A Chiese Cristiane Italiane nel Nord Europa (CCINE) ou Igrejas Cristãs Italianas no Norte da Europa é uma denominação pentecostal fundada em vários países durante a onda de migração italiana para o Norte da Europa após a Segunda Guerra Mundial.
Surgiu como Opera Evangelica Italiana e sua história resulta do esforço dedicado de personalidades como Maria Zullo, Matthew De Santis, Elizabeth De Santis e Eugenio Palma. Inicialmente concentrada na Bélgica, a CCINE expandiu o seu alcance para a Alemanha, França, Inglaterra, Suíça e Ucrânia.
As raízes da CCINE remontam a 1952, quando Maria Zullo, missionária da CCNA, ajuntou um grupo de crentes italianos para a Bélgica. O movimento ganhou força com o apoio de missonários como Eugenio Palma, Matthew De Santis e Pasquale Vozza. Nos anos seguintes, o CCINE estendeu o seu alcance à Alemanha e à França, estabelecendo numerosas congregações e promovendo um sentimento de unidade entre os imigrantes italianos.
Em 1968, reconhecendo a necessidade de uma estrutura organizacional, a CCINE formou uma comissão para supervisionar as suas crescentes operações. O primeiro Encontro Internacional Italiano aconteceu em Liège, Bélgica, em 1964, solidificando a identidade da organização.
A Chiese Cristiane Italiane nel Nord Europa adere a um conjunto de crenças fundamentais enraizadas na doutrina cristã. Creem na natureza trinitária de Deus – Pai, Filho e Espírito Santo – bem como a inspiração e autoridade divina da Bíblia. Considera o estado decaído da humanidade, enfatizando a necessidade de salvação através da fé em Jesus Cristo. No centro da sua fé está a convicção de que Jesus, nascido da Virgem Maria, viveu uma vida sem pecado, ofereceu-se como sacrifício pela redenção e ressuscitou dos mortos. Esperam pelo retorno iminente de Jesus Cristo, juízo final e a destruição de Satanás.
Originários dos avivamentos da Suíça e sul da Alemanha no século XIX, os Neutäufer buscam viver o cristianismo primitivo a partir de uma leitura simples da Bíblia e uma vida transformada pelo evangelho.
O movimento nunca teve uma designação uniforme. Foram chamados de Neutäufer (“novos batistas” em contraste com os menonitas), Fröhlichianer, Nazarénusok, Gemeinschaft Evangelisch Taufgesinnter, New Amish, Nazarener-Gemeinde, Apostolic Christian Church, Nazarenos, dentre outras nomenclaturas.
O fundador foi o suíço Samuel Heinrich Fröhlich (1803-1857). Fröhlich estudou teologia nas universidades de Zurique e Basel, mas não simpatizava com o racionalismo da teologia acadêmica da época. Participante do réveil suíço, em 1825 passou por uma experiência de conversão. Proibido pelas autoridades de pregar o avivamento, deixou a Igreja Reformada estatal.
Recebeu apoio da Sociedade Continental dos irmãos Haldane para continuar a evangelizar. Em fevereiro de 1832 Fröhlich foi batizado em Genebra por Ami Bost e iniciou a pregar em reuniões domésticas atraído novos convertidos. Passou também a pregar em congregações menonitas. Em 1834, por questão do modo de batismo, santa ceia e demanda por disciplina, vários menonitas organizaram congregações separadas sob orientação de Fröhlich. Incapaz de coordenar tão grande comunidade, Fröhlich pediu apoio aos batistas londrinos e entabulou planos com Johann Gerhard Oncken em 1846 para unirem-se com os batistas. No entanto, tal união não fruiu. Em 1844 Fröhlich foi expulso da Suíça e asilou-se em Estrasburgo onde morreu.
O movimento ganhou adeptos entre classes trabalhadoras urbanas e rurais na Europa Central. Das regiões de fala alemã, o movimento esparramou-se pelo território do antigo Império Austro-Húngaro. Formaram-se congregações de língua húngara, sérvia, eslovaca e alemã. A primeira igreja na América do Norte foi organizada em 1852 entre os Amish em Croghan, Nova York.
