Merismo

Merismo é um artifício literário no qual um todo é expresso referindo-se às suas partes, ou vice-versa. Envolve o uso de dois elementos contrastantes ou complementares para abranger a totalidade de um conceito. Em vez de especificar cada componente individual, o merismo destaca a totalidade de um conceito mencionando seus extremos ou componentes essenciais.

O termo “merismo” origina-se da palavra grega “merizein”, que significa “dividir”.

Os efeitos do merismo são a completude, vividez e simbolismo. O Merismo transmite uma sensação de totalidade ou completude ao abranger todos os elementos ou extremos possíveis associados a um conceito. Ao mencionar pares contrastantes, sugere a totalidade de algo sem enumerar explicitamente todos os detalhes. Este recurso literário muitas vezes evoca imagens e simbolismo vívidos, à medida que elementos contrastantes são usados para pintar uma imagem rica e abrangente de um conceito ou fenômeno. O merismo pode ter um significado simbólico, destacando a interconexão ou unidade de forças opostas e enfatizando a harmonia ou o equilíbrio.

Exemplos Bíblicos:

  1. Salmo 74:15-17: Esta passagem geralmente se refere à autoria de Deus sobre toda a criação. Na criação, Yahweh separou as águas para que aparecesse a terra seca; o dia e a luz também lhe pertencem, incluindo os luminares celestiais e as estações, como o inverno e o verão. A linguagem aqui lembra claramente Gênesis 1. O uso de merismas na passagem, como “dia e noite”, “lua e sol” e “inverno e verão”, reflete uma noção comum encontrada em outras partes da Bíblia Hebraica (Gênesis 1; Gênesis 8:22; Isaías 45:7) da estrutura binária do cosmos.
  2. Amós 9:2–4: Embora não seja explicitamente mencionado nesta passagem, o tema do merismo prevalece nas imagens contrastantes usadas pelo profeta Amós para transmitir a onipresença e o julgamento de Deus. À medida que Amós descreve a capacidade de Deus de alcançar até as profundezas e alturas da terra, o conceito subjacente de merismo está implícito no escopo abrangente da soberania de Deus sobre toda a criação.

Distinção de Sinédoque:
Embora tanto o merismo quanto a sinédoque envolvam a representação de um todo por meio de suas partes, eles diferem em escopo e ênfase. O merismo abrange a totalidade de um conceito mencionando seus extremos ou componentes essenciais, enquanto a sinédoque concentra-se em uma parte específica para representar o todo ou vice-versa.

Marsílio de Pádua

Marsílio de Pádua ou Marsílio Mainardino (1270-1342) foi um pensador político, clérigo e acadêmico que antecedeu muito da Reforma e da democracia ocidental.

Marsílio nasceu em Pádua, estudou medicina, tornou-se reitor da Universidade de Paris em 1312. Aderente ao partido dos ghibelinos — os apoiadores do poder secular sobre o papal — apoiou o imperador do Sacro Império Romano-Germânico, Luís IV da Bavária (de quem era médico pessoal) em seu conflito com o papa João XXII.

Manifestou seu pensamento político e eclesiástico através do seu tratado político, o Defensor Pacis (1324). Escrita em dois meses com a ajuda de João de Jandun, o livro desafiou o sistema eclesiástico prevalecente e defendeu uma nova ordem baseada na autoridade secular e na soberania popular. O papa João XXII rotulou-o de herege.

Marsílio acreditava na soberania do povo como fundamento da autoridade eclesiástica e secular. Defendeu a convocação de concílios gerais compostos por clérigos e leigos eleitos pelo povo para governar a Igreja, mesmo assim sujeitos a erros. O seu tratado rejeitou as reivindicações papais de supremacia temporal e espiritual, argumentando que a autoridade final cabia ao povo, expressa através de órgãos representativos.

Quanto à disciplina eclesiástica, o clero poderia identificar a heresia, mas competia à Igreja em sua autoridade civil e leiga processá-los e puní-los. Iso devia-se ao fato de que Cristo teria dito que se seu irmão pecar contra ti, apresente-o à Igreja, não ao padre.

No Defensor Pacis desafiou a estrutura hierárquica da Igreja. Afirmava que era uma invenção humana e não um mandato divino, sendo os bispos e presbíteros iguais. Marsílio rejeitou a reivindicação do papado de supremacia sobre os governantes seculares e sobre outros bispos.

Afirmava que os clérigos são responsáveis perante a autoridade civil em questões civis. Argumentava que o poder de perdoar pecados e punir pertence somente a Deus. Defendia uma visão mais igualitária do sacerdócio, com os bispos derivando autoridade imediatamente de Cristo. Enfatizava a importância das Escrituras como a autoridade final, sendo aos concílios de leigos e clérigos doutos a competência de interpretá-la em questões disputadas.

