Herodes Agripa II

Herodes Agripa II (Marcus Julius Agrippa) (c.28-c.92 d.C.). O último rei da dinastia herodiana. Educado em Roma, tornou-se rei em 50, ocupando uma sucessão efêmera de cargos-clientes. Quando a revolta judaica estourou, Agripa II tentou em vão dissuadir os judeu. Agripa se juntou aos romanos e lutou contra os judeus. Exilado em Roma, continuou com o título nominal de rei. Fornceu documentos a Flávio Josefo.

Conforme At 25:13-26:32 Paulo apresentou sua defesa diante de Agripa e sua irmã Berenice (com quem teria tido um relacionamento incestuoso) em Cesareia Marítima (c. 59 ou 60).

BIBLIOGRAFIA
Flávio Josefo, Antiguidades Judaicas, 19.360-362; 20.9-12, 104, 135-140, 189-203, 211-214.
Flávio Josefo, Guerra Judaica, 2.220-223, 245-247, 335-407, 523-526; 3.56-57. Flávio Josefo, Vida de Flávio Josefo, 34-39, 74, 114, 340-367, 381-398.

Herodes Arquelau

Herodes Arquelau (c. 23 aC – c. 18 dC) era filho de Herodes I o Grande e Maltace, irmão de Herodes Antipas e meio-irmão de Herodes Filipe II.

Herodes Arquelau, filho de Herodes e Malthace, o samaritano, recebeu a parte principal do reino: a Judeia propriamente dita, Edom e Samaria. Ele governou por dez anos até 6 EC, quando foi “banido para Viena na Gália, onde, de acordo com Dion Cassius Cocceanus, “Hist. Roma”, lv. 27, ele viveu pelo resto de seus dias.”

É mencionado no final da passagem de Jesus no Egito em Mateus 2:14-23.

Antípater I

Antípater I, o Idumeu [(c.113-43 aC) foi o fundador da dinastia herodiana e pai de Herodes, o Grande.

Filho de um líder idumeu (como os edomitas eram conhecidos na época) converitido forçosamente ao judaísmo no período dos macabeus, ganhou poder ao fazer aliança com os romanos.

Antípater tornou-se um poderoso oficial sob os últimos reis asmoneus e, posteriormente, tornou-se cliente do general romano Pompeu, o Grande.

Quando Júlio César derrotou Pompeu, Antípater resgatou César em Alexandria e foi nomeado ministro-chefe da Judéia, com o direito de coletar impostos.

Herodes de Cálcis

Herodes de Cáclcis (m.48-49 dC) ou Herodes Pollio Rei de Chalcis, é chamado de Herodes V, ou Herodes II.

Membro da familia herodiana, era filho de Aristóbulo IV e neto de Herodes, o Grande, rei cliente romano da Judeia. Era irmão de Herodes Agripa I e Herodias.

Foi o governante de Cálcis, na Síria (7 a.C. – 48 d.C.).

Eli

Eli, em hebraico אֵלִי “Yahweh é meu Deus” ou “exaltado”, foi juiz de Israel (1Sm 4:18) e um sacerdote em Siló, onde a Arca estava localizada durante o período dos juízes.

Ao observar Ana orando pensou que estava bêbada, mas depois declarou que sua oração seria cumprida. Samuel, o filho dessa promessa, foi mais tarde levado a Siló e posteriormente sucedeu a Eli, cujos filhos, Hofni e Fineias, eram ambos ímpios.

A ascendência de Eli não está registrada e a transição da linhagem aarônica de Eleazar para a casa de Eli constitui uma dificuldade bíblica. Seus dois filhos têm nomes egípcios, um deles idêntico ao nome do filho de Eleazar, Fineias. Em 1 Sm 2:27 menciona casa de Eli havia sido designada para o sacerdócio enquanto Israel ainda estava no Egito, mas essa passagem não aparece no Pentateuco. Uma tradição diz que Uzi (1 Cr 6:4-6), da linha de Eleazar, seria o sumo-sacerdote e segundo a tradição Samaritana após a morte de Josué, o sacerdote Eli deixou o tabernáculo do Monte Gerizim, e construiu outro em Siló (1 Sm 1: 1-3; 2: 12-17). Uma tradição posterior traça Eli a Itamar filho de Aarão (Josefo, Antiguidades Judaicas 5:361; cf. 1 Cr 24:3) enquanto outra diz que era descendente de Eleazar filho de Aarão (4 Ed 1: 2-3; cf. Êx 6:23, 25).

Após a morte de Eli e seus filhos, a aldeia de Nobe local que seus possíveis descendentes se estabeleceram. De acordo com 1 Sm 22:20-23, o único sobrevivente da chacina que Saul fez nos sacerdotes de Nobe foi Abiatar, filho de Aimeleque, filho de Aitube, um descendente de Eli que foi deposto por Salomão (1 Sm 14:3; cf. 1 Re 2:27).