Mesmo o ostracismo e as perseguições fizeram o movimento florescer. Resultante de uma organização congregacionalista, complicada por fatores de língua e etnicidade, bem como diferentes arranjos legais a cada nação, o movimento nunca esteve sob uma só denominação. As principais denominações são:
Apostolic Christian Church of América -Igreja Cristã Apostólica da América– com uma centena de igrejas nos Estados Unidos e algumas no Canadá, México e Japão, com aproximadamente 11.500 membros. Remonta das primeiras igrejas fundadas no meado do século XIX.
Apostolic Christian Church (Nazarean) -Igreja Cristã Apostólica (Nazareana) – com cerca 50 congregações nos Estados Unidos, 14 congregações no Canadá , 16 congregações na Argentina, além de igrejas na Austrália, Hungria, Brasil (Igreja PAZ e Igreja Evangélica Nazareno, não confundir com a Igreja do Nazareno) e no México, além de trabalho missionário na Nova Guiné, Zâmbia, Israel e Paraguai. Formada por migrantes da Europa Central e Oriental que se estabeleceram nos Estados Unidos, manteve comunhão com as igrejas europeias. Moderadamente, adotou costumes comuns aos evangelicais. Um membro conhecido da denominação é o palestrante e autor Nick Vujicic.
Nazarene Christian Congregation – Congregação Nazarena Cristã – reúne membros com vínculos com a antiga Iugoslávia (onde possui mais igrejas), Austrália, Estados Unidos e Canadá.
Bund Evangelischer Täufergemeinden – União dos Evangélicos Neo-Batistas – Alemanha, Suíça, Áustria e França (Alsácia), com cerca de 2500 membros.
Nazarenos: grupos dispersos na Suécia, Hungria, Sérvia, Croácia, Romênia, Ucrânia e Eslováquia.
Há ainda congregações e redes menores de congregações independentes na Europa e Estados Unidos.
Junto dos menonitas russos e dos Bruderhof, os Neutäufer são exemplos de remanescentes anabatistas “plain” (aqueles que não adotaram costumes correntes dos evangélicos em geral) na Europa. Juntos do Movimento dos Irmãos (de Plymouth) constituem os herdeiros do réveil que mais retiveram práticas primitivistas.
Os Neutäufer creem somente na Bíblia como fonte de autoridade. No geral, sua teologia é anabatista, mas com uma ênfase na conversão pessoal típica do pietismo e do réveil. A centralidade da fé em Jesus Cristo é manifesta na conversão. A conversão é vista como um processo de autoexame, arrependimento e restituição de erros pendentes até alcançar paz com Deus. Considerando o ser humano totalmente dependente da graça de Deus, creem que o pecado é perdoado somente pelo sangue de Jesus na conversão. Sendo então santificados, os pecados eventuais posteriores dependem do perdão alcançado pela intercessão de Jesus Cristo perante Deus Pai.
A crença de que os remidos formam uma comunidade santificada resulta em meticulosas normas de vida comunitária. A violação das normas comunitárias equivale à queda da fé. Membros tomam como responsabilidade a exortação mútua para auxiliar na caminhada na fé e na correção dos eventuais desvios.
As práticas e costumes denominacionais variam conforme os grupos, mas há um complexo corpo de normas tácitas amplamente conhecidas e praticadas a cada congregação. Há desde movimentos que são semelhantes a outros evangélicos, como as Igrejas PAZ no Brasil ou a Bund Evangelischer Täufergemeinden alemã, mas boa parte são tradicionalistas quanto a costumes e práticas de culto. No entanto, esses costumes não possuem tanta autoridade como entre outros grupos “plain” dos anabatistas (menonitas e Amish).
