Andreas Osiander

Osiander é o sobrenome de uma família de reformadores e teólogos do século XVI.

  1. Andreas Osiander (1498-1552) foi um reformador e teólogo luterano alemão que defendeu uma doutrina justificação pela fé distinta. Segundo Osiander a justificação seria a retidão essencial da divindade de Cristo que passa habitar no pecador. Foi o responsável pela Reforma em Nuremberg e influeciou a adoção da Reforma na Prússia.

Frequentou a universidade de Ingolstadt, mas não se formou e foi ordenado padre em Nuremberg. Na cidade, tornou-se hebraísta. Em 1522, recém-nomeado pároco da igreja de St. Lorenz em Nuremberg e aderiu ao luteranismo. Durante a Primeira Dieta de Nuremberg (1522), conheceu Alberto da Prússia, Grão-Mestre dos Cavaleiros Teutônicos, e ajudou convertê-lo ao luteranismo. Liderou a adoção da Reforma pela cidade de Nuremberg em 1525, quando também se casou. Alberto da Prússia o nomeou professor da recém-fundada Universidade de Königsberg, onde viveria até sua morte.

Como biblista, produziu uma edição revista e anotada da Vulgata (1522). Era defensor de uma harmonização extrema das passagens duplicadas nas Escrituras. Para ele, por exemplo, a filha de Jairo teria sido ressuscitada duas vezes.

A publicação dos debates De Lege et Evangelio e De Justificatione (1550) resultaram na controvérsia osianderiana, a qual uma parte dos protestantes aderiram a sua perspectiva de justificação até pelas próximas duas décadas.

Com base no conhecimento filológico do hebraico e do grego, Osiander acreditava que a justificação não era simplesmente uma questão de justiça imputada, mas que o crente estava realmente unido a Cristo e feito justo nEle. Essa perspectiva foi criticada por muitos de seus contemporâneos, mas influenciaram teólogos posteriores, como John Wesley, Karl Barth e Tuomo Mannermaa.

2. Lukas Osiander (1534–1604), filho de Andreas, pastor luterano em Württemberg, editor de um comentário da Bíblia de Lutero (a “Bíblia Osiander”), publicou um dos mais influentes hinários luteranos.

3. Andreas Osiander, o Jovem (1562–1617) foi um teólogo luterano alemão, filho de Lukas Osiander, o Velho, e neto de Andreas Osiander, o Velho.

studou na Universidade de Tübingen, onde se tornou professor de teologia em 1584. Ele se destacou por sua erudição e conhecimento das línguas bíblicas, publicando obras em hebraico e grego.

Sua carreira acadêmica foi marcada por sua defesa da ortodoxia luterana, em linha com a Confissão de Augsburg. Ele se opôs a movimentos como o calvinismo e o criptocalvinismo, que buscavam aproximar a teologia luterana da calvinista. Foi também hinista e comentarista bíblico, especialmente sobre o Livro de Josué.

4. Lukas Osiander, o Jovem (1571–1638) foi um teólogo luterano alemão, filho de Lukas Osiander, o Velho, e neto de Andreas Osiander, o Velho.

Nascido em Stuttgart, estudou na Universidade de Tübingen, onde posteriormente atuou como professor de teologia e reitor. Ele se tornou uma figura proeminente na ortodoxia luterana, defendendo a Confissão de Augsburg e opondo-se a movimentos como o calvinismo e o pietismo.

Sua obra teológica se concentrou em questões como a lei e o evangelho, a justificação pela fé e a autoridade da Escritura.

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J. Deotis Roberts

J. Deotis Roberts (1935-2015) foi um teólogo batista americano que enfatizou a importância da teologia contextual para as comunidades negras. Seu livro “The Prophethood of Black Believers: An African American Political Theology for Ministry” (1982) argumentou que os negros devem ser vistos como profetas que desafiam as estruturas sociais que perpetuam a opressão.

