Hermes

Hermes, em grego Ἑρμῆς, era um deus grego filho de Zeus, chamado pelos romanos de Mercúrio. No Novo Testamento, Hermes é mencionad em Atos 14:12, quando os residentes de Listra identificam Paulo como Hermes e Barnabé como Zeus.

Um crente romano é listado com esses nome entre os destinatários a quem Paulo enviou saudações no final de sua epístola aos Romanos (Rm 16:14).

Heptágono Teológico Pentecostal

O Routledge Handbook of Pentecostal Theology editado por Wolfgang Vondey lista sete fontes para a reflexão teológica pentecostal. Similar ao trilátero de Lutero e ao Quadrilátero Wesleyano, a “teologização” pentecostal combina várias fontes para expressar seu entendimento. Contudo, como fonte normativa e de autoridade, as Escrituras permanecem com primazia.

  • Revelação: A teologia pentcostal centra-se na compreensão da revelação como narrativa bíblica e experiência existencial pessoal.
  • Escrituras: a interpretação e aplicação da Bíblia pelos pentecostais, segue um caráter narrativo e com o papel do Espírito Santo na orientação da interpretação.
  • Razão e racionalidade na teologia pentecostal, apesar de às vezes serem retratados como anti-intelectuais, é expressa em modos complexos de raciocínio e persuasão.
  • Experiência: pessoal na teologia pentecostal, particularmente a experiência do Espírito Santo, é vital. Todo o entendimento é subjetivamente processado. As corretas afeições e práticas (ortopatia e ortopraxia) são aliadas da ortodoxia.
  • Tradição: A tradição na teologia pentecostal caracteriza-se por continuidade quanto da adaptação.
  • Cultura: Há uma complexa relação entre pentecostalismo e cultura, entre eles aspectos disruptivos e acomodativos da teologia pentecostal em diferentes contextos culturais.
  • Culto (liturgia): A centralidade da adoração na teologia pentecostal reflete uma natureza corporificada e participativa da adoração pentecostal.

BIBLIOGRAFIA

Vondey, Wolfgang. The Routledge handbook of Pentecostal theology. Routledge, 2020.

William Hamilton

William Hamilton (1924-1990) foi um teólogo americano que desenvolveu uma teologia radical nas décadas de 1960 e 1970 associada ao movimento teológico da Morte de Deus.

A carreira acadêmica de Hamilton incluiu lecionar na Colgate University e no Union Theological Seminary.

O pensamento teológico e as contribuições de Hamilton focaram na ideia de que Deus havia morrido na era moderna e que as crenças cristãs tradicionais não eram mais viáveis à luz do conhecimento moderno.

John Hick

John Hick (1922-2012) foi um filósofo da religião inglês com contribuições que avançaram o campos do pluralismo religioso e da teologia. Envolveu-se no diálogo inter-religioso e na filosofia da linguagem.

O pensamento e as contribuições teológicas de Hick estão centrados na ideia de pluralismo religioso, que afirma que todas as religiões são caminhos válidos para Deus ou realidade última. Argumenta que nenhuma religião única tem o monopólio da verdade e que diferentes religiões oferecem diferentes perspectivas sobre a mesma realidade última. Hick também enfatiza a importância do diálogo inter-religioso, argumentando que é por meio do diálogo e da compreensão mútua que pessoas de diferentes religiões podem trabalhar em prol de objetivos comuns e promover a coexistência pacífica.

Além de seu trabalho sobre pluralismo religioso, Hick também discutiu a filosofia da linguagem, particularmente na área da teoria semântica. Ele desenvolveu a ideia de “descitacionalismo” (em inglês, disquotationalism), que argumenta que o significado de uma frase é determinado por sua relação com outras frases em um idioma.

A carreira acadêmica de Hick durou mais de cinco décadas, durante as quais lecionou em várias instituições, incluindo a Universidade de Birmingham, a Universidade de Princeton e a Claremont Graduate University. Escreveu vários livros e artigos sobre pluralismo religioso, filosofia da linguagem e o problema do mal.