis + acusativo) frequentemente indica uma transição, ou seja, um movimento para dentro, uma indicação de propósito, uma inserção dentro de um domínio.

Atos 2:38 epi to onomati: “E [disse]-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para perdão dos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo”.

Esta construção gramatical (epi + dativo) apresenta algumas dificuldades de compreensão. Normalmente é entendida como um ato baseado sobre autoridade de outrem; ato acerca de algo já revelado; ou invocação, chamar pelo nome. (At 22:16; Rm 10:9, 13). Foi “acerca desse nome” que os primeiros discípulos proclamaram o evangelho com audácia (At 4:17-18; 5:28, 40).

Atos 10:48 en to onomati: “Então ordenou que fossem batizados em nome de Jesus Cristo. Depois pediram a Pedro que ficasse com eles alguns dias”.

Esta construção en + dativo é para os que já estão sob a autoridade, em contraste com aqueles que estão entrando (eis) sob a autoridade de alguém. Exemplos incluem os primeiros cristãos expulsarem demônios em nome de Jesus (en to onomati) (Mc 9:38; Lc 10:170) ou os profetas falarem em nome do Senhor (Tg 5:10,14).


A História do Cristianismo atesta que fluidez no uso das fórmulas batismais na Igreja primitiva e durante o primeiro milênio.

O batismo “em nome de Jesus” de Atos 2 aparentemente foi a fórmula mais amplamente praticada, embora a fórmula batismal encontrada em Mateus 28 é confirmada pela Didachê.

Uma fórmula credal interrogativa para o batismo foi usada nos primeiros séculos, seguida de uma imersão após cada questão. Entre cristãos do oriente, uma forma passiva “seja batizado” ou “és batizado” era preferida. No ocidente a fórmula com o celebrante na voz ativa passou a ser comum.

Whitaker (1965) argumenta que essas variantes fundiram-se em duas vertentes. Uma ocidental e credal e outra “síria” na voz ativa e baseada em Mt 28. Com o tempo, a versão síria popularizou-se, embora o uso da fórmula de At 2 continuasse a ser praticada.

Tomás de Aquino ensinou que palavras da fórmula batismal poderiam variar, mas não alteravam os efeitos materiais do batismo.

Como meio de evitar controvérsias e para uma conformidade bíblica, fórmulas combinadas de Atos 2 e Mateus 28 aparecem entre os morávios, luteranos e igrejas livres escandinavas, entre movimento dos irmãos, alguns do movimento de santidade, sendo adotada por Charles Parham e pela Congregação Cristã no Brasil.

Entre 1913-1916 surgiu uma controvérsia sobre a fórmula batismal entre os pentecostais. Um grupo argumentava que somente em nome de Jesus (At 2) seria válido. A partir daí nasceu o pentecostalismo unicista. A quase totalidade dos pentecostais trinitários adotaram a fórmula de Mateus 28, enquanto alguns grupos retiveram a fórmula combinada.

BIBLIOGRAFIA

Bell, E.N.“The ‘Acts’ on Baptism in Christ’s Name Only,” Weekly Evangel (June 12, 1915).

Ironside, Harry. Baptism: What Saith the Scripture?. Fruitvale, CA. 1915.

Hellholm, David, Christer Hellholm, Øyvind Norderval, and Tor Vegge. Ablution, Initiation, and Baptism. 1. Aufl. ed. Vol. 176. Beihefte Zur Zeitschrift Fur Die Neutestamentliche Wissenschaft. Berlin/Boston: Walter De Gruyter GmbHKG, 2011.

Heitmüller, Wilhelm. Im Namen Jesu: eine sprach-u. religionsgeschichtliche Untersuchung zum Neuen Testament, speziell zur altchristlichen Taufe. Vol. 1. Vandenhoeck & Ruprecht, 1903.

Whitaker, Edward C. “The History of the Baptismal Formula.” The Journal of Ecclesiastical History 16.1 (1965): 1-12.

Filo

Fílon ou Filo de Alexandria (c. 20 a.C-c. 50 dC) foi um filósofo judeu.