Meios de graça

Os Meios da Graça são princípios fundamentais em várias tradições cristãs, servindo como instrumentos através dos quais os crentes recebem bênçãos espirituais e salvação de Deus. Apesar de próximo, o conceito não se confunde com os sacramentos. Antes, os meios são instrumentos pelos quais o Espírito Santo atua no coração das pessoas, nutrindo a fé e concedendo perdão.

Na teologia luterana, os meios da graça abrangem a Palavra do Evangelho, tanto na forma escrita como proclamada, juntamente com os sacramentos do Batismo e da Eucaristia. Além disso, alguns luteranos incluem a Confissão e a Absolvição como meios de graça. As igrejas reformadas enfatizam a Palavra, principalmente pregada, mas também lida, e os sacramentos do Batismo e da Ceia do Senhor como meios comuns de graça. O Metodismo, seguindo os ensinamentos de John Wesley, identifica duas categorias de meios de graça: Obras de Piedade e Obras de Misericórdia. Estas abrangem práticas individuais e comunitárias, como oração, jejum, adoração, atos de caridade e envolvimento comunitário. Através destes meios, os crentes abrem-se à obra transformadora de Deus nas suas vidas, aprofundando a sua fé e o compromisso de viver os princípios do Cristianismo.

Missiologia

A Missiologia é uma disciplina acadêmica e ramo da teologia focada no estudo da missão cristã, abrangendo sua história, doutrina e metodologia. Como discipina, aprofunda-se nas preocupações centrais da missão como iniciativa de Deus, o papel da igreja na missão e os métodos e objetivos de compartilhar o Evangelho em contextos culturais diversos.

A Missiologia desempenha um papel vital na compreensão e orientação dos esforços de missão cristã, facilitando a reflexão, o diálogo e o engajamento eficaz com diversos contextos culturais e desafios contemporâneos.

A Missiologia como disciplina

As preocupações centrais da missiologia são as seguintes

  • Missão como iniciativa de Deus: a missiologia busca compreender a missão como originária do desejo de Deus de reconciliar a humanidade consigo mesmo.
  • Participação da Igreja na missão: explorar o papel da Igreja em realizar a missão de Deus (missio Dei).
  • Compartilhar o Evangelho em diferentes contextos: abordar os desafios e oportunidades de comunicar a mensagem cristã através de fronteiras culturais e sociais.

Em razão desses temas acima, a missiologia geralmente se revolve em torno de quatro grandes questões:

  1. Qual é a natureza da missão?
  2. Quem são os agentes da missão?
  3. Quais são os métodos da missão?
  4. Quais são os objetivos da missão?

A Missiologia é uma disciplina interdisciplinar que utiliza o conhecimento da teologia, história, antropologia, sociologia, estudos de comunicação, comunicação intercultural, geografia, serviço social, diaconia e outras mais. Ela abrange diversas expressões de missão, incluindo evangelização, justiça social, diálogo inter-religioso, educação, saúde e engajamento cultural. A Missiologia também oferece uma perspectiva global, analisando tendências históricas e contemporâneas na missão cristã.

Visão Histórica das Missões Cristãs

Durante a Igreja Primitiva e Período Patrístico o Cristianismo se espalhou pelo mundo mediterrâneio, sobretudo nos impérios Romano e Parta principalmente através dos esforços de figuras como o Apóstolo Paulo e Agostinho. O foco estava na conversão e no estabelecimento de comunidades cristãs.

O período medieval viu atividades missionárias entrelaçadas com o monasticismo e a conversão de tribos tidas como bárbaras na Europa, além de propagação gradual e formação de igrejas nativas na África e Ásia. As Cruzadas também desempenharam um papel na disseminação do catolicismo romano através de meios forçados entre populações cristãs não católicas, judeus e muçulmanos.

A expansão europeia durante a Era da Exploração levou ao estabelecimento de impérios coloniais, acompanhados por empreendimentos missionários católicos e protestantes nas Américas, África e Ásia. No entanto, essas missões muitas vezes se envolveram com o colonialismo e enfrentaram críticas. Ações de franciscanos e jesuítas destacaram-se. No século XVII aparecerem missões protestantes nas Índias Orientais e, sobretudo, no século seguinte as missões globais e transculturais dos morávios.

O século XIX testemunhou o surgimento de sociedades missionárias protestantes, focadas em educação, saúde e desenvolvimento social ao lado da evangelização. Surgiram debates sobre métodos missionários e sensibilidade cultural.

O século XX viu movimentos de descolonização e o surgimento de igrejas indígenas, bem como o surgimento de movimentos de evangelização e Pentecostalismo. As respostas missiológicas à globalização e ao secularismo enfatizaram a contextualização e a parceria com igrejas locais.

