Saúde

Na Bíblia, a saúde não se limita à ausência de doenças, mas abrange o bem-estar físico, mental e espiritual do indivíduo. A saúde física é frequentemente associada à obediência aos mandamentos divinos e à vida em harmonia com a criação. Provérbios, por exemplo, relaciona a saúde do corpo ao temor a Deus e à prática do bem (Pv 3:7-8). A saúde mental e emocional também é valorizada, com ênfase na paz interior, na confiança em Deus e no controle das emoções.

A existência de doenças e aflições recebe causas como acidentes e envelhecimento, e a causas sobrenaturais, como o pecado e a ação de espíritos malignos. A cura, por sua vez, é frequentemente associada à intervenção divina, demonstrada através de milagres realizados por figuras como Moisés, Elias e Jesus. No entanto, a Bíblia também menciona práticas medicinais como o uso de ervas, a aplicação de unguentos e a realização de cirurgias rudimentares, indicando a existência de um conhecimento empírico de saúde. O deuterocanônico livro de Siraque 38:1-15 reconhece o papel do médico e o valor da medicina.

História Primeva

A História Primeva ou Primal é o nome dado ao conjunto de capítulos de Gênesis 1-11. Narra a criação do mundo, os primeiros humanos, sua queda, as primeiras instituições e civilização, o dilúvio. Destaca a importância da aliança entre Deus e a humanidade.

Seus paralelos literários são a Teogonia, o mito de Atrahasis, o Enuma Elish e o Épico de Gilgamesh.

Patriarcas

O termo “patriarcas” normalmente refere-se aos pais fundadores da nação israelita, ou seja, Abraão, Isaque e Jacó, retratados no livro de Gênesis. Além desses três patriarcas, também existem vários outras pessoas que frequentemente consideradas parte desse grupo, como os patriarcas ante-diluvianos e os pais das tribos israelitas, bem como as matriarcas.

Abraão, que é considerado o primeiro dos patriarcas bíblicos, foi originalmente chamado de Abrão e viveu em Ur dos caldeus. Segundo a Bíblia, Deus o chamou para deixar sua terra natal e viajar para uma nova terra que ele lhe mostraria. Abraão obedeceu ao chamado de Deus e se tornou o pai do povo judeu. Ele é lembrado por sua fé e sua disposição de sacrificar seu filho Isaque por ordem de Deus.

Isaque era filho de Abraão e sua esposa Sara. Ele nasceu quando Abraão já era muito velho, e seu nascimento foi considerado um milagre. Isaque se casou com Rebeca e teve dois filhos, Jacó e Esaú.

Jacó, neto de Abraão, é conhecido por seu papel na história das 12 tribos de Israel. Ele teve 12 filhos, que se tornaram os chefes das 12 tribos. Jacó também é conhecido por sua luta com um anjo e sua renomeação para Israel, que significa “aquele que luta com Deus”.

José, filho de Jacó, é considerado um dos maiores patriarcas bíblicos. Ele foi vendido como escravo por seus irmãos, mas se tornou uma figura poderosa no Egito, perdendo apenas para o Faraó. José é conhecido por sua habilidade de interpretar sonhos e por seu papel em salvar o Egito e sua família da fome.

Justino Mártir

Justino (c. 100-165 dC) foi um apologista cristão durante o reinado de Antonino Pio. Morreu como mártir em Roma após sua condenação como um cristão, quando apresentou uma apologia pela fé cristã. Foi um dos primeiros filósofos cristãos.

No início de sua primeira apologia, informa que nasceu em Flavia Neapolis (a antiga Siquém em Samaria) de pais seguidores das religiões greco-romanas.

Embora vivesse em ambiente samaritano, não se interessou pela religião mosaica. Lista familiariedade com sete seitas judaicas (Trifo 80. 4). Depois de desapontar com a filosofia (Trifo 3) se converteu ao Cristianismo. Conhecia os estóicos e os platônicos dada sua educação em Éfeso.

Converteu-se ao cristianismo por volta do ano 130 e abriu uma pequena escola em Roma, onde escreveu suas Duas Apologias. Na primeira, escrita em c.155 defende o cristianismo contra a calúnia popular e o desprezo intelectual. Na segunda, escrita em c.162, responde à perseguição.

O aluno de Justino, Taciano, atribui sua morte à informação dada por Crescente, um rival cínico (Oratio 19).

Seu Diálogo com Trifo é a primeira grande obra da tipologia cristã, também um registro do embate entre o cristianismo e do nascente judaísmo rabínico. Nela, elabora sua doutrina do Logos, que, como Cristo, esteve presente em muitas epifanias do Antigo Testamento e garante a unidade da inspiração das escrituras. Por vezes, sua interpretação tipológica não faz jus ao texto citado. Acabou por influenciar o modo de recepção cristã do Antigo Testamento até o advento da exegese crítica.

Primeira e Segunda Apologias: argumenta que um ‘logos espermático’, idêntico a Cristo, instrui todo homem em sabedoria até mesmo os filósofos não cristãos prefiguraram a revelação de Cristo. Tenta demonstrar a lealdade dos cristãos às autoridades civis.

Justino menciona as “memórias” dos apóstolos as quais seriam chamadas de “evangelhos”. Seus escritos atestam que os quatros evangelhos estavam em uso e também alude ao Apocalipse. Notoriamente, não menciona Paulo ou seus escritos.