Eliseu

Profeta do Reino do Norte ou Israel. Atuou entre c 850–c.800 a.C. durante os reinados de Jorão, Jeú, Jeoacaz e Jeoás (Joás).

Sucessor e discípulo de Elias. Como taumaturgo realizou os seguintes milagres:

  1. A purificação de uma fonte vital (2Re 2: 19-22);
  2. a ressurreição do único filho da sunamita (2Re 4: 18-37);
  3. o fornecimento de um antídoto para o ensopado venenoso (2Re 4: 38-41),
  4. a cura da lepra de Naamã (2Re 5:1-19 cf. Lucas 4:27);
  5. A recuperação de um machado emprestado (2Re 6:1-7);
  6. o aumento do óleo da viúva (2Re 4: 1-7);
  7. a multiplicação dos grãos (2Re 4: 42-44);
  8. a restauração da terra da sunamita (2Re 8: 1-6)
  9. a provisão de água a um exército sedento (2Re 3: 4-20);
  10. a derrota dos moabitas (2Re 3: 21-27);
  11. o anúncio dos planos dos inimigos (2Re 6: 8-12);
  12. Livrou Israel dos sírios (2Re 6: 13-7: 23);
  13. Anteviu as quedas de Ben-Hadade de Damasco (2Re 8: 7-15) e Jeú de Israel (2Rs 9: 1-13, cf. 2Rs 9: 14-36) e Joás (2Rs 13: 14-19).

Elias

O nome significa “meu Deus é Yahweh” Profeta do período dos reis de Israel Acabe e Acazias de (c.873-851 a.C.)

O ciclo de Elias contém cinco episódios:

  1. A idolatria em Israel e sua consequente seca (1Re 16:29-19: 18);
    1. No Monte Horebe, Elias é encarregado de ungir três indivíduos: Eliseu, como seu sucessor; Hazael, como rei da Síria; e Jeú, como rei de Israel.
    2. Elias unge apenas Eliseu; é Eliseu quem unge os outros dois indivíduos.
    3. Enquanto busca refúgio da seca em Sarepta, ressuscita o filho da mulher cananeia que o acolheu.
  2. A vinha de Nabote (1Re 21);
  3. Profecias contra Acazias (2Re 1:2-2: 17);
  4. Ascenção de Elias (1Re 19: 19-21; 2Re 2:1-18);
  5. Carta de Elias a Jeorão (2Cr 21:12-15).

Eliseu se tornou seu servo e sucessor. Elias promoveu o culto a Yahweh e enfrentou o culto de Baal promovido por Jezabel e Acabe.

No período do Segundo Templo havia a expectativa do retorno de Elias. com Jesus (Mc 6:15; 8:28). João Batista identificado como antitipo de Elias, que voltaria e restauraria todas as coisas (Mc 9:12; Ml 3 : 1).

Naum

Profeta que argumenta que Deus demora a irar-se, mas de forma alguma irá ignorar as opressões epitomizada pela Assíria.

É uma série de três poemas. O primeiro é um poema acróstico, um poema alfabético com cada linha começando com letras sucessivas do alfabeto hebraico. Entretanto, cerca de dez a dezesseis letras das 22 do alfabeto aparecem, o que indica o caráter fragmentário do texto que nos chegou.

Diferentemente de outros livros proféticos, não contém exatamente profecias ou repreende o mau comportamento das nações. É antes uma celebração da queda dos assírios. Esses poemas se alegram com a queda de Nínive em 612, a capital do cruel império assírio. Os assírios eram odiados por sua brutalidade excepcional, sua desumanidade, particularmente em suas conquistas.

O argumento em Naum é que Deus usou a Assíria para disciplinar o reino de Israel – eles destruíram Israel – e para disciplinar Judá por suas transgressões. Mas Deus é o soberano universal e, portanto, a selvageria da Assíria – mesmo que fosse parte da disciplina divina –  é algo punível. A queda de Nínive é a vingança de Deus sobre a Assíria por sua desumanidade.

As legiões armadas marcharam contra Nínive e saquearam seu tesouro. As descobertas arqueológicas de Nínive, seu saque e das fossas rasas cavadas para esconder tesouros enquanto as pessoas fugiam confirmam a brutalidade desse evento.

A datação do livro é algo disputável. É uma das raras instâncias que Deus é chamado de baal na Bíblia Hebraica, o que remete à mentalidade pré-exílica. Uma tradição proto-rabínica (Seder olam Rabbah) situa Naum nos dias de Manassés. É possível que tenha sido membro da corte de Manassés, com acesso à política, língua e costumes assírios. No entanto, a antologização dos Doze Profetas coloca Naum junto de Habacuque e Sofonias e nos primeiros anos do século VII a.C. As alusões à queda de Tebas, no Egito, aos assírios em 663 a.C. e à de Nínive em 612 a.C. providenciam uma data limite aproximada para a composição.

Não há informações em outros lugares da Bíblia ou extrabíblicas contemporâneas sobre Naum. Mesmo a alusão no verso 1:1 de que Naum seria um elcosita é obscura.

Amós

Profeta cujos oráculos salientavam a supremacia de Deus, condenavam as injustiças e previam as punições das nações. Critica o ritualismo sem justiça ou obediência. Conclui com a restauração da dinastia davídica em Judá.

Embora fosse natural de Tecoa, em Judá, atuou no Reino do Norte (Israel) durante o século VIII a.C., durante o reinado de Jeroboão II (788-747 a.C). Provavelmente foi contemporâneo pouco mais velho de Oseias e Isaías, talvez de Miqueias e Joel.

Foi um dos primeiros profetas literários (profetas com livros próprios). Entre os Doze Profetas Menores, o livro de Amós é o terceiro livro na Bíblia Hebraica (Tanakh) e nas edições protestantes do Antigo Testamento, mas o segundo na Septuaginta.

ESBOÇO ESTRUTURADO

I. Julgamento contra repetidas transgressões da lei moral. (1:1-2:16)

a. Sobrescrição (1:1)
b. Julgamento sobre os povos vizinhos (1: 3-2: 3)
c. Julgamento sobre sobre Judá e Samaria (2: 4-16)

II. O Dia do Senhor (3:1-6:14)

a. Denunciação da irresponsabilidade moral de Samaria.

III. Visões simbólicas de julgamento (7: 1-9:10)

a. Gafanhotos (7: 1-3).
b. Fogo (7: 4-6).
c. Fio de prumo (7: 7-9)
d. Frutas de verão (8: 1-14)
e. Santuário devastado (9: 1-7)

III. Incidente e nota biográfica (7:10-17)
IV. Epílogo que descreve a restauração do reino davídico. (9:8-15)


COMO REFERENCIAR

ALVES, Leonardo Marcondes (ed.). Amós. Círculo de Cultura Bíblica, 2021. Disponível em: https://circulodeculturabiblica.org/2021/07/02/amosAcesso em: 04 jul. 2021.