Noé

Noé foi o patriarca que, obedecendo à ordem de Deus, construiu uma arca e salvou sua família e animais do dilúvio (Gn 6-9).

Noé era filho de Lameque (Gn 5:28-29); o neto de Matusalém; e o nono descendente de Adão via Sete.

Considerado o único homem justo de sua época (Gn 5:9, Gn 7:6 cf. Gn 6:8), a missão de Noé era perpetuar a vida na terra. Noé é citado como exemplo de justo (Ez 14:14, 20; Mt 24:27-28; Lc 3:36; Hb 11:7). É comparada a libertação de Noé das águas do dilúvio com a libertação do pecado através do batismo cristão (1Pe 3:20-21).

Eleazar

Eleazar, em hebraico אֶלְעָזָ֖ר, em grego  ̓Ελεαζάρ, significa “Deus é meu auxílio”.

  1. Eleazar filho de Aarão, seu terceiro filho com Eliseba e pai de Fineias (Êx 6:23, 25). Consagrado sacerdote (Êx 28:1), Eleazar supervisionava os levitas coatitas que carregavam a Arca e os móveis sagrados em seus ombros na marcha (Nm 3: 30-32) e foi encarregado de supervisionar o tabernáculo e seus móveis, também o óleo, o incenso, etc. (4:16). Seu irmão Itamar estava sobre os gersonitas e meraritas que transportavam as cortinas do tabernáculo, tábuas, etc. (4:28, 33).
  2. Eleazar filho de Aminadabe, designado para cuidar da Arca da Aliança após seu retorno aos israelitas (1 Sm 7: 1).
  3. Eleazar filho de Dodô, o aoíta, um dos três chefes do exército de Davi (2 Sm 23:9; 1 Cr 11:12).
  4. Eleazar filho de Mali, um merarita, que teve apenas filhas, que se casou com seus primos (1 Cr. 23:21, 22; 24:28).
  5. Um sacerdote que participou da dedicação do muro reconstruído (Ne 12:42).
  6. Eleazar filho de Fineias, um levita (Esdras 8:33), talvez o mesmo acima.
  7. Um filho de Eliúde e um antepassado de Cristo (Mt 1:15).

Balaão

Balaão era um profeta, filho de Beor e morador da cidade de Petor na Mesopotâmia (Nm 22; 23; 24; Dt 23:4). Aparece nas passagens da mula (Nm 22:33), da maldição tornada em bênção (Nm 23-24) e da idolatria de Peor (Nm 31:6; Dt 23:4). Aparece citado no Novo Testamento (2 Pe 2:15; Jd 11; Ap 2:14).

A inscrição de Deir ‘Alla (KAI 312), foi descoberta durante uma escavação de 1967 em Deir ‘Alla, na Jordânia. Escrita nas paredes de um casa, registra uma visão de Balaão. Sua datação é do século IX a.C.

Filo

Fílon ou Filo de Alexandria (c. 20 a.C-c. 50 dC) foi um filósofo judeu.

Era membro da elite judaica de Alexandria. Participou da Legatio ad Gaium (“Embaixador de Gaio”), um grupo de judeus enviados a Roma para pleitear a causa judaica diante de Calígula depois de embates antijudaicos em Alexandria. Seu sobrinho, Tibério Júlio Alexandre, fez carreira no exército romano, serviu como governador da Judéia e como membro da equipe de Tito durante o cerco de Jerusalém durante a revolta judaica. 

Com um método alegórico, Filo buscou harmonizar a filosofia grega (principalmente o médio platonismo) e o judaísmo. Escreveu um número grande de livros que foram copiados e preservados por cristãos. Desses, 52 livros, cerca de um terço de sua obra, sobrevivem inteiramente ou em fragmentos

Vários elementos das obras de Filo foram abraçadas pelos primeiros cristãos. Seu conceito do Logos como o princípio criativo de Deus possui pontos comuns com a teologia do Logos, a Palavra de Deus. O Logos divino teria uma existência semi-independente que Deus comunicou ao mundo. Como uma estrutura organizadora que a mente pode apreender, o Logos atua entre o Criador e a Criação.

A Torá é uma fonte sobre o certo e o errado. Quando não pode ser vista moralmente de forma clara, a Torá deve ser lida metaforicamente. As Escrituras deveriam priorizar um sentido mais profundo, o qual seria alegórico e espiritual, formando uma guia para a vida ética e a contemplação mística do Divino.

Como os mandamentos da Torá refletem a mente do Divino são uma porta de entrada para a alma humana em direção à espiritualidade pura e à salvação.