Cada congregação local é autônoma totalmente em matérias de gestão financeira, eleição dos ministros e disciplina dos membros. As decisões denominacionais são feitas por consenso, com participação de representantes de todas as igrejas. Alguns grupos possuem conselhos de ministros permanentes enquanto outros reúnem-se em assembleias gerais esporádicas. Homogeneidade comportamental é esperada em todas congregações dentro de uma denominação.
Tradicionalmente, os Neutäufer reúnem-se para cultos nos quais os hinos são somente cantados a capella. Crendo firmemente na guia do Espírito Santo no culto, as pregações não são preparadas antecipadamente (normalmente, a parte lida resulta de abrir a Bíblia aleatoriamente) e as orações são feitas espontamentes. Os cultos são presididos coletivamente por um grupo de anciãos que alternam nas pregações conforme sentirem movidos pelo Espírito Santo. Os anciãos e diáconos são eleitos pela congregação local e não frequentam seminários. Nos cultos, observam o assento separado por gênero e as mulheres usam véus. Alternam pregações, hinos e orações. No final, há a bênção apostólica e a saudação com o ósculo santo. Normalmente fazem dois cultos de formatos similares no domingo, um cedo e outro à tarde. Realizam um almoço comum, a ágape bíblica.
Somente adultos podem ser batizados. Antes, o convertido deve testemunhar seu arrependimento da vida de pecado e sua restituição dos erros em uma reunião privada com a igreja antes de descer às águas. Após o batismo há uma oração com a imposição das mãos simbolizando o selo do Espírito Santo.
Avessos às coisas do mundo, evitam o serviço militar (se convocados, servem em posição de não combatentes) e não concorrem a cargos públicos. Não admitem partidarismo ou instrumentalização política de suas igrejas. O casamento somente é permitido entre membros da denominação. Frequentar cultos de outras denominações é proibido. A influência de outras persuasões religiosas é rejeitada, embora privadamente os membros possam ler literatura de teologias diversas. Homens e mulheres observam modéstia nas vestimentas e no consumo, com os trajes femininos sendo saias e vestidos. Rejeitam fazer juramentos. Consideram como pecados que levam à morte matar alguém ou relacionamento sexual fora do casamento. Tais pecados levam à exclusão permanente das congregações locais, pois consideram que somente Deus pode perdoá-los. Embora aceitem a conversão de pessoas divorciadas ou com segundas núpcias, após o batismo não é mais permitido o divórcio ou novo casamento.
Combinando as tradições anabatistas, pietistas e do réveil, os Neutäufer mantém um caráter coletivo de vida cristã. A adesão e caminhada na vida cristã é pregada em tons contemplativos, piedosos e convidativos, mas sem apelos do salvacionismo individualista comum no evangelicalismo anglo-americano. Dessa forma, não há espaço para destaques personalistas de pregadores ou líderes. O culto e a vida fora da Igreja é orientada para juntos seguirem as instruções de Jesus Cristo.
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O movimento de Oxford foi um movimento dentro da Igreja Anglicana que surgiu em 1833 na Universidade de Oxford.
O movimento foi liderado por John Keble (1792–1866), John Henry Newman (1801–1890), Richard Hurrell Froude e Edward Bouverie Pusey (1800–1882).
Em uma sére de 90 publicações intituladas Tracts for the Times (1833–1841), o movimento de Oxford visava renovar a Igreja Anglicana. (Daí o nome dessa fase do movimento como tractarianism). Constituiu uma vertente “High Church”, enfatizava a sucessão apostólica, considerava a Igreja Anglicana como a verdadeira Igreja católica, pois seria o meio-termo o catolicismo e protestantismo.
Depois que Newman converteu-se à Igreja Católica em 1845, Pusey tornou-se o líder do movimento. Pusey deu grande importância aos ritos eclesiásticos e aos sacramentos. Associado ao movimento emergiu uma tendência sacramentalista de usar velas do altar, vestimentas, incenso e elaboradas cerimônias.
