Clipping: Obituário de Rosina Francescon

Por ocasião da convenção anual da Igreja Cristã da América do Norte (na época, com a sigla CCNA) em 1953, um de seus moderadores, Michele Palma (1884–1963), anunciou o falecimento de Rosina Balzano Francescon. Palma, amigo de longa data de Rosina, redigiu este obituário, que foi publicado no volume 15, número 9, do periódico do movimento pentecostal ítalo-americano Il Faro.

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Mercedes Lourdes Frias

Mercedes Lourdes Frias (nascida em 1962) é uma política italiana de origem dominicana. Foi a primeira mulher negra e pentecostal eleita para servir na Câmara dos Deputados italiana de 2006 a 2008.

Formada em geografia, desde 1990 reside na Itália, com foco em questões de antirracismo, construção social de diferenças e mediação cultural. Assessora na Câmara Municipal de Empoli, quanto questões ambientais, direitos de cidadania, igualdade de oportunidades e diversidade cultural. Frias é membro da Igreja Apostólica da Itália, participando ativamente da Federação das Igrejas Evangélicas Italianas.

Sua pauta política orienta-se pelos direitos humanos, especialmente das comunidades marginalizadas, como o povo cigano, os imigrantes e as mulheres.

Nels F. S. Ferré

Nels Frederick Solomon Ferré (1908-1971) foi um teólogo sueco-americano que enfatizou o amor como o princípio interpretativo central da teologia.

Nascido em uma família batista na Suécia, emigrou aos Estados Unidos na adolescência. Recebeu formação em teologia filosófica, depois seria ordenado na Igreja Congregacional e seria contratado como professor de teologia filosófica na Andover Newton Theological School. Lecionou lá de 1937 a 1965. Também lecionou na Vanderbilt Divinity School de 1950-1957.

Foi um popularizador da teologia nos meados do século XX, escrevendo para uma audiência leiga. Escreveu mais de 30 livros.

Enraizado no Personalismo de Boston, sua teologia centrava-se no amor como categoria fundamental da vida e essência de Deus. Influenciado pela Filosofia do Processo, Ferré via Deus como dinâmico, evoluindo em conexão com a criação. A Teologia da Ágape desempenhou um papel fundamental, enfatizando o amor incondicional de Deus como a realidade última. O pensamento de Ferré encorajou a piedade pessoal, fomentando devoção e experiências místicas. Suas ideias principais retratavam Deus como relacional, criativo e em constante evolução, manifestado por meio do amor altruísta. Ferré imaginou a humanidade como co-criadora de Deus, chamada a encarnar o ágape no mundo. Rejeitando noções estáticas de realidade última, defendia uma comunhão dinâmica de amor. Ferré defendeu a experiência em vez do dogma, a harmonia entre razão e fé e a abertura para entendimento em evolução. Sua teologia priorizou a justiça social, prevendo um mundo transformado através do poder do ágape.

BIBLIOGRAFIA

Ferré, Nels. Faith and Reason. 1946.

Ferré, Nels. Evil and the Christian Faith. New York, 1947.

Ferré, Nels. The Christian Faith. 1948.

Ferré, Nels. Strengthening the Spiritual Life. 1951.

Ferré, Nels. Christ and the Christian.

Ferré, Nels. The Christian Understanding of God.

Ferré, Nels. Swedish Contributions to Modern Theology, 1967.

Fechamento da porta da graça

A doutrina do fechamento da porta da graça é a crença que em dado momento escatológico a salvação não mais estaria disponível à humanidade, pois a “porta da graça” se fechará.

A origem de tal crença surgiu durante o movimento milerita entre 1844 e 1854, embora não fosse defendida pelo próprio William Miller. Depois que Jesus não voltou em 22 de outubro de 1844, a doutrina propunha que quem não tivesse aceitado a mensagem de William Miller estaria perdido, pois a porta para a misericórdia e a graça havia se fechado. Essa teologia foi aceita por grupos que se designavam “Sabbath and Shut Door Adventists” (Adventistas sabáticos e da porta fechada) e, reinterpretado, passou-se a diversas denominação de cariz adventista. Uma variante ocorre entre o Movimento dos Estudantes da Bíblia (dentre eles, as Testemunhas de Jeová) de que a geração que viu os acontecimentos de 1914 estaria viva quando do retorno de Cristo.

Apesar de não ter bases bíblicas, textos-provas foram usados para justificar tal crença, tais como Mateus 25:10; Apocalipse 3:7-8.

Minucius Felix

Marcus Minucius Felix ou Marcos Minúncio Félix (segunda metade do século II) escritor patrístico,autor da obra apologética Octavius. Pouco se sabe sobre ele, exceto que seria um dos primeiros escritores cristãos latinos.

A sobrevivência desse diálogo é por acaso, pois foi transcrito por engano como parte da obra de Arnóbio. No entanto, mais tarde foi reconhecido como um diálogo independente com o nome de Minucius Felix. Octaviussegue o formato de um diálogo filosófico e apresenta três personagens conversando sobre o cristianismo. Minucius Felix refuta habilmente os argumentos contra o cristianismo, abordando temas como a existência de um só Deus, a natureza dos rituais cristãos e a crença no Juízo Final. Este trabalho apologético inicial exemplifica a defesa cristã contra as críticas externas. O Octavius ​​é reconhecido por seu estilo, combinando a beleza latina clássica com as doutrinas cristãs.