Era membro da elite judaica de Alexandria. Participou da Legatio ad Gaium (“Embaixador de Gaio”), um grupo de judeus enviados a Roma para pleitear a causa judaica diante de Calígula depois de embates antijudaicos em Alexandria. Seu sobrinho, Tibério Júlio Alexandre, fez carreira no exército romano, serviu como governador da Judéia e como membro da equipe de Tito durante o cerco de Jerusalém durante a revolta judaica. 

Com um método alegórico, Filo buscou harmonizar a filosofia grega (principalmente o médio platonismo) e o judaísmo. Escreveu um número grande de livros que foram copiados e preservados por cristãos. Desses, 52 livros, cerca de um terço de sua obra, sobrevivem inteiramente ou em fragmentos

Vários elementos das obras de Filo foram abraçadas pelos primeiros cristãos. Seu conceito do Logos como o princípio criativo de Deus possui pontos comuns com a teologia do Logos, a Palavra de Deus. O Logos divino teria uma existência semi-independente que Deus comunicou ao mundo. Como uma estrutura organizadora que a mente pode apreender, o Logos atua entre o Criador e a Criação.

A Torá é uma fonte sobre o certo e o errado. Quando não pode ser vista moralmente de forma clara, a Torá deve ser lida metaforicamente. As Escrituras deveriam priorizar um sentido mais profundo, o qual seria alegórico e espiritual, formando uma guia para a vida ética e a contemplação mística do Divino.

Como os mandamentos da Torá refletem a mente do Divino são uma porta de entrada para a alma humana em direção à espiritualidade pura e à salvação.

Fineias

Nome de três personagens bíblicos e de dois personagens d

(1) Fineias filho de Eleazar e um neto de Aarão (Êx 6:25; 1 Cr 6: 4, 50; 9:20; 1 Ed 8:2). Superintendentes do portão coratitas (1 Cr 9:20). Registrado como um ancestral de Esdras (Ed 7: 5); pai de Gérson (8:2), um dos chefes das famílias que voltou da Babilônia com Esdras.

Em uma passagem na jornada do deserto, em Baal-Peor em Moabe, um isarelita (Zinri) estava realizando atos sexuais ultrajantes com Cosbi, uma moabita. Uma pragua atingiu o acampamento e Fineias matou o casal com um golpe de lança. Seu ato foi tido como zeloso e recebeu a promessa de um sacerdócio por tempo indefinido para sua linhagem (Nm 25: 7-13; Sl 106: 30, 31; 1 Mac 2:54).

Fineias liderou os mil de cada tribo em uma expedição punitiva contra os midianitas (Nm 31: 6). Ocupou o sacerdócio concomitante com Eleazar (Nm 3:13, 21, 26, etc.).

Já em Canaã Fineias investiga um potencial caso de idolatria (Js 22:9-34) e participa da guerra contra os Benjamitas em relação ao caso da concubina do levita residente em Gibeá (Jz 20: 28). Última pessoa do Êxodo cuja morte foi registrada (Js 24:33).

2. O mais jovem dos dois filhos do sacerdote Eli (1Sm 1:3; 2:12). Junto do irmão Hofni morreu na batalha em que os filisteus capturaram a Arca, cuja notícia ocasionou a morte de seu pai e esposa no parto (1Sm 4:11-21).

3. Levita, cujo filho Eleazar ajudou a inventariar os tesouros do templo (Ed 8:33,34).

Além da Bíblia, dois outras pessoas com nome de Fineiais aparece em Flávio Josefo.

1. O último sumo-sacerdote antes da queda de Jerusalem no ano 70 d.C. (Josefo. Guerra Judaica 4.52.8)

2. O último tesoureiro do Templo de Jerusalém (Josefo. Guerra Judaica. 6.53.3).

BIBLIOGRAFIA

Kim, Y. “The Levitical Heptateuch and Phinehas the High Priest.” PhD diss., Graduate Theological Union, 2008.

Sellin, Ernst Sellin, “Hosea und das Martyrium des Mose,” ZAW 46 (1928): 26–33.

Loewenstamm, Samuel E. Loewenstamm, “The Death of Moses,” in From Babylon to Canaan: Studies in the Bible and its Oriental Background (Jerusalem: Hebrew University Magnes Press, 1992), 136-166.