Hivi al-Balkhi

Hivi al-Balkhi (820-893 EC) foi um médico, filósofo e poeta judeu que viveu no mundo islâmico medieval. Sua posição cética influenciou o racionalismo judaico.

Hivi al-Balki nasceu na cidade de Balkh, no atual Afeganistão, e passou a maior parte de sua vida no Califado Abássida, onde ganhou fama como médico e como membro proeminente da elite intelectual e cultural. Fazia parte de uma viva comunidade intelectual e cultural judaica no mundo islâmico. Seu trabalho reflete a influência das tradições intelectuais judaicas e muçulmanas.

Além de seu trabalho médico, Hivi al-Balkhi também foi filósofo e poeta. Escreveu livros sobre filosofia, entre eles um tratado sobre ética chamado “Kitab al-Mahasin” e um trabalho sobre metafísica chamado “Kitab al-Talim”.

Como médico, Hivi al-Balkhi fez avanços em farmacologia e abordagens inovadoras para o tratamento médico. Escreveu vários livros sobre medicina, incluindo uma enciclopédia médica abrangente chamada “Kitab al-Musta’ini”, amplamente usada por médicos em todo o mundo islâmico.

Em 875 al-Balkhi escreveu um livro com duzentas objeções à origem divina da Bíblia. Assim, foi considerado um epikoros (apóstata). Saadia Gaon escreveu um livro para refutá-lo, mas ambas as obras foram perdidas.

Simone Weil

Simone Weil (1909-1943) foi uma filósofa, mística e ativista política francesa.

Nascida em uma família judia secular, Weil se converteu ao cristianismo, mas nunca se filiou a uma denominação. O pensamento teológico de Weil enfocou a importância da experiência mística e a necessidade de justiça social. Ela acreditava que a experiência mística era uma forma de se conectar com Deus e ver além das ilusões do mundo material.

As ideias de Weil sobre justiça social foram influenciadas por suas experiências de trabalho em fábricas e fazendas. Ela acreditava que a verdadeira compaixão exigia uma disposição de sofrer com os oprimidos e era uma defensora dos direitos dos trabalhadores e dos povos colonizados. As obras de Weil incluem “Gravity and Grace” e “The Need for Roots”, que exploram suas ideias teológicas e políticas.

Søren Kierkegaard

Søren Kierkegaard (1813-1855) filósofo e teólogo dinamarquês.

Um predecessor do existencialismo e da neo-ortodoxia, Kierkegaard desconfiava da fé posta na racionalidade objetiva enquanto chamava à atenção da importância da experiência subjetiva e do compromisso pessoal com a fé. Sem evadir-se dos paradoxos, Kierkegaard propunha uma ênfase na fé em conflito e transformadora. Um crítico da Igreja Estatal Dinamarquesa, sua recepção teológica foi contoversa.

Charles Hartshorne

Charles Hartshorne (1897 – 2000) foi um filósofo americano que formulou o teísmo neoclássico.

Um filósofo da teologia do processo, Hartshorne propôs uma prova modal da existência de Deus oriunda do argumento ontológico de Anselmo.

Proponente de um pan-en-teísmo, Deus não seria idêntico ao mundo, mas Deus também não estaria completamente independente do mundo. O mundo estaria contido em Deus.

Estudou na Universidade de Harvard , onde obteve os graus de BA (1921), MA (1922) e PhD (1923)– um ano de distância entre uma titulação e outra. Continuou seus estudos na Universidade de Freiburg e Universidade de Marburg, sob influências de Husserl e Heidegger. Criado como episcopal, também frequentava congregações unitárias-universalistas.

Nicholas Walterstorff

Nicholas Walterstorff (nascido em 1932) é um filósofo norteamericano.

Lecionou no Calvin College por 30 anos e contribuiu muito para estabelecer a epistemologia reformada com Alvin Plantinga. Discutiu o senso comum escocês de Thomas Reid, rejeitando o fundacionalismo.

Como docente ou pesquisador esteve nas universidades de Princeton, Michigan, Chicago, Notre Dame, na Universidade Livre de Amsterdam, Yale, Oxford e St Andrews.