Lemuel C. Hall (1867-?) foi um convertido de Zion City e evangelista. Posteriormente, tornou-se o primeiro presidente da Pentecostal Ministerial Alliance, uma organização relacionada ao movimento unicista. Mais tarde, ele aceitou o pastorado em uma igreja trinitariana, mas nunca abandonou suas crenças.
Categoria: H
Thoro Harris
Thoro Harris (1874 – 1955) foi um compositor e autor de músicas gospel e pioneiro pentecostal.
Thoro Harris nasceu em Washington, DC. Seu pai era negro e sua mãe era branca. Após frequentar a faculdade em Battle Creek, Michigan, Harris viveu em Boston e Chicago, onde compilou seu primeiro hinário em 1902, que incluía vários de seus próprias hinos. Escreveu tanto as letras quanto as melodias, e, por vezes, arranjava as melodias de outros compositores. Um exemplo disso é o arranjo de uma canção baseada em “Aloha Oe”, a melodia da rainha havaiana Liliuokalani. Harris também editou diversos hinários. Dentre seus hinos disponíveis em português estão Faz-nos ouvir Tua voz, Eis que multidão mui grande, Se a nova vida entregarmos a Jesus (Jesus bears you on His heart), Glória a Jesus, Aleluia (Eternal Rest), Deus amou o mundo, Água viva, Muitos por fé aceitaram Jesus, Os tempos já chegados são… (He’s coming soon), Pela fé tereis vitória, Ao que vive para sempre (Speed thy servant Savior), Da Igreja, fiel Fundamento é Jesus, Deus é por mim.
Por volta de 1930, Harris se mudou para Eureka Springs, Arkansas, onde tocava órgão em várias igrejas locais. Ele também possuía uma pensão por um período,
Garfield T. Haywood
Garfield T. Haywood (1880–1931) foi um pastor negro que liderou uma grande igreja interracial em Indianápolis.
Além de seu ministério pastoral, Garfield T. Haywood desempenhou um papel significativo na liderança da Pentecostal Assemblies of the World, onde se tornou o bispo presidente. Ocupou esse cargo até sua morte. Sua liderança foi crucial para o crescimento do movimento pentecostal, especialmente em tempos de segregação racial nos Estados Unidos, quando ele se destacou por sua capacidade de reunir pessoas de diferentes origens em sua igreja
Hesbom
Hesbom é uma antiga cidade mencionada na Bíblia Hebraica e em outras fontes históricas, atualmente identificada com Tel Hisbã, na Jordânia. Seu nome aparece em várias formas nas fontes antigas, como Ḥæšbôn em hebraico, ʾIšbon na tradição samaritana e Εσεβων (Esebon) em grego. Hesbom desempenha um papel significativo em narrativas bíblicas e na história arqueológica da região. Os profetas descreve Hesbom como um lugar de grande sofrimento e angústia. (Números 21:25-30; Isaías 15:4; Jeremias 48:2, 34)
Nos livros de Números 21:21–35 e Josué 23:10, Hesbom é descrita como o centro do reino do amorita Seom, derrotado pelos israelitas. Após a vitória, as terras de Seom foram divididas entre as tribos de Rúben e Gade. Durante séculos, a cidade permaneceu sob controle israelita, como indicado em Juízes 11:26. Contudo, os textos de Isaías e Jeremias mostram que, posteriormente, Hesbom passou a fazer parte do território de Moabe. Jeremias lamenta sua destruição em Jeremias 49:3.
Outros textos antigos reforçam a importância cultural e histórica da cidade. O Cântico dos Cânticos compara os olhos da amada a “cisternas de Hesbom” (Cântico dos Cânticos 7:5), destacando a fama das águas da região. Flávio Josefo menciona Hesbom como Esbonitis ou Sebonitis, relatando sua conquista por Alexandre Janeu e a construção de uma fortaleza por Herodes, o Grande. Fontes romanas, como Plínio, o Velho, e Ptolemeu, também citam Hesbom em seus registros geográficos.
Durante a Antiguidade Tardia, Hesbom continuou a ser uma cidade importante, tornando-se sede episcopal e destacando-se em assuntos eclesiásticos, como registrado por Eusébio e Georgios Kyprios.
Escavações realizadas nos anos 1960 no local identificado como Tell Hisban revelaram ruínas da época romana e bizantina, incluindo igrejas, cisternas e um banho da era otomana. Também foram encontrados ostracas — artefatos como fragmentos de cerâmica — inscritos com um dialeto cananeu. No entanto, as escavações não encontraram evidências de ocupação no período correspondente à conquista israelita descrita na Bíblia.
Hirão de Tiro
Hiram I, também conhecido como Hirão de Tiro, foi um rei fenício que governou Tiro no século X a.C. Manteve relação diplomática e comercial com os reis israelitas Davi e Salomão, conforme relatado na Bíblia em livros como 1 Reis e 2 Crônicas.
A Bíblia apresenta Hirão como amigo e aliado de Davi e Salomão. Forneceu madeira de cedro do Líbano e artesãos qualificados para a construção do palácio de Davi e, mais notoriamente, do Templo de Salomão em Jerusalém. Também manteve relações comerciais com Salomão, trocando materiais como madeira, ouro e pedras preciosas.
O historiador judeu Flávio Josefo, escrevendo no século I, menciona Hirão em seus relatos, baseando-se em fontes bíblicas e fenícias. Josefo descreve projetos arquitetônicos em Tiro e a expansão do porto da cidade, atribuídos ao reinado de Hirão.
Inscrições fenícias, embora limitadas, oferecem evidências sobre as atividades de construção de Hirão e corroboram sua relação com os israelitas.
Hirão desempenhou um papel diplomático crucial, promovendo relações pacíficas e comerciais entre Israel e os fenícios, beneficiando economicamente ambos os reinos. Sua colaboração na construção do Templo de Jerusalém, apesar de ser adepto de outras divindades, reflete uma postura de cooperação e tolerância religiosa. Além disso, o comércio conduzido sob seu reinado facilitou o intercâmbio de bens, técnicas e ideias culturais. A habilidade artesanal e a arquitetura fenícia influenciaram significativamente a cultura material israelita.