“O cristianismo histórico primitivo deve ser sempre essencialmente normativo, e se tipos posteriores de religião divergem tanto do tipo primitivo que passam a considerar o que é encontrado no Novo Testamento mais uma vergonha do que uma inspiração a questão é se eles ainda podem ser reconhecidos como cristão.” — James Denney. The Christian Doctrine of Reconciliation, pp. 26-27.
O primitivismo é uma doutrina, atitude e ideal encontrado entre alguns grupos cristãos que veem na Igreja do Novo Testamento um parâmetro para ser seguido. Assim, doutrinas, regras de convívio, práticas de culto, organização de seus crentes, rejeição de “novidades” formam um conjunto de traços valorizados pelas comunidades primitivistas como replicando a primitiva igreja dos apóstolos.
O historiador Grant Wacker nota no primitivismo um anseio por pureza em doutrina, nas origens e no cumprimento de um mandado divino — tudo intocado pelas limitações e corrupções da existência ordinária.
Frequentemente o primitivismo demanda uma teologia da história para explicar sua própria existência. Nessa teologia há três tipos de narrativas. A primeira é a da fundação independente quando alguém ou um grupo honesto e cândido redescobre a eclesiologia dos cristãos primitivos, sem intermediários denominacionais ou de eruditos, por uma possível leitura pura da Bíblia. A segunda narrativa é a da sucessão marginal, pelo qual o grupo reivindica uma “história alternativa” de sucessão de grupos (montanistas, donatistas, paulicianos, valdenses e anabatistas são alguns favoritos), cuja ligação entre si e suas histórias são mal atestadas por serem grupos subalternos e perseguidos. Por fim, há a teologia restauracionista, no qual considera que em alguma fase histórica o cristianismo desviou-se totalmente e extinguindo-se, carecendo uma renovada dispensação ou revelação que restaurassem doutrinas, práticas ou eclesiologia do cristianismo autênticas do Novo Testamento.
Ordens medicantes medievais, o movimento joaquimita, os anabatistas (e a Reforma em geral por sua busca ad fontes de voltar aos princípios do cristianismo), os pietistas radicais (morávios, dunkers, metodistas primitivos), os batistas primitivos, o movimento de restauração (Igrejas de Cristo e Discípulos de Cristo), o movimento dos Irmãos (de Plymouth ou Casa de Oração), muitos grupos pentecostais e cristianismo indígenas esposam alguma forma de primitivismo.
A exclusão social e sua atração por classes populares fazem com que adeptos do primitivismo vivam em tensão com instituições da sociedade dominantes. Assim, muitos grupos rejeitam algumas profissões e educação avançada que os ponha em contato próximo com o mundo secular. Casamentos tendem a ser endogâmicos. O isolamento denominacional leva a não compartilhar o púlpito com ministros não filiados. Nesse ambiente, muitos desenvolvem uma mentalidade exclusivista de ser o melhor e o único representante fiel do cristianismo do Novo Testamento com base em seletos pontos de identidade do grupo.
Muitas críticas há em relação ao primitivismo. A imaginação idealizada sobre os primeiros cristãos leva a desconsiderar os problemas da Igreja primitiva. Faccionalismo, heresias e controvérsias são registrados no Novo Testamento. Adicionalmente, grupos primitivistas fazem uma leitura arbitrária das Escrituras para selecionar quais traços serem critérios de validade e comunhão. A atualização e contextualização de práticas e doutrinas do século I para o tempo presente também é seletiva. Por fim, a doutrina de Cristo e dos apóstolos preemptoriamente rejeita a comunhão de salvação com Deus com base em associação com um grupo, atitude comum em vários grupos insulares em nome de um primitivismo.
Com suas doutrinas, história e práticas próprias, o primitivismo deve ser reconhecido como uma legítima expressão da cristandade. Sua atitude anti-estabelecimento possibilita o exercício ativo do ministério e missão por segmentos diversos da população. O desejo honesto de moldar-se conforme os parâmetros bíblicos de vida em Igreja é um alerta contra a adição e supressão de elementos do cristianismo para se conformar detrimentalmente às exigências políticas e culturais dominantes nas sociedades locais.