No cerne da teologia de Roberts estava sua crença na dignidade e no valor de todas as pessoas, independentemente de raça, etnia ou status social. Deus é um Deus de justiça e compaixão, profundamente preocupado com a situação dos oprimidos e marginalizados. Roberts argumentou que o propósito da teologia era ajudar as pessoas a entender e responder às realidades da injustiça no mundo e trabalhar para criar uma sociedade mais justa e equitativa.

Um dos temas-chave na teologia de Roberts era a libertação. O plano de salvação de Deus incluía libertar as pessoas de todas as formas de opressão, incluindo a opressão espiritual, econômica, política e social. A história do Êxodo na Bíblia hebraica exemplifica um símbolo poderoso da libertação de Deus, e que os cristãos poderiam recorrer a essa história para entender o significado de sua própria libertação em Cristo.

Roberts também enfatizou a importância da comunidade em sua teologia. Ele acreditava que os seres humanos foram criados para a comunidade e que era por meio de nossos relacionamentos com os outros que poderíamos experimentar a plenitude do amor de Deus. A Igreja é um local crucial de comunidade. Por isso, os cristãos tinham a responsabilidade de trabalhar juntos para criar um mundo mais justo e amoroso.

Roberts enfatizou o poder transformador do amor de Deus. Ele acreditava que o amor de Deus tinha o poder de curar e transformar indivíduos e comunidades, e que essa transformação era essencial para criar um mundo mais justo e igualitário. O trabalho da teologia como um convite para participar desse processo transformador e incentivou os cristãos a serem agentes ativos de mudança em suas comunidades e no mundo.

Junto de James H. Cone, Deotis Roberts é um dos propoentes da Black Theology, a teologia da libertação afroamericana. No entanto, era voz distinta na interlocução do pensamento de Cone e de Martin Luther King, bem como na práxis em justiça social.

Mitri Raheb

Mitri Raheb (1962 – ) é um pastor e teólogo luterano palestino.

Raheb é o fundador da Dar al-Kalima University College of Arts and Culture em Belém e sua teologia se concentra na contextualização do cristianismo no Oriente Médio. Raheb escreveu vários livros, incluindo “Faith in the Face of Empire” e “The Cross in Contexts: Suffering and Redemption in Palestine”.

Albrecht Ritschl

Albrecht Ritschl (1822-1889) foi um teólogo liberal alemão e professor de teologia.

Ritschl enfatizou a importância da fé como um compromisso pessoal com a mensagem cristã e argumentou que a missão da igreja era espalhar a mensagem do amor e da graça de Deus. Por isso, para ele era basilar uma ética social, argumentando que o cristianismo exigia um compromisso com a justiça social.

Reencarnação

Reencarnação refere-se especificamente à crença no renascimento de uma alma humana em outro corpo humano. Implica a continuação da consciência e identidade individual através de múltiplas vidas.

É uma perspectiva sobre o além vida comum no hinduísmo, budismo, no espiritismo kardecista e algumas crenças dos movimentos populares diversos chamados de Nova Era.

Muitas vezes associada ao karma, onde as ações em uma vida determinam a qualidade da seguinte.

Uma passagem apontada para apoiar a ideia de reincarnação é João 1:19-20. Perguntaram se João Batista se ele seria Elias. O qual ele negou.

Em contrapartida, um verso nega a possibilidade de reincarnação:

“E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo, depois disso, o juízo”. Hebreus 9:27.

Vale diferenciar reencarnação, transmigração da alma e metempsicose.

ReencarnaçãoTransmigraçãoMetempsicose
Tipo de renascimentoSomente humanoQualquer forma (humano, animal, não-vivo)Seres sentietes (humano e animal)
ÊnfaseIdentidade individual e karmaCiclo de existênciaJornada e aprendizado da alma
OrigemReligiões indianas, Budismo, KardecismoFilosofia grega, tradições orientaisFilosofia grega, adaptações modernas