Teorias e Paradigmas do Trabalho Missionário

Paradigmas Missionários Clássicos:

  1. Paradigma da Salvação: centra-se na conversão individual e a vida eterna.
  2. Paradigma da Civilização: considera a missão como um veículo de levar a cultura e valores, sobretudo ocidentais, para outras sociedades.
  3. Paradigma do Desenvolvimento: concentra-se em melhorar as condições materiais e o desenvolvimento socioeconômico.

Paradigmas Missionários Contemporâneos:

  1. Igrejas Indígenas e Autossustentáveis: busca estabelecer e fortalecer igrejas locais indígenas. Os clássicos três “autos”, depois acrescido por um quarto “auto” resumem esse paradigma: igrejas com autogoverno, autossuporte e autopropagação e autônomas na reflexão teológica.
  2. Cristianismo global: demograficamente o cristianismo deslocou-se do mundo ocidental e norte global para concentrar-se no mundo majoritário da América Latina, África e Ásia. Assim, fluxos sul-norte e sul-sul são responsáveis pela propagação do evangelho em uma larga escala, mas sem se guiar por ditames euroamericanos.
  3. Missão Integral: ligado ao movimento evangélico de Lausanne, busca uma abordagem holística, abordando dimensões espirituais, sociais e econômicas.
  4. Inculturação e Contextualização: encoraja a adaptação da fé às culturas e contextos locais.
  5. Teologia da Libertação: aborda a injustiça social e capacita comunidades marginalizadas. Tipicamente latinoamericana, sul-africana e sul-coreana, além de missiologias
  6. Igrejas Missionais: movimentos que encorajam igrejas locais a se tornaram epicentros de comunicação do evangelho em contextos urbanos e segmentos onde o cristianismo perdeu relevância política ou cultural, como a academia.
  7. Parceria e Mutualidade: Destaca a colaboração entre missões e igrejas locais, enfatizando aprendizado mútuo e respeito.
  8. Missões de todo lugar a qualquer lugar, de toda pessoa a qualquer pessoa.

A Grande Comissão e a teologia da Missão


A Grande Comissão (Mateus 28:16-20), dada por Jesus a Seus discípulos, serve como pedra angular para a missão cristã. Neste texto, Jesus ordena a Seus seguidores que vão, façam discípulos, batizem e ensinem, indicando a natureza universal e o alcance da missão.

Ao longo de Seu ministério, Jesus personificou a missão de Deus. Ele proclamou o Reino de Deus, abraçou os marginalizados e excluídos, demonstrou o amor de Deus por meio de curas e milagres, e comissionou Seus discípulos para continuarem Sua obra.

O Livro de Atos narra a expansão da igreja primitiva por meio do evangelismo e do empoderamento do Espírito Santo. Por meio de jornadas missionárias, como as de Paulo, os primeiros cristãos enfrentaram desafios culturais e religiosos, enfatizando a importância da comunidade e da comunhão no avanço da missão.

Perspectivas do Antigo Testamento sobre Missão e a Missão de Deus no Mundo:

O Antigo Testamento estabelece o fundamento para o plano redentor de Deus para a humanidade. Isso inclui a aliança com Abraão, com a promessa de bênção para todas as nações, a história do Êxodo simbolizando a libertação da escravidão, e a visão dos profetas de paz e justiça universais.

Israel, como povo escolhido de Deus, tinha uma missão de ser luz para as nações, testemunhando o caráter e os propósitos de Deus. Isso envolvia servir como um modelo de justiça e compaixão, embora muitas vezes não conseguissem cumprir essa missão completamente.

O Antigo Testamento também destaca os desafios e críticas da missão de Israel. Apesar de seu chamado único, Israel frequentemente falhou em cumpri-lo, levando a tensão entre sua missão universal e identidade particular. Essas implicações teológicas continuam a moldar nossa compreensão da missão de Deus hoje.

Reflexões Teológicas sobre Evangelismo, Discipulado e Edificação do Reino

O evangelismo é central para a missão cristã, envolvendo o compartilhamento da mensagem do Evangelho de Jesus Cristo. É um convite à transformação pessoal e à salvação, empregando diversas abordagens e métodos de comunicação fundamentados em motivações teológicas.

O discipulado envolve crescimento e transformação em Cristo, aprendendo e vivendo os ensinamentos de Jesus, e capacitando e fortalecendo outros para o ministério. Trata-se de construir comunidades de fé e amor, nutrindo indivíduos para se tornarem seguidores fiéis de Jesus.

A edificação do Reino reflete o reinado de Deus de justiça, paz e amor, chamando os cristãos a trabalharem pela transformação de indivíduos e da sociedade. Envolve-se com questões e estruturas sociais, guiadas pela esperança escatológica e pela antecipação do cumprimento futuro.