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Duas denominações evangélicas de origem britânica, uma baseada na Argentina e outra da Escócia.
1. Unión Evangélica. Denominação evangélica argentina iniciada oficialmente com a fundação de sua primeira igreja em Tres Arroyos, Buenos Aires em 1904 pelo missionário neozelandês Robert Elder (1884-1949).
Robert Elder cresceu em uma família presbiteriana antes de se tornar batista. Em 1895 mudou-se para Londres onde estudou no Preachers’ College de Charles Spurgeon e juntou-se a uma sociedade missionária formada por membros do Metropolitan Tabernacle, a Regions Beyond Missionary Union, da qual Elder seria um dos primeiros a partir para missões.
Enviado à Argentina em 1900, estabeleceu-se em Las Flores e depois em 1903 em Tres Arroyos, uma cidade de projeto de colonização agrícola ao sul da província de Buenos Aires. No ano seguinte organizou a igreja em Tres Arroyos.
Seria à Igreja de Tres Arroyos que Louis Francescon encaminhou os membros da família Menna, convertidos em sua missão junto de Lucia Menna e Giacomo Lombardi em 1909.
Em 1910 por ocasião da Conferência Missionária de Edimburgo, evento que antecedeu o moderno movimento ecumênico, a União Evangélica Sul-Americana fundada em 1892 como Help for Brazil por Sarah Kalley, fundiu-se com a Regions Beyon Missionary Union.
Dessa fusão, concretizada em 1911 formou-se a Evangelical Union of South America (Unión Evangélica de Sud América), acrescida ainda pela Gospel Mision Union (Unión Misionera Evangélica). Em 1991, essa organização missionária foi renomeada Latin Link (Enlace Latino) e as igrejas originárias dessa atividade missionária são em boa parte filiadas à Unión Evangélica. A preocupação evangélica com o compromisso social e com políticas públicas de reparação de injustiças, atitudes herdeiras do ministério de Spurgeon, levaram a Unión Evangélica ser ativa no movimento de Missão Integral.
2. Evangelical Union (União Evangélica) foi uma denominação evangélica escocesa do século XIX que se originou na suspensão do Rev. James Morison (1816-1893), ministro da denominação dissidente da Igreja da Escócia, a United Secession em 1841. Morison foi julgado herético sobre sua perspectiva sobre a fé, a obra do Espírito Santo na salvação e a extensão da expiação. Com seu pai, que era ministro em Bathgate, e dois outros ministros, tambéms depostos, se encontraram em Kilmarnock em 1843 e formaram-se em uma associação sob o nome de União Evangélica, “com o propósito de apoiar, aconselhar e ajudar uns aos outros, também com o propósito de treinar jovens espirituais e devotados para levar adiante a obra e ‘ prazer’ do Senhor. ”
A teologia da união centrava-se nos “Três Universais”: o amor de Deus por todos; a morte de Cristo por todos; a obra do Espírito em todos, ainda que nem todos respondessem. Tais aspectos refletiam a posição original amiraldista de James Morison, refletidos na liberdade de consciência individual e congregacional. Mais tarde Morison aderiu ao arminianismo e foi seu principal propagador na Escócia.
A União não exercia jurisdição sobre congregações individuais. Assim, havia congregações dirigidas por assembleias de todos os membros bem como congregações governadas por um corpo de anciãos.
Apesar das variações devido ao extremo congregacionalismo, em geral as práticas de temperância e uma estrita observância do descanso semanal eram comuns. O fervor missionário fez com que vários evangelistas fossem mandados tanto pela Escócia quanto ao exterior. Um notório missionário da União Evangélica foi James Dunlop Liddell, pai de Eric Liddell (1902 – 1945), atleta olímpico e missionário retratado no filme de Carruagens de Fogo (1981).
Em 1889, a denominação contava com 93 igrejas; e em 1896, após prolongada negociação, a União Evangélica foi incorporada à União Congregacional da Escócia.