Relevo do pedestal de Berlim

O Relevo do Pedestal de Berlim (ÄM 21687) é parte da base de um pedestal de granito de uma estátua egípcia antiga, atualmente preservado no Museu Egípcio de Berlim. O artefato contém uma inscrição descrevendo vitórias militares do Egito, cuja datação é incerta devido à ausência de contexto arqueológico ou proveniência. A inscrição foi adquirida em 1913 pelo egiptólogo Ludwig Borchardt (1863–1938) de um comerciante de antiguidades chamado M. Nachman, juntamente com outro relevo de pedestal de granito de tamanho similar.

O arqueólogo alemão Manfred Görg propôs que a inscrição pode conter uma das referências mais antigas conhecidas a Israel, possivelmente datada de cerca de 1400 a.C., durante os reinados de Amenófis II ou III. Caso essa interpretação seja correta, a menção a Israel no pedestal seria anterior à inscrição na Estela de Merneptá em aproximadamente dois séculos. Segundo essa leitura, a palavra “Israel” apareceria em sequência após “Ascalom” e “Canaã”. No entanto, a origem do pedestal permanece desconhecida, o que torna sua datação e contexto histórico difíceis de determinar.

A interpretação proposta por Görg e outros estudiosos sobre a possível menção a Israel tem sido rejeitada pelo mundo acadêmico. A análise de R. K. Ritner questiona a leitura dos hieróglifos como uma referência a Israel, enquanto Wolfgang Zwickel e Pieter van der Veen discutem as implicações arqueológicas e históricas dessa hipótese em seus respectivos estudos.

Ramsés II

Ramsés II, cujo reinado foi entre 1279 e 1213 a.C., foi o terceiro faraó da 19ª Dinastia (1292-1186 a.C.) no Novo Reino (c.1550–c.1069).

Deixou registros revindicando uma vitória decisiva sobre os hititas na Batalha de Cades, dando-lhe a reputação de grande guerreiro. Na realidade, a batalha foi mais um empate, mas resultou no primeiro tratado de paz conhecido em 1258 a.C.

Embora seja regularmente associado ao faraó do livro bíblico do Êxodo, não há nenhuma evidência histórica ou arqueológica.

Papiros Rylands

Os Papiros Rylands são uma coleção de milhares de fragmentos de papiros e documentos do norte da África e da Grécia, guardados pela Biblioteca da Universidade John Rylands, em Manchester. É uma das maiores coleções de papiros e uma com exemplares mais antigos de alguns títulos.

Os Papiros Rylands inclui textos religiosos, devocionais, literários e administrativos. A coleção consiste de papiros hieróglifos, hieráticos e demóticos datam do século XIV aC ao século II dC. Além deles, cerca de 500 papiros coptas e cerca de 800 papiros árabes. Há cerca de 2.000 papiros gregos.

Contém fragmentos do Evangelho de João e Deuteronômio, os primeiros fragmentos sobreviventes do Novo Testamento e da Septuaginta (Papiro 957, Papiro Rylands iii.458); Papiro 31, um fragmento da Epístola aos Romanos; Papiro 32, um fragmento da Epístola a Tito; Papyrus Rylands 463, Evangelho apócrifo de Maria em grego; John Rylands Papyrus 470, uma oração em grego koiné para Maria (tratada como Theotokos), escrita por volta de 250.

Roma

Roma, capital do império romano.
Os primeiros cristãos estabeleceram em poucas décadas após a morte de Jesus. Foi visitada por Paulo, a quem escreveu sua epístola. A tradição ocidental diz que Paulo e Pedro foram mortos em Roma durante uma perseguição movida por Nero.
Inicialmente era uma igreja judia e gentia de língua grega até que no final do século II começam a realizar seus cultos em latim. Seus locais de culto nas catacumbas são importantes para arqueologia e história do cristianismo.