Desafios e Oportunidades nas Missões Contemporâneas

As missões enfrenta uma série de desafios e oportunidades no contexto contemporâneo. Eis alguns deles.

  1. Ética Missionária e Imperialismo Cultural: separar evangelho de etnocentrismo.
    A ética missionária é fundamental para o respeito às culturas locais, valores e autonomia das comunidades-alvo. Isso contrasta com o imperialismo cultural, que pode impor valores e estruturas dos missionários. Navegar nas diferenças culturais requer sensibilidade, adaptação e inculturação. Examinaremos estudos de caso, como missões coloniais, perspectivas indígenas e diretrizes éticas.
  2. Missões e Justiça:
    As bases bíblicas para a justiça enfatizam o cuidado com os pobres, marginalizados e oprimidos. As missões são vistas como um ministério compreensivo, abordando tanto as necessidades espirituais quanto materiais. No entanto, há inevitáveis conflitos entre uma missão apolítica e a necessidade de envolvimento com estruturas sociais e injustiças. Exemplos incluem educação, cuidados de saúde, advocacia em favor dos vulneráveis e desenvolvimento comunitário.
  3. O Papel da Tecnologia e da Globalização nas Missões:
    A tecnologia oferece oportunidades significativas para a comunicação, colaboração, compartilhamento de recursos e alcance global. No entanto, também apresenta desafios, como a divisão digital, sensibilidade cultural, riscos online e uso ético de dados. Tecnologias emergentes, como mídias sociais, plataformas móveis e narrativas digitais, através de casos de estudo envolvendo ministérios online, evangelismo baseado em tecnologia e parcerias globais.
  4. Perseguição e Martírio:
    O enfrentamento da perseguição religiosa é uma realidade histórica e contemporânea para muitos cristãos. Há exemplos bíblicos e históricos de perseguição, bem como a teologia do martírio, destacando a importância do testemunho cristão em tempos de adversidade. A missiologia também aborda maneiras de apoiar os cristãos perseguidos por meio de ativismo, oração e assistência prática.
  5. Grupos de Pessoas Não Alcançadas e Missões de Fronteira:
    Identificar e alcançar grupos de pessoas não alcançadas apresenta desafios únicos, como barreiras linguísticas, acesso e preocupações com segurança. A missiologia discute abordagens em uma reflexão crítica para alcançar esses grupos, enfatizando a colaboração, respeito cultural e engajamento a longo prazo. Também há considerações éticas, como evitar a interrupção sociocultural, construir confiança e promover a sustentabilidade.
  6. Sustentabilidade e Impacto de Longo Prazo das Iniciativas Missionárias:
    Além de projetos de curto prazo, as missões devem se concentrar na construção de autossuficiência e liderança local. A missiologia busca construir bases comunitárias e parcerias, capacitando igrejas e organizações locais. Isso requer avaliação do impacto a longo prazo, incluindo resultados mensuráveis, transformação social e mudanças duradouras.
  7. Ecumenismo:
    O ecumenismo moderno nasceu das iniciativas missionárias. Ainda hoje os movimentos ecumênicos promovem a unidade e cooperação entre as denominações cristãs, oferecendo oportunidades para projetos conjuntos, diálogo e iniciativas evangelísticas compartilhadas. Enquanto desafios como divisões históricas e diferenças teológicas persistem, o ecumenismo continua a ser uma força positiva nas missões contemporâneas. É um remédio ao proselitismo e ao exclusivismo denominacional.
  8. Fraternidade Intradenominacional:
    Conectar e colaborar dentro de uma única denominação globalmente oferece oportunidades para compartilhar recursos, melhores práticas e experiências. No entanto, as denominações com alcance global enfrentam desafios como diversidade cultural, barreiras de comunicação e estruturas de liderança. Desentendimentos quanto aos papéis das igrejas que enviam e recebem obras missionárias, bem como o desenvolvimento da autonomia exigida normalmente por questões legais nacionais e necessidades culturais são desafios constantes. Exemplos de iniciativas colaborativas incluem missões denominacionais, conferências globais e ministérios compartilhados.

BIBLIOGRAFIA

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Walls, Andrew F. The Missionary Movement in Christian History: Studies in the Transmission of Faith (1996).

Tibåt Mårqe

Tibåt Mårqe é uma coleção de poesia litúrgica, hinos e composições midráshicas atribuídas ao estudioso, filósofo e poeta samaritano do século IV Mårqe.

Embora o manuscrito mais antigo que sobreviveu remonte ao século XIV, apenas fragmentos sobreviveram. Recentemente, uma nova edição incluindo uma tradução para o inglês foi publicada em 2020.

Este texto, um reescrita dos cinco livros da Torá Samaritana, oferece interpretações ampliadas do Pentateuco, fornecendo ensinamentos teológicos, didáticos e filosóficos, muitas vezes entrelaçados com elementos poéticos.